Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Desapego. O mal do século dos relacionamentos atuais. É só ir a qualquer livraria para encontrar uma série de livros falando sobre o assunto, te ensinando a ser “desapegada”. Você conhece um carinha e sua amiga (aquela que sempre te fala a verdade) já vai logo te avisando: “aproveita amiga, curte, mas já sabe né, não te apega”.

E porque não se apegar? No caso da sua amiga, ela logicamente não quer te ver sofrer, não quer ver você quebrar a cara. Mas me diga, menina, que graça tem entrar em um relacionamento (e estou falando de qualquer relacionamento, do mais curto ao mais duradouro) se não for para se apegar?

O apego faz você se interessar pelo novo pretendente, descobrir seus gostos, manias, lugares e bandas preferidas… E quando a gente se identifica com o boy então…Pronto, estamos apegadas! E aí se o toque é doce, o beijo é macio, o abraço é caloroso? Apego, apego, apego!!! Sou suuuper a favor do apego, vai dizer que não é tão gostoso sentir aquele frio na barriga só de pensar nele, de sentir acelerar o coração quando o seu whats anuncia uma nova mensagem dele quando você não estava nem esperando?

O apego permite que a gente “viva” a relação, sabe? Se você vai quebrar a cara, não sabemos, talvez sim, talvez não. Qualquer relacionamento, amiga, é uma caixinha de Pandora. Pode sair o que nem se imagina de lá. Às vezes, você imagina uma coisa e, à medida que vão se encontrando e se conhecendo, você descobre que não tem nada a ver, por outras idealiza a primeira impressão do moço como a melhor possível e depois ele vai te mostrando que não é tão “bom moço” assim, ou vice-versa. E, por outras, só vão aparecendo sentimentos bons, reciprocidade, admiração, identificação com o outro… então agora me diga, por que mesmo não se apegar?

Faça tudo o que tem vontade se decidir se apegar. Não escute essas “regras” que inventaram por aí para os relacionamentos, em que a gente não tem que abrir o coração, que a gente não pode correr atrás se estiver a fim, que deve responder a mensagem só depois de alguns minutos, que transar no primeiro encontro é mortal. Se você sentir que tem reciprocidade, amiga, se estiver a fim, faça! Pior coisa que tem é terminar depois de um tempo e você ficar se culpando “e se” eu tivesse falado, “e se”, quem sabe, eu tivesse sugerido ou feito algo… Não fique pensando em o que vão pensar de você, diga, fale, faça!

Agora vamos supor que você quebrou ou ainda vai quebrar a cara. Aí você se culpa: puxa vida, não devia ter me apegado, agora estou sofrendo! Amiga, você viveu, foi feliz, se permitiu, então não se culpe! Não dar certo hoje em dia é muito comum, afinal, as pessoas são muito diferentes, tem gente que não se permite tanto, tem seus problemas emocionais que já traz consigo, e pior, às vezes, vai te dando esperança e “quase certeza” que está na mesma vibe que você e então é um prato cheio para você se entregar e se apegar. A culpa não é sua, não é mesmo! E vamos para a parte boa da história, ter se apegado, vivido e, mesmo assim “quebrado a cara” fez você experimentar um monte de coisas novas, frio na barriga, aprendizados, sensações maravilhosas também e, melhor, tudo isso sem culpa!

PARTICIPE: Dúvida se o boy está me enrolando…
PARTICIPE: Sendo o homem da “relação”

E se você for a criatura mais desapegada porque quer ser assim? Vamos analisar… Porque você é assim? Tem gente que sofre uma grande decepção amorosa  e decide que não vai mais se envolver com ninguém. Acha que vai, desta forma, evitar o possível futuro “sofrimento”. Te digo uma coisa, não é porque não deu certo uma vez que nunca mais vai dar. Não lacre o seu coração, não evite sensações tão boas de serem vividas… Sabe que às vezes a gente desacredita tanto no amor que, quando ele aparece, podemos deixar escapar? É, acredite… Infelizmente, o ser humano tem uma capacidade de valorizar o que tem somente quando perde, de sentir falta daquilo que não pode mais ter. Vou fazer uma comparação bem banal. Você está à procura de uma blusa. Vai ao shopping, percorre diversas lojas e encontra uma linda, perfeita, experimenta e não fica 100% certa de que quer levá-la. A vendedora diz que ficou linda em você, mas você, desconfiada, não acredita. Mas e se eu encontrar uma mais bonita? E se eu encontrar uma mais barata? Uma com tecido melhor? E vai embora da loja, dizendo que vai dar mais uma volta, que se não encontrar nada “melhor”, você volta. E aí realmente você não encontra. Volta à loja e adivinha o que aconteceu? A blusa, aquela que agora você pensa “ahhh mas tinha ficado tão linda”, foi vendida. Te identificou? Quem nunca, né?

Te digo que isso acontece na vida real aos montes. Portanto, no menor sinal de dúvida, quebre um pouco o gelo do seu coraçãozinho, às vezes, o amor pode estar bem ali na nossa frente e a gente que não quer enxergar. Liberta esse coração, mulher! Deixa ele ser feliz de novo!

Daí te apresento um outro grupo de desapegadas, ou desapegados, pois creio piamente que são muito mais exemplares masculinos estes: os que não se apegam por medo. Aprenderam com os pais, sociedade, que homem que é homem “pega mulher”, aproveita, curte, “sem se apegar”. Chegam em uma certa idade falando que estão procurando uma esposa para casar, mas, no fundo, no fundo, morrem de medo de um relacionamento. Homens não sabem lidar com isso, amiga. Não foram preparados. E aí, quando começam a sentir uma coisa boa, um sentimento bom, não sabem lidar com isso. Homem não é como a gente que conhece um boy magia e já fica logo imaginando se vai dar certo, se ele vai ficar com a gente, namorar, casar, ter filhos, hehehe. Imagina um cara pensando “será que essa mulher quer casar? Será que vai dar certo?”. Haha, esquece. Eles se envolvem sem perceber. Não programam esse tipo de coisa. Só que aí que mora o perigo (pra eles, você é uma mulher muito bem resolvida). Eles não sabem como lidar, como farão com as noites do futebol e cerveja em que não precisam dar satisfação pra ninguém. E se ela mora longe, como farão para lidar com a distância? E se não estiverem preparados para namorar? Pronto, melhor não se apegar. Vamos levando as coitadas em banho-maria. Homem medroso e sem atitude ninguém merece amiga. Não somos obrigadas! Lembra do apego que mostrei que você deve ter? Se você sente que esse cara vale a pena, faça tudo o que for possível para ele perder esse medo, abra seu coração, segure ele pela mão e mostre o caminho se for preciso. Alguns homens precisam que a mulher tome uma atitude, porque esse medo impede eles de tomarem.

Mas, se depois de tudo isso, você se doou, viveu, se apegou a cada sentimento bom que apareceu e não deu certo, seja porque simplesmente não se acertaram, ou esse cara não teve jeito de perder o medo, é hora de praticar o desapego. Sim, não sou contra ele. Mas acho que tem um momento e hora certos para ser praticado. O momento em que você sente que está sambando sozinha. O relacionamento é uma dança, amiga, os dois devem dançar. Um só não adianta. Você se doa, vive para os dois, corre atrás, é sempre você quem manda fotos e puxa assunto no whats. Não, desculpa, não está certo.

Quanto mais você insistir num relacionamento que está sendo construído só de um lado, mais machucada você sairá, é dor na certa. Meu conselho: coloque seus sentimentos em uma mala e parta. Para longe de quem um dia te fez bem, mas que agora está te fazendo mal. É preciso reconhecer essa hora. Não se iluda, não se engane! Agora falo como amiga, não quero te ver sofrer, hein!

Deixe tudo guardadinho nessa mala, para, daqui a pouco, quem sabe, desembarcar em um novo terreno de terras férteis em que você se sinta à vontade para viver e apegar-se novamente. São ciclos, é preciso tirar proveito de cada relacionamento. Sempre se tira algo de bom, sempre.

E jamais pense que não ter dado certo foi culpa sua. Os desapegados que me perdoem, mas amar e viver é fundamental.

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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