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TEU MACHISMO NOS OFENDE, MOÇO

Juliane Mergener

Colunista Superela

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Assisti um curta francês dia desses que me chamou muito a atenção. Em dez minutos, ele explana sobre uma sociedade onde as mulheres dominam as relações de poder e onde o sexo masculino é o acuado. Nele, um homem, pai de família, sai de casa com uma bermuda, uma camisa social e chinelos para levar o filho na escola. Na rua, sofre cantadas das mulheres e depois, quando tranca sua bicicleta numa viela, um grupo de mulheres passa por ele, começa a fazer gestos obscenos e a ofendê-lo com vulgaridades. Ele retruca pedindo respeito e elas ficam bravas, vão atrás dele, colocam um estilete no seu pescoço e o abusam sexualmente em um beco escuro. Na delegacia, a delegada lhe diz para relevar, porque não houve testemunhas e que é melhor seguir a vida, já que nada sério aconteceu com ele. Quando a esposa do homem chega para busca-lo, ainda lhe diz que ele não devia ter saído com uma bermuda curta e nem muito menos aberto um botão da camisa, mesmo que estivesse quente.

Assista:

É incrível que em pleno ano de 2015, no século XXI, ainda precisemos falar em igualdade de gênero. Se nós conquistamos muita coisa nos últimos anos? Sim, conquistamos. Podemos sair para tomar uma cerveja no bar com os amigos, mas não estamos livres de sermos estupradas na volta para casa. Podemos colocar aquele short curto porque simplesmente gostamos dele ou queremos nos sentir bonitas, mas, infelizmente, não estamos livres de ouvir piadas e cantadas escrotas na rua. E não para por aí.

PARTICIPE: Vc já teve q fazer algo q detestava para conquistar algo q queria muito?
PARTICIPE: Sobre independência, sair da aba da família e juntar os trapos com o namorado.

Alguns homens andam se valendo do argumento de que, nós, mulheres, não queremos uma igualdade de gênero e sim uma superioridade. Que estamos nos vitimizando, nos fazendo valer de um coitadismo e que não há o que reivindicar quando há mulheres chefiando famílias ou exercendo cargos de liderança em empresas. Eu sou de humanas, mas vou falar de números: no Brasil, uma mulher morre a cada 1h30min vítima de violência; 78% das mulheres de 16 a 24 anos relatou já ter sofrido algum tipo de assédio sexual, seja no ônibus, na rua ou mesmo em casa; 43% dos jovens disseram ter visto a mãe ser agredida pelo companheiro. Você consegue compreender o que isso significa?

A cor do movimento feminista é o roxo: a junção entre rosa e azul. Não estamos lutando por superioridade, e sim por uma verdadeira igualdade de gêneros. Não estamos nos vitimizando, basta abrir os olhos e ver as estatísticas. Basta olhar para a história de luta dos movimentos de mulheres para ver que pudemos votar só há pouco tempo, que temos autonomia para querer o divórcio há menos de 40 anos! É só andar na rua com uma saia mais curta para ver. Não fale sobre uma dor que você não conhece.

Nós não somos umas malucas surtadas. Podemos ser peludas ou depiladas, ter cabelos curtos ou longos, gostar de sandália de couro ou salto alto, andar de vestido ou calça larga. Nós somos todas mulheres e queremos viver em uma sociedade justa de fato, porque o machismo existe e está tão intrínseco que ele se adapta. Hoje podemos votar, mas ainda somos péssimas motoristas apenas por sermos mulheres. Hoje temos empregos bons, mas ainda precisamos ouvir que “não há nada pior que uma mulher bêbada”. Hoje podemos ingressar no ensino superior, mas ainda ensinamos aos nossos filhos que “quarto de menina precisa estar arrumado sempre”, enquanto o dos meninos pode permanecer bagunçado. Estamos fartas disso, estamos cansadas. Dá pra entender?

Teu machismo nos ofende, moço. E, sinceramente, já está mais do que na hora de você rever seus conceitos. De todo o coração, não quero mais ter que escrever textos como este.

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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