O que você procura?

– Nós temos um segredo agora, não temos? – Ouvi sua voz grossa, rouca e com um leve tom de ironia. Permaneci com meu corpo rígido e severo na frente do homem que me ameaçava silenciosamente. Olhei bem fundo em seus olhos castanhos e me neguei a acreditar. Ainda estava com as roupas grudentas por causa do suor, da dança e daquela madrugada.

– Eu não consegui deixar meu passado ir embora, Brennet. – Ele revirou os olhos, não queria nem saber, eu vi suas mãos correrem por seus braços tatuados e comecei a me sentir enjoada. Reuni meus cabelos com as mãos e tentei não parecer submissa à sua chantagem inútil.

– Eu sei exatamente como isso é. Por isso eu estou aqui, não estou? Eu também sou casado e aqui estou eu numa boate de strip-tease. – Brennet era meu cunhado e, sinceramente, o pior cunhado do mundo.

Há dois anos, quando eu conheci o irmão dele, Andrew, eu era dançarina numa boate de luxo em Ibiza. Ocasionalmente fazia programas, mas não era uma obrigação, só quando o dito cliente oferecia uma boa quantia em troca dos meus “atributos”. Eu não estava nem aí para os programas que aconteciam de vez em quando, eu queria mesmo era dançar, por isso, era a melhor no que fazia. Era boa até mesmo para ter uma desculpa para justificar porque dormir comigo era tão caro. Eu amava me movimentar, mostrar que era a melhor, amava os holofotes e os olhos fixos em mim. Lembro-me perfeitamente do dia que os olhos verdes de Andrew ficaram presos em mim.

Olhando com a fome de uma fera o meu corpo, o meu rosto, os meus movimentos. Quando retruquei os seus olhares pude ver seus sorrisos, sua aparência rebelde e sua beleza. No final da noite, ele mostrou que tinha dinheiro o bastante para me bancar por uma noite… E pelo resto da minha vida, no final das contas nos apaixonamos e nós acabamos casando.

Eu e ele morávamos em Las Vegas. Tudo ao nosso redor tinha cheiro, gosto e parecia com provocações. Andy era da máfia, assim como seu irmão.

Vivíamos num grande show, as luzes não paravam de brilhar em meus olhos nem mesmo de dia. Tudo sempre parecia gritar para que eu voltasse para a dança e para todo aquele mundo que eu deixei para trás. Andy tinha trabalhos extensos com a máfia, incluindo prostitutas, dançarinas e, inclusive, estrelas pornôs. Com tantas facilidades eu não consegui deixar de planejar uma fugidinha que acabou levando a outra e a outra… E até que o inevitável ocorreu. Fui pega.

Cruzei os braços, dei uma respiração pesada. Queria parecer durona e inabalável, mas ele estava conseguindo destruir todas as minhas estruturas.

– Você só está se aproveitando do fato do Andy estar em Cuba e não fazer a menor ideia que você está mostrando esse corpo delicioso aí pra outros homens. – Ele deu uma risadinha sarcástica que minou com todo meu resto de paciência. Eu conseguia ver a forma que seu polegar corria por seus lábios enquanto seus olhos não se desprendiam de mim, consegui ouvir a forma que ele se referiu a meu corpo como “delicioso” e isso fez com que eu me sentisse ao mesmo tempo em que excitada, irritada.

– Eu não tenho tempo para você, Brennet. – Foi tudo o que eu disse, dei de costas e comecei a andar. Não dei nem quatro passos e logo senti sua mão enorme e forte tocar meu ombro e me puxar para perto dele. A força que ele depositou em meu braço fez com que eu me sentisse abusada, assediada.

– É mesmo, Blanca? Você acha que é só isso? – Tentei soltar meu braço e só senti uma força maior sendo aplicada neles, me segurando ainda mais, me prendendo, fazendo com que eu me sentisse completamente sufocada.

PARTICIPE: Você tem algum fetiche?
PARTICIPE: É errado isso ou só prazer???

– O que você quer de mim? – Soltei entre dentes num tom quase que gutural, minha raiva estava além dos limites, senti que poderia socá-lo a qualquer momento.

– Eu quero uma dança e eu quero seu corpo. Depois você pode ficar tranquila. Ninguém vai ficar sabendo de mais nada. – Eu não confiava nele, eu não podia aceitar aquilo, principalmente vindo de alguém como Brennet. Eu não poderia aceitar que ele me tratasse como ele tratava a esposa dele: como uma escrava.

– Eu não confio em você. – Soltei. Ele deu de ombros e afrouxou a mão de meu braço, fazendo com que eu me soltasse com uma força demasiadamente desnecessária, mas tudo simplesmente fazia parte do meu showzinho típico de mulher latina.

– Vai querer arriscar? – Ele tinha poder em suas mãos. Ele poderia fazer o que quisesse comigo. Eu não tinha como enfrentá-lo. Encolhi meu corpo e me vi sem saber como negar aquilo para Brennet. A esposa dele era tão dependente dele quanto eu era de Andy. Se não fosse meu marido eu ainda estaria em Ibiza, apesar de não trocar minha vida atual por nada. Eu tinha dinheiro, fama, roupas, conforto, luxo.

Apesar de tudo isso não amava tanto Andrew como deveria.

Quando eu tinha meus 18 anos e comecei a dançar na noite. Imaginava que o amor da minha vida viria aos 30, e seria um homem bem mais velho, rico e exatamente como Andy era para mim. Aos 21 eu descobri que só queria um homem que eu gostasse e fosse bom de cama.

– Vai me dizer que você nunca quis transar comigo? – A pergunta me prendeu. Pude sentir os milésimos de segundos passando como se fossem horas dentro da minha cabeça. Pensei várias vezes na forma que ia responder aquilo. Eu não poderia negar os olhares, e as risadinhas depois de algumas piadinhas que ele soltava. Eu nunca briguei com ele por nenhuma das cantadas que ele me mandava, nem das passadas de mão que ele dava em meu corpo quando estávamos sozinhos. Fiquei quieta, apesar de saber que “quem cala consente”, minha mãe costumava dizer isso quando eu fazia besteira durante a infância. Eu pensei em várias coisas para dizer, frases de efeito, negações mentirosas e até citações de filmes.

– Você sabe que você é o meu cunhado, não é? – Ele deu uma dessas risadas dele, aquelas que ecoavam no ambiente. E, naquele beco vazio, na frente da porta de saída dos camarins da boate eu podia ver que a noite refletia muito bem quem Brennet era: um canalha. Mordi meu lábio inferior e cerrei minhas mãos em punho para simplesmente não estapear a cara dele.

– Sei… – Ele mordeu o lábio inferior também. Ele começou a andar lentamente, eu esquivava enquanto ele ia me prendendo contra a parede. Eu vi que não tinha mais saída e resolvi silenciosamente me entregar, temendo tudo o que pudesse acontecer. – Você, além de ser minha cunhada gostosa, é uma dançarina incrível. Temos aqui uma mistura de fetiches que deixaria qualquer homem louco. E aliás, deixar qualquer homem louco é a sua especialidade não é?

Encolhi meu corpo. Ele falava enquanto suas mãos emaranhavam em meus cabelos e sua voz sussurrava lentamente em minha orelha. É eu sabia os melhores truques para excitar um homem, mas isso não importava direito. Eu queria sumir dali.

Não podia negar que eu estava excitada, que eu realmente dançaria para ele, que eu transaria com ele. Já estava errada quebrando a promessa que tinha para meu marido de nunca mais dançar. Se ele soubesse, apesar de me amar, não apenas se separaria de mim, como me mataria.

– Quando você quer essa merda? – Perguntei impaciente. Brennet riu, passou o polegar sobre minha bochecha, meus lábios, seus olhos castanhos percorriam todos os centímetros do meu rosto, onde sua mão passava seus olhos seguiam.

– Eu diria “agora”, mas imagino que esteja cansada. Amanhã de noite naquela boate em que eu e seu “maridinho” somos sócios. Aceita? – Acenei com a cabeça. Não tinha como negar. Não podia negar.

– Tudo bem. – Fechei os olhos com força, sentindo minhas glândulas lacrimais começarem a trabalhar intensamente molhando todo meu olho, senti que as lágrimas desceriam em pouco tempo. Lágrimas de medo. – Eu te odeio. – Disse bem baixinho, Brennet riu, suas mãos voltaram a afagar meus cabelos.

– Foda-se. Sexo com raiva é muito mais gostoso. A área do corpo que aquece quando estamos com raiva é a mesma que aquece quando estamos com tesão, logo, talvez, no meio desse seu ódio haja uma excitação louca. – Revirei os olhos, mordi o lábio inferior contendo todos os palavrões possíveis em minha garganta, não estava esperando que ele agisse daquele jeito, que ele tivesse dentro de si tanto conhecimento sobre assuntos biológicos. Mas eu sabia que quando o assunto era sexo todos repentinamente sabiam muito. Todo mundo tinha curiosidade e acabava lendo artigos, livros, romances ou qualquer coisa que contivesse sexo em seu conteúdo.

– Estou cansada. Amanhã eu te encontro, mas, por favor, me deixa ir agora. – Implorei, usei meus olhos para tentar convencê-lo e ele me soltou. Senti como se algo estivesse faltando, toquei meu próprio braço, mas me recusei qualquer coisa

– Tudo bem, mas eu te levo para casa. – Acenei positivamente, cheguei a um nível de minha vida que não tinha mais nada a perder. Para voltar para casa teria que pagar um táxi, pelo menos eu saia no lucro apesar daquela palhaçada. O segui lentamente, ele abriu a porta para mim e se calou por todo o percurso, me lançava olhares furtivos, mas nada que me incomodasse. No final se despediu com um simples “boa noite”, como se poucos minutos antes não tivesse me chantageando. Meu ódio por ele crescia de forma acelerada.

Brennet não se atrasou, muito pelo contrário, chegou cedo e estava com um copo de uísque na mão e um cigarro na outra. Estava sentado de frente para o palco. As luzes fracas do ambiente iluminavam de forma precária o que deveria ser a área do público.

Vegas nunca parava, pelo menos não os cassinos grandes, mas era uma noite de segunda-feira, ninguém estava ali e ele fechou a boate só para ele. Nem mesmo os funcionários estavam ali, eu que teria que regular as luzes do meu show.

Ele era tão cafajeste que havia, inclusive, me enviado uma mensagem no celular para me lembrar a hora que ele queria ver seu showzinho particular. Não conseguia evitar todos os pensamentos que me lembravam o quanto ele era babaca.

Chequei meu celular e vi que estava na hora. Por detrás das cortinas eu via os pés de Brennet quicando inquietos, como se ele estivesse impaciente esperando por algo. Mordi o lábio inferior e fui até a mesa de luz, apaguei a luz da pista onde ele estava sentado e acendi a luz do palco enquanto abria as cortinas e parava na minha posição inicial. Não era a primeira vez que eu fazia um espetáculo particular para alguém, mas naquela noite era diferente.

A música começou a tocar. Escolhi Do I Wanna Know da banda Arctic Monkeys. Raramente usava músicas que não fossem dançantes, mas naquela noite não era necessário nada para “animar o público”. Eu precisava fazer bem feito para salvar minha própria vida.

Brennet tinha um sorriso sádico no rosto. Eu já esperava aquilo. As batidas lentas da introdução lembravam passos, e acompanhando isso fui seguindo até o mastro de poledance. A guitarra soou seu primeiro riff e envolvi minhas pernas no poste de ferro, girei meu corpo, acompanhando o som. Desci, movi um pouco mais e, enquanto rebolava, encarei os olhos de Brennet com a maior firmeza possível. Vi uma de suas sobrancelhas levantarem, como um desafio. Ele deu uma tragada lenta e torturante no cigarro. Respirei fundo, minha mão segurou a barra atrás do meu corpo enquanto eu descia até o chão lentamente. De repente me vi enfeitiçada por aquilo, como se eu pudesse finalmente entender o que ele disse com os lances do fetiche e do ódio. Eu senti minha intimidade latejar, pude sentir o quanto ela estava úmida.

Meu primeiro pensamento foi me sentir uma criminosa por ficar excitada com ele, com aquele homem que não prestava, com aquele homem que eu dizia em sua cara que o odiava da forma mais horrorosa que um ser humano poderia odiar alguém.

Mas ele estava certo, eu sempre quis transar com ele. Sempre quis testar meus limites com ele, sempre fui louca de tesão por ele e estava negando aquilo há anos. Desde quando o conheci: no meu casamento.

Saí do mastro e comecei a descer as escadas em direção a ele. Outra das minhas técnicas preferidas era o lapdance. Uma dança que consistia em esfregar seu corpo no parceiro enquanto ele estivesse sentado ou deitado. Enquanto ia me aproximando dele esperava que ele estendesse uma de suas mãos para tocar meu corpo, mas estava errada. Ele apenas jogou o cigarro no chão e apagou com o pé, depois colocou o copo em cima da mesinha ao lado da cadeira e cruzou os braços.

Resolvi que iria testá-lo um pouco mais naquele momento. Fui para trás de seu corpo, pus minhas mãos em seus ombros e comecei uma massagem bem devagar, descendo com minha boca em direção a sua orelha, mordendo o lóbulo da sua orelha. Andy costumava soltar um leve suspiro em resposta a esse ato, mas Brennet permaneceu em silencio. Minha boca desceu até seu pescoço. Ouvi um ofego quando deixei uma marca em seu pescoço, por algum motivo quis deixar uma marca roxa naquele pescoço, principalmente, para a esposa dele ver que ele não era nem um pouco santo. Apesar de tudo, ele pareceu não se importar e nem me impediu enquanto minha boca sugava levemente aquela pequena parte de pele. Levantei meu corpo e, sem tirar a mão do ombro dele, girei ficando na sua frente, não era muito de beijar as pessoas, mas queria quebrá-lo. Suas mãos ainda estavam cruzadas, como se ele esperasse algo mais da minha apresentação. Ele poderia esperar qualquer coisa, mas quando minha mão tocou sua nuca e meus lábios encostaram nos deles Brennet não conseguiu ficar sem responder ao beijo. Suas mãos se abriram enquanto tocava minha cintura desnuda, subindo por minhas costas em direção a abertura do sutiã. Deixei que ele o retirasse enquanto segurava nele e começava a rebolar meu corpo, sentindo que, apesar de sua aparente resistência, seu membro estava endurecido por de baixo da calça, minha excitação se tornou maior. Suas mãos desceram em direção à minha bunda, dando um apertão.

Levantei-me, rebolei levemente até o chão, sem tirar os olhos de Brennet. Eu já via um contraste diferente. Via a forma que seus olhos me devoravam lentamente. Sua mão movia lentamente meu corpo, me tocando em atos que lembravam masturbação. Ele estava gostando e aquilo estava me motivando. A música já estava próxima ao fim quando eu sentei em seu colo. Suas mãos tocaram meu cabelo lentamente, dando pequenos afagos antes de se embolarem entre meus fios e puxarem com força.

Gemi.

Gemi porque senti prazer naquele ato. Só havíamos nós dois naquele ambiente, de quem eu estava escondendo aquilo? De ninguém. Não precisava esconder enquanto sua língua molhada descia por meu pescoço e enquanto suas mãos seguravam meus seios com possessão. Gemi mais uma vez e ele me puxou para mais perto.

Sua língua brincava, descendo por meus ombros até chegar aos meus seios. Fechei meus olhos, deixando aquela sensação toda mexer comigo. Eram raros os momentos que eu me deixava levar “em serviço”, mas, apesar de Brennet não merecer eu estava abrindo mão de meu modus operandi por causa dele.

Ele beijou meu seio direito e eu não disse nada, apenas senti o arrepio tomar conta do meu corpo inteiro, mordi o lábio inferior com vontade. Pude sentir meus lábios ficarem brancos e ficando completamente vermelhos novamente. Soltei um ofego lento enquanto suas mãos prendiam em meus cabelos e eu começava a desabotoar a camisa social que ele vestia, beijando as tatuagens que cobriam todo seu peito.

Ele puxou meu cabelo, foi um puxão que causou um arrepio no meu corpo inteiro, acabei soltando um gemido baixo, seu dedo indicador apoiou em meu queixo e me fez olhar em seus olhos castanhos.

– Olhe para trás. – Sua voz tinha um tom imperativo, por algum motivo aquilo me excitou de maneira maluca. Acabei obedecendo. Em outra situação eu teria batido pé, brigado com ele, questionado ou qualquer outra coisa, mas eu obedeci.

E quando virei, acabei vendo o que não esperava ver.

Lá estava Andy encostado no palco, com um olhar rígido, braços cruzados expondo seus músculos fortes e o braço tão tatuado quanto o do irmão. Fechei os olhos e senti uma vontade imensa de chorar. Acabei me levantando de forma desajeitada, tropeçando nas pernas de Brennet e acabando por cair no chão. Andrew olhou minha queda, apenas movendo os olhos, sequer se levantou ou fez algo do gênero.

Fiquei com vergonha, quis ter algo para cobrir meu corpo, resolvi fugir, ir para casa, pegar minhas coisas e voltar para a Espanha. Andei rápido em direção ao palco, ia pegar o backstage e entrar no camarim, vestir minhas roupas e sumir, mas assim que pus meus pés no primeiro degrau, senti a enorme mão de Andy pegar em meu braço. Pensei no pior. Pensei que naquele momento ele iria me bater ou algo do gênero.

– Blanca Williams, você não vai a lugar nenhum. – Minha primeira reação foi lançar um olhar confuso, ele ainda me chamava pelo meu nome de casada, logo depois notei a situação e vi meus olhos oscilarem para um olhar de quem estava implorando por algo. Eu estava implorando para que ele me deixasse ir, para que eu pudesse lidar com toda a minha vergonha, com todo o meu medo. Eu havia me deixado levar pela megera que eu costumava ser. Tornei-me uma ingrata em nome da carne. Ele me virou para frente de seu corpo e me puxou pela cintura. Seu olhar ainda estava rígido, mas por algum motivo ele me empurrou contra seus lábios, me segurando pela nuca. Ele me beijou de uma maneira agressiva, estava assustada, mas resolvi devolver seu beijo por medo, se eu não correspondesse poderia ser pior. Meus olhos se fecharam por alguns segundos, aproveitando um beijo agressivo e maravilhoso ao mesmo tempo. Por algum tempo cheguei a me esquecer de Brennet, até abrir os olhos e checar que ele estava bem ali. De braços cruzados observando a cena. Notei que a sua calça estava aberta, seu membro estava de fora e ele se masturbava enquanto observava a cena, imaginei que ele quisesse manter a excitação por algum motivo e me perguntei se Andy não ficaria incomodado com aquela situação.

Meu marido acabou me surpreendendo quando parou o beijo e seus lábios tocaram minha bochecha, trilhando seu caminho até a minha orelha.

– Ouvi uma conversa sua esses dias, era com sua amiga não era? Ouvi você dizendo que tinha uns fetiches… De fazer um ménage à trois comigo e… De preferência Brennet… – Meus olhos se arregalaram, eu não me lembrava daquela confissão até aquele momento. Não me lembrava de ter dito aquilo a ninguém até Andy dizer. Aquilo havia sido uma conversa de bêbada com Natasha Peaches, uma das atrizes pornôs que trabalhavam em uma das produtoras que Andy era sócio. Tinha sido algo aleatório no meio de uma conversa sobre orgias.

PARTICIPE: Pornô… porque sim!
PARTICIPE: Ser viciada em sexo é normal?

Brennet deu um sorrisinho sacana do outro lado e se ajeitou na cadeira.

– Lembra que dia é hoje? Hoje é o dia que lembramos quando nos conhecemos. Resolvi te fazer uma surpresinha especial. – Ele me afastou de seu corpo, me girou de uma forma delicada, como uma dança. Puxou meu corpo por trás, pela cintura e disse no meu ouvido: – Agora vai lá, faz um sexo oral no Brennet. – Ele disse isso e me deu um tapa na bunda. Dei um sorriso meio bobo e fiz o que ele pediu. Estava surpresa, mas também estava leve, tranquila, despreocupada. Todos pareciam estar de acordo e aquilo soava maravilhoso.

Me ajoelhei na frente de Brennet, olhei em seus olhos. Ele mantinha aquele sorriso no rosto e, por algum motivo, aquilo me excitou ainda mais, sorri de volta. Era a primeira vez que eu sorria desde a noite anterior.

Olhei pro membro no meio das suas pernas e passei a língua pela extensão dele. Desde a base até o topo, me dediquei àquela área, sabendo o quanto aquilo o excitaria. Suas mãos ficaram em meus cabelos, os acariciando. Ele segurou meus cabelos daquele jeito que eu adorava e começou a forma que queria os movimentos.

Seu pênis era longo, mas não era tão grosso quanto o de Andy, o que não me desanimou, aquelas diferenças eram o que os tornavam especiais e melhores. Estava concentrada em dar o maior nível de prazer possível para Brennet que nem percebi Andrew se aproximando por trás. Só percebi quando suas mãos tocaram minha calcinha e seus lábios deram um beijo na minha nádega esquerda. Soltei um gemido. Uma de suas mãos correu por dentro da minha intimidade, explorando cada pequeno espaço ali dentro e focando num movimento circular em meu clitóris. Brennet deixou que eu parasse um pouco o que estava fazendo para poder soltar um gemido longo.

Algo na expressão dele quando eu gemia, demonstrava que ele estava gostando de ver meu rosto dominado pelo prazer. As costas dos seus dedos, o indicador e o médio, tocaram meu rosto, me acariciando lentamente. Fechei os olhos e aproveitei aquela carícia leve enquanto meus lábios permaneciam abertos, ofegando lentamente em resposta ao prazer que Andy estava me dando.

– Blanca, Brennet, acho que deveríamos ir para o quarto. – A boate ficava no andar de baixo de um hotel, que pertencia a família dos dois havia anos, eles tinham um quarto só deles quando não havia ninguém importante hospedado lá, que era justamente a cobertura. Antes de ir em direção ao elevador eles me acompanharam até o camarim, onde eu vesti um roupão e esperei até que eles ajeitassem suas roupas.

Assim que a porta do elevador se abriu e nós demos o primeiro passo dentro do quarto, me vi entre os dois homens. Andy estava na minha frente, beijando meus lábios com agressividade enquanto suas mãos desabotoavam meu roupão. Brennet me pegava por trás, me puxando pelos ombros, tirando a peça de roupa enquanto mordiscava e beijava meu pescoço. Eu nunca havia sentido nada do gênero. Era novo, mas era maravilhoso. Quando Andy finalmente conseguiu me despir ele enterrou suas mãos em minha nuca e me puxou para um beijo onde nossos corpos se chocaram. Senti a falta de Brennet atrás de mim, mas imaginei que pelos barulhos que eu ouvia ele estivesse se despindo. E eu estava certa.

Quando senti seu corpo novamente, ele me virou para que eu olhasse em seus olhos, me puxou pelo cabelo daquele jeito que só ele sabia fazer. Antes que eu pudesse raciocinar, senti a nudez de nossos corpos se tocarem. Uma sensação imensa de ansiedade tomou conta do meu corpo inteiro. Não consegui deixar de soltar uma respiração pesada. Meu corpo parecia não aguentar toda a excitação presa dentro dele. Como se pudesse explodir a qualquer minuto com todo o tesão acumulado.

Seus lábios tocaram os meus. Apesar de seus atos grosseiros seu beijo era suave, calmo e intenso ao mesmo tempo. Os lábios de Andrew encostaram levemente em meu pescoço, dando um pequeno e rápido beijo molhado que arrepiou meu corpo inteiro. Depois notei que ele também se despia.

Só conseguia imaginar um daqueles dois me penetrando até que eu alcançasse meu orgasmo. Brennet me empurrou pra cama, me fazendo cair de quatro. Logo Andy se jogou na cama, se ajoelhando na minha frente e colocando seu membro na direção de minha boca. Olhei para ele, sorri enquanto ele lentamente afagava meu cabelo e meu rosto e comecei a masturbá-lo enquanto colocava todo seu pênis na boca e fazia movimentos de ir e vir lentamente. Ouvindo enquanto ele ofegava baixinho e reunia meus cabelos, segurando-os formando um rabo para ditar melhor os movimentos. Enquanto isso, Brennet penetrou dois dedos dentro de mim, me fazendo soltar um gemido de surpresa. Não estava esperando que ele fizesse aquilo, na verdade, estava concentrada em dar o máximo de prazer possível para Andy.

Logo senti sua língua acompanhar seus dedos e aquela tensão toda causada pelas carícias que eu fazia e recebia acabou me levanto ao ápice antes de qualquer outro toque.

Os sons do meu orgasmo excitaram os meninos. E me excitaram também.

Apesar do prazer inegável, eu sentia que meu corpo já estava querendo mais.

Andy tirou seu membro da minha boca, Brennet se afastou do meu corpo e se sentou na poltrona ao lado da cama. Se tocando enquanto eu sentava no colo de Andrew seguindo as ordens dele.

Comecei a me movimentar sobre ele, sentindo enquanto seus lábios invadiam meus seios, molhando, sugando, beijando, mordendo. Eu não conseguia segurar. Fechei meus olhos para aproveitar aquela sensação maravilhosa. As mãos do meu marido estavam na minha cintura, me movimentando, segurando com força. Sua boca subiu para meus ombros, onde ele mordia, demonstrando todo o prazer que sentia. Sorri com aquela situação. De qualquer forma era inevitável que eu não sorrisse. Abri os olhos e lancei minha melhor expressão de prazer para Brennet. Ele sorriu para mim e mordeu o lábio inferior logo em seguida.

Olhei nos olhos do meu marido enquanto ele me deitava na cama e me penetrava com mais força, mais rápido e eu sabia o que aquilo significava. Lancei meu olhar de mais pura safadeza para ele. Ele estava prestes a chegar ao seu orgasmo.

Senti enquanto as estocadas se tornavam lentas e profundas e o ouvia ofegar baixinho. Senti seu líquido preencher todo meu interior, mas nem me preocupei, era estéril e ele era saudável. Ele se retirou do meu corpo e deitou na cama.

Brennet nem esperou muito. Apenas se levantou do sofá e puxou minhas pernas para o alto enquanto me penetrava.
Aquilo de alguma forma foi estranho, senti algo diferente, nunca havia participado de um sexo à três, mas aquilo era incrivelmente excitante, principalmente quando era o cretino do Brennet dentro de mim. Por algum motivo aquilo era a coisa que eu mais desejava.

Olhei bem no fundo de seus olhos e mordi meu lábio com força enquanto ele penetrava rapidamente. Aquilo era o sonho de qualquer mulher. Dois homens maravilhosos só para ela numa noite. Eu deveria ser a mulher mais feliz do universo naquela noite.

Os lábios de Brennet correram pelo meu pescoço de forma voraz, eu não soube o que dizer, apenas apertei seus cabelos.

– Você não sabe por quanto tempo esperei por isso… – Ele disse, sua voz estava sussurrada, cheia de ofegos e com um leve traço de gemido e do prazer que eu vinha lhe causando desde o início daquela noite. Aquilo era demais para ambas as partes.

– Você sabe que eu sempre fantasiei contigo.

– Você é uma péssima mentirosa, mas é maravilhosa na cama. – Ele disse com um meio sorriso. O puxei para um leve beijo e finalizei mordendo seu lábio inferior. Ele soltou um leve som, aquilo me deixou completamente extasiada.

Ele me sentou em seu colo, exatamente na mesma posição que eu havia começado. Consegui olhar para Andy. Ele estava relaxado na cama, com as mãos atrás da cabeça, observando a cena como quem observa uma paisagem. Em seus lábios tinha um sorriso. Ele estava me fazendo muito feliz de uma forma direta e indireta ao mesmo tempo.

Olhei para Brennet novamente e senti que ambos estávamos chegando ao orgasmo juntos. Ele caiu na cama, comigo ainda em seu colo. Rolei e fiquei entre os dois. Andy me abraçou, Brennet descansou a cabeça no meu ombro. Adormeci. Cansada e satisfeita.

Receba no seu e-mail dicas/textos sobre Sexo

MAIS: REINVENTE O USO DAS SUAS CANGAS E FIQUE MARAVILHOSA!
MAIS: HYSTERICAL LITERATURE E A EXPERIÊNCIA DO ORGASMO FEMININO!

Imagem: pinterest.com/superelaoficial

Área especial sobre Orgasmo Feminino

Sabia que a gente tem uma área especial sobre Orgasmo Feminino com muitas dicas, técnicas, fotos e vídeos?

Veja uma prévia do que espera por você

Você ainda poderá participar do nosso grupo fechado no Facebook e tirar dúvidas com uma Sex Coach, além de falar sobre o assunto com outras mulheres!
Vamos nessa? 😉

Acessar o especial Orgasmo Sozinha

@ load more
E-mails especiais
Faça parte da comunidade de mulheres mais empoderadas do mundo!
Escolha os temas que mais gosta
Quero!
Obrigada, agora falta pouco...
Por favor, fique de olho em sua caixa de entrada (às vezes, pode acontecer do email estar no SPAM ou na aba Promoção caso use GMail). Quando receber nosso email é só clicar no link de confirmação ;)
Enviaremos nos próximos minutos um email para você confirmar o recebimento de nossos conteúdos.
Os melhores conteúdos do Superela.
Um único email por semana.
Queremos te enviar OS MELHORES
conteúdos do Superela.
Você vai adorar! ❤
Vamos ser amigas? :)
Queremos te enviar OS MELHORES
conteúdos do Superela.
Você vai adorar! ❤
Qual tema você gostaria de ver aqui?
A gente escreve sobre o que você quiser e ainda manda no seu email :)
Obrigada!
Recebemos sua sugestão.

Hey, você já conhece o Clube Superela? Lá você pode perguntar o que tem vontade anonimamente :)