Receba nossos e-mails incríveis
NOVO App Clube Superela!! ♥
Pergunte e converse anonimamente
Relacionamento Sexo Autoestima Corpo Trabalho&Dinheiro Beleza Estilo Entretenimento Girl Power!
Escreva seu texto
Receba nossos e-mails incríveis

Leia temas do seu interesse:

/ /

DIREITO DE IR E VIR: CHEGA DE FIU FIU!

assédio 

as.sé.dio
sm (baixo-lat assediu) Impertinência, importunação, insistência junto de alguém, para conseguir alguma coisa. A. sexual: ato ou menção que leve a constrangimento de natureza sexual.

“Para aquele que assedia, não é nada demais, afinal, com aquela roupa ela estava pedindo pra ser assediada.” “Mulher que quer liberdade demais não se dá ao respeito e depois reclama.” “Fulana ficou com todo mundo no trabalho, depois diz que foi assediada pelo chefe e processou a empresa? Só pode estar querendo dinheiro”.

Os melhores conteúdos do Superela.
Um único email por semana.

Não sei quanto a vocês, mas já tive o desprazer de ouvir todas essas frases em algum ponto da vida. Posso, pela ignorância, ter até concordado com alguma delas.

A campanha “Chega de fiu fiu” (site para consulta abaixo), mapeia e armazena depoimentos num trabalho de luta contra o assédio às mulheres nas ruas. Nas palavras da própria campanha: nenhuma mulher deveria se sentir insegura ao simplesmente exercer seu direito de ir e vir. No site são milhares de depoimentos, mapeados em todo Brasil, de mulheres que contam situações de abuso cotidianas, sic, que deveriam deixar de existir.

O grande problema da defesa de uma mudança social nesse sentido no país, primeiro ocorre porque grande número de pessoas, entre elas mulheres, ainda não se desconstruíram e acreditam que reclamar de “fiu fiu” é frescura.

Entretanto, a questão é bem diferente. Se uma mulher mexesse com um homem na rua, dizendo essas frases “lisonjeiras”, tais como, gostoso, delícia, se eu te pegasse te fazia todinho e etc., nenhum homem sentiria o perigo de ser estuprado. Nenhum homem gela e dispara o coração ao perceber que está numa rua deserta com uma mulher atrás dele.

Outro fator que ainda é preciso ser trabalhado com afinco na sociedade, no poder público e no poder de polícia, é que o abuso não pode ter qualquer relação com culpa da vítima.

“A mulher estava de roupa curta, a mulher estava na rua aquela hora da noite, aquela mulher passou em frente aquele grupo de homens”. Adivinha só?! Aquela mulher, e todas indistintamente, deveriam poder andar por onde quisessem, sem sofrer abuso, e olha o mais esquisito, todos homens tem o DEVER de respeitá-las, independente de qualquer variável, seja do horário ou do que elas estão vestindo.

A culpa do assédio é SEMPRE do assediador.

Muitos dos abusos, quem sabe até mesmo dos estupros, não são denunciados pelas vitimas pela dificuldade de serem recepcionadas pelas autoridades com respeito e dignidade.

A sociedade ainda é muito machista, acredita que se a mulher bebeu demais, saiu com aquele cara e até, quem sabe, foi pro apartamento dele, então, pediu pra ser estuprada, afinal, quem ela pensa que é pra desistir na ultima hora? Eu respondo, ela é livre para ser e fazer o que quiser, e qualquer um que atenta contra essa liberdade comete um crime e deve ser condenado por isso.

MAIS: A BURCA NOSSA DE CADA DIA
MAIS: 5 SITUAÇÕES EM QUE A CULPA NÃO É SUA (UMA PERSPECTIVA FEMINISTA)

A defensoria pública de São Paulo já tratou sobre o tema, e ressalta as consequências que o assédio sexual tem causado, trazendo impactos sérios e negativos para a saúde física e emocional das mulheres:

“Entre os efeitos negativos relatados pelas vítimas, os mais citados são: ansiedade, depressão, perda ou ganho de peso, dores de cabeça, estresse e distúrbios do sono. Além disso, muitas delas podam sua própria liberdade e seu direito de escolha ― deixando de usar uma roupa ou de cruzar uma praça, por exemplo ― por medo de sofrer tais abordagens.”

No Brasil, a legislação ainda é omissa acerca do assédio sexual quando esse ocorre na rua. Os crimes do capítulo contra liberdade sexual do código penal, traz o assédio sexual, entretanto, é um tipo específico que somente se enquadra nas situações de um superior hierárquico.

Código Penal: Art. 216-A. “Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.”

Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos.

Ou seja, para cometer assédio sexual, é necessário se tratar de um chefe ou um médico, por exemplo. Nesses casos, ainda é complicado para a vítima provar o assédio, normalmente por via de testemunhas. O que acaba por inibir mais ainda as vítimas de denunciarem seus agressores. Nesses casos, infelizmente, ainda é comum haver discussão acerca da índole da vítima, afinal, será que ela não deixou o assediador entender que ele podia assediar? Sim, embrulha o estômago pensar como a vítima pode ser tratada, mesmo após passar por um trauma dessa magnitude.

Quanto às “cantadas” na rua, a regulamentação fica por conta do decreto abaixo. Observe se tratar de uma lei de 1941, que tem como pena apenas o pagamento de multa, que, na lei, ainda está descrita em contos de réis.

DECRETO-LEI Nº 3.688, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941.

“Art. 61. Importunar alguém, em lugar público ou acessível ao público, de modo ofensivo ao pudor: Pena – multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis.

Uma simples busca por jurisprudências (decisões judiciais), nos sites dos tribunais, fica patente que a lei não é aplicada, e os casos de assédios nas ruas sequer são denunciados. Fica marcado ainda a cultura de que é normal.

Inúmeros são os casos de agressão às mulheres que tentam se insurgir contra o assédio. E é o que precisa ocorrer de todas nós. Uma das fontes do direito é o costume, quanto mais denúncias ocorrerem nesse sentido, quanto mais mulheres gritarem por seus direitos, maior é a chance de vermos o poder público fazer algo efetivo em nosso favor.

A campanha “Chega de fiu fiu”, pretende realizar um documentário, de forma a conscientizar as pessoas acerca do tema.

Mudanças não ocorrem da noite para o dia, é preciso lutar por nossos direitos, chega de fiu fiu, eu quero ter o direito de ir e vir, de vestir, de ser, de pensar, o que eu quiser.

Quer saber mais da campanha? Clique aqui.

Quer denunciar? A Central de Atendimento à Mulher recebe denúncias de casos de violência. Basta ligar 180. A Secretaria de Políticas para as Mulheres também recebe depoimentos: ouvidoria@spm.gov.br / spmulheres@spmulheres.gov.br

Receba no seu e-mail dicas/textos sobre Vida

PARTICIPE: O cara não sai do meu pé.
PARTICIPE: Visão masculina sobre meninas “santas”

Imagem: pinterest.com/superelaoficial

Leia temas do seu interesse:

/ /

Leia temas do seu interesse:

/ /

E-mails especiais
Faça parte da comunidade de mulheres mais empoderadas do mundo!
Escolha os temas que mais gosta
Quero!
E-mails especiais
Faça parte da comunidade de mulheres mais empoderadas do mundo!
Escolha os temas que mais gosta
Quero!
Obrigada!

Recebemos seu pedido de cadastro e enviamos a você um email com o link para você confirmar o recebimento dos nossos emails.

Por favor, acesse seu email e click no link de confirmação.


Click aqui para voltar ao site.
Os melhores conteúdos do Superela.
Um único email por semana.
Queremos te enviar OS MELHORES
conteúdos do Superela.
Você vai adorar! ❤
Vamos ser amigas? :)
OS MELHORES conteúdos do Superela
uma vez por semana no seu email!
Você vai adorar! ❤
Vamos ser amigas? :)