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O que você procura?

Senti daqui seu hálito de bebida alcoólica e o cheiro da coça que o coração tomou. Senti daqui a dor dessa surra que, mesmo sem sangue aparente, feriu sua alma, perfurou seu riso e trouxe mais marcas para o coração. Eu sei que ninguém gosta de colecionar amarguras e que, obviamente, você não está chorando agora porque quer. Confesso sentir suas dores, perceber seus rancores e querer secar suas lágrimas, mas não. Não vou fazer isso. Porque, de verdade, quer saber? Eu não vou te puxar pelo braço e te arrancar dessa fossa à força, pois é você quem vai fazer isso por si mesma. Sabe por quê? Há momentos na vida da gente, meu bem, que a alma pede socorro aos sussurros e a gente nunca ouve, aí chega o tempo em que o coração sofre, sofre tanto que acaba implorando por liberdade. Liberte-o, vai.

Então você, com suas lágrimas congestionando suas narinas e fazendo a respiração avançar três vezes mais, com olhos esbugalhados e voz sensível, vem me perguntar o que deve fazer depois do fim. Afinal, o que vem depois do fim? Vem a dor. Eu respondo. A dor de ter tentado. A dor de ter dado o seu melhor, de ter ido lá e feito e não ter deixado o tempo passar. A dor de estar tendo que lidar com um adeus, com uma emoção nada agradável e tempestuosas lágrimas. A dor da partida, a partida de uma chegada e a partida do coração. O que vem depois do fim é aquilo que a gente não quer comentar por aí. É aquilo que ninguém quer ouvir, que ninguém deseja passar. Mas, depois de muitos fins, você aprende a não temer um adeus, você começa a entender o até logo e a não esperar tanto uma chegada inesperada para a vida decolar.

PARTICIPE: Meu namorado mentiu pra mim e agora?
PARTICIPE: Será que eu tô errada?

Depois do fim, você aprende tanto que nem percebe. Não a enxugar as lágrimas, a parar de soluçar, a arrumar novas desculpas para a cara amarrotada. Você aprende a encarar a vida com mais amor, com mais coragem e determinação. Depois do fim, você aprende a abrir a mochila, desentupir as malas, a vida, a alma. Você aprende a olhar além daquilo que vê, aprende a aceitar que as pessoas ficam quando querem mesmo ficar e que metades não bastam para quem é inteira. Você aprende a valorizar os que permanecem, não por um milênio, mas até valer a partida. Porque você entende que as coisas chegam ao fim, que tudo, tudinho acaba em um dia qualquer, ou em uma noite pra lá de especial que de especial acaba não tendo nada.

Depois do fim você sorri. Sorri mesmo. Porque já chorou demais. A alma pede aventura de novo e você apenas ri, e não teme ir. Você vai lá e faz. Vai lá de novo e tenta mais uma vez. Porque você foi lá uma vez e tentou, não deu certo, voltou, chorou, doeu, aprendeu. Agora é hora de uma nova e escaldante tentativa. É hora de partir de novo, em busca de um novo sonho, novas expectativas. Novos sorrisos, novas dores. Porque você aprende também que vai doer de novo e não é que já se sinta preparada pra isso, mas você não desiste. Não desiste porque já aprendeu que o fim chega mesmo e que não há muito o que fazer na hora. Mas depois de trocar a dor do canto da boca de uma gargalhada pela dor de uma lágrima, chega a hora de desfazer a troca. A gente sempre tem sete dias de arrependimento por uma compra, não é? Pois então, tenha sete dias de arrependimento por uma dor também.

Chore, eu deixo. Se deixe chorar. Chore muito, de fazer doer e estremecer o pobre do coração. Porque, depois que você aprender que o fim vai da mesma forma que vem, meu bem, o sorriso chegará da mesma forma que a dor te fez chorar. E aí, como num passe de mágica, você vai entender o que vem após o fim, e vai sorrir e vai amar. Se amar.

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Imagem: pinterest.com/superelaoficial

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