O que você procura?

Como sou psicóloga e publicamente conhecida por “socorrer” pessoas e famílias em sofrimento emocional, é frequente pessoas que eu não conheço me solicitarem ajuda de todas as ordens! Corações partidos, solidão, rejeição, medo de mudança, dúvidas pontuais, orientação. Mais do que fruto do meu ofício, sou essencialmente uma pessoa que acredita na gentileza e na generosidade (não que seja gentil e generosa sempre, mas tento quando posso) e mais, talvez tenha encontrado meu lugar no mundo. E ele passa certamente pela comunicação do meu aprendizado. Então, sempre que posso respondo a e-mails, postagens, mensagens e claro, pelo volume, deixo muitas sem resposta. Não consigo. Tenho família, trabalho, amigos, lazer, esporte. Tenho que cuidar de mim. Espero que compreendam.

Dias desses recebi uma foto inbox de um desconhecido que havia cortado os pulsos com a mensagem “preciso de ajuda”. Só vi 1 hora depois. Por cerca de 1 minuto muitas ideias me passaram pela cabeça: brincadeira, não pode ser, o que eu faço, com quem falar, o que falar, o que fazer,  qual a responsabilidade que tenho? Parei tudo que estava fazendo e perguntei: “Você está sozinho?” Alguns segundos depois a pessoa respondeu e me contou que na verdade o corte não era profundo e que ele tinha esse “hábito”. A automutilação ou cutting é um transtorno do impulso que consiste no ato de ferir-se propositadamente. Há muitas maneiras do sintoma se manifestar: cortar-se, furar-se, beliscar-se, arrancar os cabelos, os pelos do corpo, entre outros, sem ideia suicida. Como a pessoa, na maior parte dos casos, não se fere de maneira profunda, acaba conseguindo esconder seus sintomas e marcas, “controlando”, aos olhos dos outros, seu sofrimento. Geralmente a motivação para esse tipo de comportamento é uma angústia profunda, um desespero e uma dor que a pessoa não consegue processar e elaborar. Como em outras doenças psicossomáticas, há uma clara dificuldade em lidar com os sentimentos e isso fica marcado no corpo, além de provocar  profunda  solidão. Se você deseja saber mais sobre cutting, achei as informações básicas desse site muito legal.

RESPONDA: Não sei mais o que fazer com a minha vida. Me ajudem, não tem mais sentido.
RESPONDA: O que fazer quando se entra em depressão após um término e não se tem mais forças pra fazer nada?

Eu pude “escutar”, sem julgar, acolher, dizendo que sei o quanto a dor é tamanha e orientar, explicando que o transtorno pode ser combatido com psicoterapia e medicamentos. Incentivei a buscar ajuda profissional. O homem me agradeceu, mas disse que provavelmente não ia buscar ajuda, que só precisava desabafar.

Então, passei por outro minuto difícil. Certa que fui “usada” para um desabafo, o que não é necessariamente ruim, pensei mesmo que o embaralhamento emocional a que está acometido o tenha se distanciado de uma realidade: você está doente. E quem está doente, precisa de ajuda. O problema é que nosso povo ainda não valoriza profissionais da área da saúde mental, carecem de entendimento da função do psicólogo, acham que psiquiatra é para os “loucos”. Ao elevarmos o corpo, a estética e a imagem ao principal motivo da existência humana, privamos de cuidados essenciais a nossa subjetividade, que transita entre as ideias e as emoções. Vamos engolindo raivas, sentindo tremores, alimentando fantasias, falando qualquer coisa, agindo sem pensar.  O autoconhecimento, promovido pelos processos de psicoterapia, ajudam a abrirmos as nossas gavetas, mesmo as mais emperradas, e as organizarmos melhor para que tudo esteja à mão. A Fé, o amor familiar, o companheiro, os amigos, a comida saudável, o esporte, os livros, os sites, os grupos de fortalecimento… Tudo isso nos ajuda muito a enfrentar um cotidiano difícil, a incerteza do amanhã, a insegurança do hoje. Mas para que tudo isso se torne, de fato, uma rede de auxílio para nossas dores e sofrimentos, é necessário primeiro que você decida se ajudar. E isso só você pode se dar.

Veja o incrível vídeo TED, de Guy Winch sobre Higiene Emocional.

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial


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