O que você procura?

Quando o primeiro se foi, pensei que eu iria morrer. Até hoje nada se compara à sensação de desesperança que me invadiu e que durante muito tempo imaginei ter exterminado minha capacidade de amar.

Não havia porre que curasse a dor, ou amnésia que me fizesse esquecê-la. Nenhum conselho de amigo era útil, nenhum abraço chegava perto de me aconchegar como aquele dos braços que partiram de uma hora para outra, quando decidiram que eu não estava à altura do que eles queriam envolver.

Mas passou. Não sei se graças ao tempo ou à mudança que me transformou em uma pessoa mais sóbria, seca e determinada a nunca mais sofrer assim por ninguém.

Até chegar o segundo e, como o primeiro, sair da minha vida sem “mas” ou “porquê”.

A dor não foi igual, nem a minha reação com ela. Quantas palavras proferidas com o intuito de provarem uma razão improvável. Quantas idas e vindas, desencontros, raiva e rancor. Um sofrimento intenso exposto por tudo, menos pelo mais óbvio: a dor.

Tantos machucados criaram uma casca que não poderia ser removida facilmente. Sobrou para o próximo um coração endurecido pelo processo de colagem dos cacos pelo qual passou.

Foi aí que veio aquele que, sem pedir licença, conseguiu lapidá-lo e trazer à tona o que havia de mais precioso em mim. E assim o fez durante muito tempo. Não mais do que o suficiente para me ensinar que amor não precisa rimar com dor e nem menos do que o suficiente para que eu entendesse o que é poder confiar minha paz a alguém.

Outra pessoa tão humana e falha quanto eu, mas que também estava disposta a conectar-se por inteiro, entendendo que não ser perfeito é uma característica intrínseca a qualquer ser humano e que isso não é motivo para poupar ninguém de saber quem você realmente é.

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Até que ele se foi e se tornou mais uma história do passado, que ouso contar para mim mesma toda vez que preciso me lembrar de como é ser verdadeiramente amada por alguém.

Quando ele se foi o que sobrou não foi só a dor. Ela, depois de superada, deixou para trás uma coleção de boas lembranças, que trazem consigo a esperança de que em breve possam se misturar com novos momentos, de novas histórias.

Não sobrou só a saudade, essa que insiste em bater de tempos em tempos, mas que, felizmente, entendeu seu lugar e deixou de significar a vontade de reviver o que passou. Ao invés disso, se concentra em ser minha referência do que era ser dois, sem deixar de ser quem eu sou.

Sobrou um ser humano assustado, mas disposto a cavar o máximo que puder, para que dessa vez possa chegar à raiz de seus problemas, agora que finalmente enxergou a diferença entre amor e carência, apego e afeição.

A partida dele me deixou mais dura com a vida, mais esperta com as pessoas e mais sábia em relação às novas possibilidades. Não enxergo mais como possibilidade me enfiar sozinha em uma relação em que o outro não quer viver por inteiro.

Mas acima de tudo, quando ele se foi, o que sobrou fui eu.

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial


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