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SER FEMINISTA NÃO É XINGAMENTO

Denise Carvalho

Colunista Superela

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Sou feminista e demorei a falar isso com orgulho ao invés de medo e com convicção ao invés de dúvida.

Como todas nós, nasci em uma sociedade machista, mas também vim de uma família cuja figura paterna reforçava diariamente esses valores. Na minha casa, feminista era um xingamento para quando minha mãe ou eu questionávamos alguma regra absurda e sexista.

Justamente por este motivo, sei que demora certo tempo para qualquer pessoa, principalmente as que tiveram criações mais tradicionais, desconstruir papéis, pensamentos e comportamentos pré-estabelecidos, o que se torna mais fácil quando começamos a abrir os livros e a cabeça.

Na medida em que vamos tomando coragem para assumir que somos a favor de direitos e tratamentos iguais para todos e entendemos que o feminismo prega a igualdade de gêneros e não a dominação de um sobre o outro, deixamos de considerar “ser feminista” uma ofensa, como muitos persistirão em dizer que é.

Isso porque, infelizmente, vivemos em uma sociedade que tenta aniquilar tudo aquilo que ameaça sua ordem julgada como natural. E considerando que esse natural é o falocentrismo, ou seja, a ideia de que o masculino é superior, é normal que qualquer pensamento que se rebele contra este sistema se torne um alvo a ser exterminado.

Por isso, é nossa a responsabilidade de debater e de se colocar contra qualquer coisa que tente desmerecer a luta diária das mulheres por liberdade, autonomia sobre o próprio corpo, igualdade no ambiente de trabalho e pelo direito de ir e vir, pois por mais “inocente” que algumas coisas pareçam, no fundo são só uma forma passiva de tentar perpetuar esses problemas.

Também precisamos assumir a função de empoderar as mulheres que ainda aceitam viver em um modelo social que as oprime, porque não é simples se livrar de concepções que consideram o movimento feminista um exagero, formadas justamente por aqueles que o avaliam como um risco à sua posição de favorecimento. Afinal, que vantagem teriam em abrir mão disso?

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Por esses motivos e pela quebra de tabus acerca de quem se assume esse posicionamento é que repito quantas vezes forem necessárias que sim, sou feminista. E não preciso deixar de usar meu batom vermelho por isso, porque o que pregamos é justamente a liberdade para usá-lo quando e como quisermos.

Sou feminista e aceito a participação de homens no movimento, porque a vertente que sigo acredita que eles podem ajudar na desconstrução do machismo, do qual, em uma intensidade infinitamente menor, também são vítimas. E as divisões que não pensam assim? Tudo bem. Não significa que são melhores ou piores, só que tem uma militância diferente, mesmo defendendo um mesmo ideal.

Sou feminista e sei muito bem a diferença entre cavalheirismo, que também é uma forma de machismo já que nasce da suposição de que mulheres são inferiores e precisam de “ajuda” (física, financeira, etc) e gentileza, que nunca deve ser desconsiderada, mas que se for realmente genuína será aplicada a qualquer pessoa independente de seu gênero. Bem como sou heterossexual e não odeio os homens, porque uma coisa não tem a ver com a outra, e defender tudo o que foi dito até aqui não está relacionado à minha orientação sexual.

Sou feminista e me incomoda o fato de que, apesar de consumirmos tanta cerveja quanto os homens, são nossos corpos objetificados e seminus, que ilustram sua propaganda. E me incomoda mais ainda ver quantas de nós sofremos por não nos encaixarmos nos padrões desses corpos, como se fosse uma espécie de obrigação.

Sou feminista e reconheço sem questionar, que a luta do feminismo negro é bem maior do que a minha, já que, além da discriminação de gênero, ela precisa lidar também com a discriminação de cor e com os paradigmas sociais que, desde a época da escravidão, atribuem a seus corpos uma representação sexual inaceitável.

Sou feminista e não julgo nenhuma mulher por querer ter filhos e se dedicar unicamente à sua casa e à família, desde que isso seja uma escolha dela. Bem como não vejo necessidade de apontar como anormal aquelas que não desejam nada disso.

E como feminista eu não aceito que me chamem de “feminazi”, porque é absurda a ideia de comparar o nazismo, que pregava justamente a superioridade de uma raça, com um movimento que defende a “ideia absurda” de que mulheres sejam tratadas como gente.

Feminista sim, com muito orgulho e muito amor à causa. Não gostou? Não tem problema. A mudança incomoda mesmo. Mas meu papel nela é fundamental e não vai deixar de ser desempenhado, porque busca algo muito maior do que qualquer opinião.

Se ainda assim, você não pegou a ideia, dá uma olhada nesse vídeo super esclarecedor:

O significado do termo feminismo – superela

"Odiar homens e ser feminista não está relacionado. Nem um pouco." Você sabe o que significa o termo feminismo? #superela #empodereduasmulheres

Posted by Superela on Quinta, 15 de outubro de 2015

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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