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É PROIBIDO SOFRER

Daniel Bovolento

Colunista Superela

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Repare bem nas suas redes sociais e nas pessoas que você segue, sejam elas amigas próximas ou apenas conhecidos virtuais: todas, sem exceção, compartilham momentos alegres, vitoriosos, imperiosos e imagens reais da plena felicidade por algum motivo qualquer. Imediatamente, seja consciente ou não, você se pergunta por que a grama do vizinho é mais verde e por que aquelas pessoas parecem tão felizes enquanto você enfrentas seus problemas diários que nem sempre são fáceis.

Te digo brevemente que eles não são felizes o tempo todo, mas esse universo da felicidade virtual revela um recorte bem específico que se tornou fenômeno nas redes sociais e, consequentemente, nas rodas de assuntos entre amigos: a felicidade excessiva.

Parece que é proibido sofrer hoje em dia. Você tem a obrigação de estar bem e sorrindo, tirar uma selfie do seu café da manhã maravilhoso, daquele almoço delicioso com quem você ama, do festival de música incrível que você visitou. O comportamento geral é de reproduzir informações que contem uma história de felicidade, euforia, positividade e a parte boa da vida, o que não é todo ruim, mas não é exatamente real. Esse recorte exclui a parte crua, o que a gente vive todo dia, aquela parte feia que a gente deixa debaixo do tapete pra ninguém ver. E você se sente culpada por sentir essas coisas e se sente pior ainda por não ter aquela vida fantasiosa que é exibida ali na sua frente.

RESPONDA: Porque status de rede social parece ser mais importante que o sentimento propriamente dito?
RESPONDA: Redes Sociais! Ter ou não ter?

Enquanto seus amigos falam da promoção nova, você guarda pra você mesma a infelicidade com o emprego atual e quão mala é sua chefe e sua rotina de trabalho; enquanto falam sobre a viagem internacional do momento, você sorri e não conta das dívidas que ainda não conseguiu quitar; enquanto esbanjar declarações amorosas pros companheiros, você exibe um sorriso torto de quem não tá nada bem no namoro ou nem fala de como tem se sentido sozinha com os problemas familiares. O que não deveria acontecer.

Você não deveria se sentir coibida a esconder o que sente, por mais feio e desagradável que seja, porque também é humano. Deveria botar pra fora e não sufocar a tristeza dentro de você só porque existe um mundo que te diz que é proibido sofrer, que é proibido aparentar qualquer sentimento que não seja positivo. Nada disso, as pessoas precisam fechar as portas e conversar com seus demônios sozinhas nos quartos. Não tem nada de glamouroso, requintado ou vitorioso nisso. E essas situações acontecem o tempo todo tanto nas nossas vidas quanto nas vidas dessas pessoas que aparentam ter a grama mais verde.

Enquanto você pensa que queria ter a vida delas, elas pensam o mesmo sobre outra pessoa. Porque a grama do vizinho é sempre mais verde e só a gente sabe o que passa de verdade, a nossa parte feia e escura, só a gente sente. Se nos sentíssemos mais confortáveis para externalizar isso, talvez os outros pudessem deixar as cascas de lado e assumir que são tão humanos quanto a gente e que também sentem essas coisas. E talvez assim a gente abrandasse esse sentimento de estar perdido no mundo sozinho, porque mais gente também estaria.

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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