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“O amor verdadeiro sobrevive a tudo?”, perguntaram-me há cerca de cinco anos, em um boteco sujo de São Paulo. “Sim, o amor verdadeiro sobrevive a todas as coisas!”, afirmei com voz de bebum. Hoje, porém, diria que nenhum amor é indestrutível.

O que me fez mudar bruscamente de opinião? Perdi a conta dos amores que vi morrer nos últimos cinco anos. Amores que me pareciam imunes a tudo bateram as botas bem diante dos meus olhos, estrebucharam, e nada – nem mesmo um boca a boca caprichado – foi capaz de salvá-los do “Aqui jaz”. Então, só me resta a seguinte conclusão: o amor incondicional não passa de uma lenda criada por aqueles que têm medo de aceitar que todo “nosso amor durará para sempre!” é, somente, a verbalização de um desejo imediato cuja grande utopia é ser certeza absoluta.

Apesar de alguns amores serem extremamente resistentes, sempre há no mínimo uma condição capaz de aniquilá-los. Qual condição? Depende do amor, ué! Porque nem todos os amores possuem os mesmos calcanhares de Aquiles, saca? Porém, grosso modo, posso dizer que existem cinco venenos capazes de assassinar a grande maioria dos amores:

1. Falta de atenção

Para muitos, pode parecer algo inofensivo, uma displicência incapaz de gerar óbito. Mas, aviso: a falta de atenção é mortal! Ela mata aos poucos, em doses homeopáticas. A cada “Como você tá?” não dito e silêncio áspero que, nitidamente, grita “Tô nem aí pro cê!”, uma parte do amor morre, e, de área em área necrosada, ele seca, totalmente. E de nada adiantará tentar reidratá-lo num só dia, com tempestades de atenção, ok? Pois o excesso de atenção, pela capacidade asfixiante que tem, também é mortífero.

2. Quebra de confiança

Um dos venenos mais perigosos para o amor, não pague pra vê-lo em ação. Porque, diferente de outras peçonhas, uma única dose de quebra de confiança pode fazer com que o amor sangre até a morte. Vou além: em muitos casos, não existe antídoto capaz de estancar a hemorragia. E mesmo que o amor sobreviva a uma gota de quebra de confiança, saiba que sequelas certamente ficarão, para sempre. Quais sequelas? Pulgas que não sairão, por nada, de trás da orelha do amor envenenado. E que se manifestarão, aflitivamente, em situações que eram consideradas inofensivas antes da quebra de confiança rolar.

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3. Mesmice

Esse é um veneno traiçoeiro que comumente chega à paisana fantasiado de coisas que, no começo da relação, tinham efeito positivo ao amor. Apesar de a mesmice não ser mortífera a todos os amores, a alguns pode ser bem destruidora, matando-os por falta de novidade e excesso de gestos repetidos, roboticamente, até se tornarem hábitos ocos de sentimentos. A mesmice faz mal ao amor porque o afasta das emoções, de todas elas, o que faz com que ele prefira morrer a continuar boiando nas águas insossas da inércia, à la morto-vivo.

4. A aparição de um novo amor

Às vezes, nada é tão nocivo a um amor debilitado e gasto quanto um novo amor, cheio de vida e vontade de provocar sorrisos no horário do almoço, antes mesmo da sobremesa e do orgasmo. Se o amor vai bem, obrigado, o novo amor geralmente não causa nada, nem pequenos arranhões. Porém, quando o velho amor já está manco, o novo amor já chega destruindo, despertando, com a vida que exala, a morte do amor que, há tempos, já vinha sendo empurrado com a barriga. Em alguns casos, o novo amor não mata o velho, e os dois passam a dividir o espaço do coração de alguém. Entretanto, quando o novo é muito maior que o velho, ele já chega ocupando o coração inteiro, deixando ao velho amor apenas duas opções: morrer de fome na sarjeta ou se atirar da ponte.

5. Atitudes que matam a admiração

A lógica é simples: a admiração – assim como a confiança! – é essencial para que o amor continue vivo, ou seja, se agir de maneira capaz de matá-la, matará também o amor. Quer um exemplo concreto de um amor que morreu por causa disso? Tenho uma amiga que amou o namorado até o instante em que ele pendurou um cachorro em uma cerca, por pura maldade. Era amor de verdade, porém, aquilo fez a admiração ruir de tal maneira que o amor não suportou, e também despencou. Fim.

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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