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O que você procura?

Olá, minha versão de alguns anos atrás. Te achei numa pasta velha de fotos e lembranças. Acho que precisamos conversar. Como eu te conheço muito bem, sei que o que eu vou te contar vai te assustar muito, mas é necessário fazer isso. Confie em mim.

Você não existe mais.

Sua “morte” foi gradual e muito dolorosa. Mas eu tenho uma boa notícia. Por mais contraditório que possa ser você sobreviveu. Ressurgiu das cinzas como no clichê da Fênix. Eu hoje te olho nessa fotografia e vejo tão pouco de mim. Eu sinto pena, me dá nervoso. Você era tão ingênua. Tinha tantos conceitos tortos sobre tanta coisa. Vivia em uma redoma de vidro e até o pensamento mais breve relacionado a sair dela te deixava apavorada. Você chorava pelo que vivia e chorava com medo do que poderia viver. Mas nada disso foi capaz de evitar o inevitável. A redoma se quebrou. Você precisava sair e mais do que ninguém sabia disso. E doeu na carne, doeu nos ossos. Dor de fratura, que é a dor mais forte. Traumatismo craniano por mergulho profundo em pessoas rasas.

E quando finalmente se levantou você já não mais se reconhecia ao se olhar no espelho. Mudaram seus costumes, seu modo de ver a vida, pessoas ao redor. Até seu modo de se vestir não é mais o mesmo. Mudou a forma com que olhava pra você e o que foi mais estranho foi perceber que mesmo se você tentar, você nunca mais será a mesma. E esse é o fato mais triste disso tudo. Ver que aquela menina sonhadora morreu. Ver que a inocência que você tinha foi perdida pra nunca mais voltar. No olhar agora você carrega a experiência e tudo àquilo que você dizia que nunca aconteceria contigo, que era motivo de pânico aconteceu.

RESPONDA: Não dei. O que ele pode pensar?
RESPONDA: Por que eu tenho vergonha de me maquiar?

Você mudou. Você amadureceu.  Aprendeu a guardar suas dores pra você, colocar em seu bolso tudo de ruim e seguir. Porque os dias passam, eles sempre vão passar. E por mais que haja ainda uma dor e uma saudade imensa de ser e de viver tudo aquilo que você estava habituada e que amava tanto, você vai continuar vivendo. Você sobreviveu, lembra? Mesmo que tudo voltasse a ser o que era antes, você não é mais a mesma. Olhar para trás é tentador, eu sei. Talvez hoje você não se veja tão feliz como naqueles tempos. Talvez nem passe perto disso.  Mas até que ponto aquilo tudo era real? Você mal se conhecia. Nem de perto era a mulher que eu vejo agora.

Não pare por aqui. Não retroceda. Vá, continue. Se lance em queda livre. Não procure amarras. Novos caminhos poderão te levar a lugares inóspitos, só que nada será mais tóxico agora do que permanecer aqui, parada. Refém de lembranças que não cabem mais. Pelo menos não agora. Olhe para você! Permita-se sentir essa sensação “gostosa-porém-contida” de que coisas boas podem surgir por aí. Coisas que talvez não surgissem se nada disso tivesse acontecido. Parece papo de autoajuda, mas venhamos e convenhamos isso é uma verdade. Recomeços serão sempre complicados. Mas a partir do momento em que você mudou tudo em sua volta terá que mudar também para fazer sentido no seu mundo novo.

Agora pode chorar. Ser forte é bom, mas não se force ser assim o tempo todo. Você sabe o quanto ainda dói e como a recuperação ainda pode demorar. Mas hoje você não se importa mais. Pode se soltar e permitir que essa mulher linda e leve que acabou de surgir viva. Deixe nas mãos do destino. Siga sua caminhada. A vida se encarrega de reparar as arestas. E o que ela não se encarregar, você tira de letra. Eu te garanto.

Você é forte. Confia em mim.

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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