O que você procura?

Quando você partiu dizendo que queria se encontrar pelo mundo sozinho, alguma coisa me disse que, na verdade, pra essa viagem você já tinha outra companhia. Talvez mais legal ou talvez mais ousada, que pudesse te apresentar outros lugares em que eu não me arriscaria a ir. Não importava as características, mas, com toda certeza, ela já estava presente.

De mãos atadas eu queria te segurar, sem sucesso. Eu, que nunca fui muito boa com fórmulas, virei PHD em química e física pra tentar te explicar como que a nossa funcionaria. Você, é claro, percebeu que aprender isso era que nem aprender a fórmula de Bháskara: só seria apenas mais uma informação, não iria (e nem queria) utilizar isso na vida. Nunca minha lista de ligações recentes ficou tão cheia de um nome só. Nunca meu peito se angustiou por tantas atitudes tomadas em vão. E foi aí, que um belo – ou na época, terrível – dia em que minhas suspeitas de sexto sentido feminino se confirmaram.

No momento em que vi seu sorriso de um canto a outro, que antigamente era acompanhado de uma piada ridícula minha, ao lado de outro ser através da tela do meu celular, custei a entender que o nosso roteiro tinha chegado ao fim. Todas as esperanças e paradigmas do “se é verdadeiro volta” sumiram. No lugar, só sobrou o vazio de mais um fracasso sentimental. Depois, a raiva e a indignação de ver tantas pessoas que desejaram a nossa felicidade, postarem as mesmas frases pra vocês dois. Bando de duas caras! Falsários! Como puderam fazer isso? Para mim, foi como elogiar um remake terrível de um filme que nos anos 90 fez sucesso. É claro que eu não sou uma pessoa ruim ao ponto de não gostar de ver sua alegria. Eu não queria ser egoísta ou deselegante, mas o que jamais, em tempo algum da minha vida poderia ser, era hipócrita. Naquele momento eu não estava feliz por ver o que era uma parte de mim ir embora com outra pessoa. Acompanhei de longe toda essa histeria porque queria entender o que diabos ela tinha de tão sensacional. Oras! Eu na época também era sensacional pra vocês! Qual o nível de “sensacionalidade” dela? O meu ego estava claramente e expostamente ofendido.

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A quantidade de sorrisos mostrados através das redes sociais foi aumentando. A de planos de um recém-casal jovem também. A confirmação de que eu não era mais do que uma página virada chegou. E a minha bebedeira nas noitadas de baladas também. Eu que detestava o sabor e ardor queimante de uma José Cuervo Ouro, passei a ser fã em tempo integral. Felizmente, pela graça do Divino ou pelo prezar dos meus amigos pela minha dignidade, não houve nenhum áudio ou mensagens constrangedoras. Não houve indiretas em redes sociais. Não houve perguntas aos amigos em comum. Houve apenas um silêncio mergulhado em lágrimas abafadas no chuveiro, no travesseiro ou entre uma ida e volta ao banheiro no trabalho quando a dor apertava demais. Foi difícil superar que fui superada. Não entendo até hoje o porque da página ser virada ou até totalmente arrancada do seu livro. Eu não pude corresponder ou acompanhar sua visão. Fomos enfeitiçados por promessas jovens e inconsequentes de que se há amor já se bastava tudo. Nós tivemos o que precisávamos ter e agradeço por isso. Mas, hoje, não faço a mínima questão de ter algo de novo, principalmente com você. O engraçado é que eu não tenho me lembrado da nossa história por um bom tempo.

E sabe porque hoje eu estou escrevendo tudo isso? Não porque quero te dar explicações ou satisfação pelas minhas atuais vontades, mas porque, diferentemente de você, que partiu sem muitas explicações, apenas com uma justificativa medíocre, eu tenho muitas razões pra te manter longe. Pra você saber o porque de suas atuais curtidas nas minhas fotos não mexerem mais com o meu ego. Para pedir que pare de perguntar sobre a minha vida aos amigos em comum. E eu realmente ainda não posso acreditar que venha tentando armar encontros casuais comigo. Por Deus, eu fui tão madura ao esconder e apagar meus sentimentos pra deixar você em paz e tu não aprendeu nada com as minhas atitudes? O sensacional acabou? Por favor, não ouse colar a página que você arrancou. Não pense nem por um segundo em derrubar o muro de Berlim que você construiu entre nós. A reciclagem é boa, mas no amor, algumas vezes, não pode dar certo. E na nossa história, meu querido, o único sentido são os das expressões “já foi e já era”. Te agradeço não somente pelas dores que me fizeram crescer, mas te agradeceria ainda mais se continuasse longe o suficiente para não fazer mais parte de nenhum capítulo do meu próprio livro. O qual, sem você, está se tornando cada dia mais fantástico de se ler e viver.

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial


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