Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

No Brasil, com 16 anos você já pode escolher em quem votar. Quando termina o ensino médio, com mais ou menos 17 anos, você deve escolher o que vai cursar na faculdade. São escolhas muito sérias, e que têm consequências muito grandes. Ainda assim, você precisa fazer, ou adiar um pouco mais até que tenha certeza.

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Você faz essas escolhas baseadas nos seus valores, no que você acredita que seja o melhor. Talvez você faça essas escolhas por influência de alguém, e independente do seu motivo, você vai lá e vota… você vai lá e marca as opções de curso no vestibular… e ninguém tem pena de você por ter que fazer escolhas tão sérias com tão pouca idade, porque a sociedade entende que é assim que deve ser.

Depois que você faz o que a sociedade espera que faça, você pode perceber (ou não) que não era bem isso que você queria, que seria melhor que você tivesse feito outra escolha. Talvez você tenha tempo para consertar isso, mas talvez você não possa fazer mais nada a respeito…

Eu sou colunista de Estilo, mas quando uma leitora pediu que a gente fizesse um texto falando sobre “Mulheres com mais de 30 anos que não querem casar e/ou ter filhos”, eu me ofereci pra fazer, por 4 motivos:

1 – Pedido de leitora é uma ordem

2 – Tenho 34 anos e não quero ter filhos

3 – Gosto da ideia de falar sobre empatia e respeito às escolhas alheias

4 – Escolhi fazer Psicologia quando tinha 18 anos, e depois de 9 anos trabalhando em RH, percebi que não seria isso que me faria feliz, e refiz a minha escolha profissional, me especializando em Consultoria de Estilo.

A gente sempre tem tempo pra recomeçar, né? Mas, muitas escolhas não podem ser desfeitas. Se eu tivesse escolhido ter tido um filho aos 18 anos (ou tivesse engravidado mesmo sem querer), eu seria mãe pro resto da vida (mesmo que eu não criasse meu filho). Se eu tivesse escolhido ter um filho quando meu ex-marido disse que era o sonho dele, eu ainda estaria casada, mas certamente estaria infeliz, porque nessa época eu descobri que não queria ter filhos. Cada vez que existia a suspeita de uma gravidez, ele ficava feliz e eu ficava morrendo de medo. E a cada negativa, ele ficava triste e eu ficava aliviada. Até que, por amor a ele, eu terminei o casamento para que ele pudesse encontrar alguém que fizesse dele um pai e um homem feliz, porque assim como eu não queria me sacrificar sendo mãe sem querer, não queria que ele abrisse mão do sonho dele, e deixasse de ser pai.

Tomar esse tipo de decisão não é fácil, e definitivamente não foi. Mas eu conheço tantas mulheres que tiveram filhos apenas para cumprir o papel que a sociedade impõe, achando que só porque temos útero já nascemos com o dom e o desejo da maternidade, e que lamentam essa decisão (ou não lamentam por vergonha, mas demonstram infelicidade) que eu tinha certeza de que não era a vida que eu queria pra mim. Meu irmão tem dois filhos, e eu AMO ser tia. A gente passeia, a gente brinca, a gente conversa… o mais velho dorme na minha casa de vez em quando, mas o menorzinho ainda não. Eu os amo com toda a minha força. Eu não tenho absolutamente nada contra crianças, apenas não quero ser mãe. E eu quero ser respeitada assim como respeito quem tem filhos (independente da quantidade).

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A sociedade nos cobra tudo, o tempo todo. Desde a nossa aparência física, quanto o que a gente veste, o que a gente come (e a quantidade de comida), o que a gente escuta, os lugares que a gente frequenta, o nosso sucesso profissional, o que acontece com os nossos relacionamentos amorosos… assim que a gente começa a namorar, a cobrança pelo noivado começa. Se você noivar, precisa marcar o casamento logo. Casou? Precisa ter um filho. Teve? Agora precisa dar um irmãozinho pra ele…

Talvez você acredite que esse é o caminho natural das coisas e nunca tenha parado pra ouvir o seu coração pra saber se tudo isso é natural pra você também. E apesar de esse texto ser para quem já tem mais de 30, se você ainda não chegou lá, mas chegou até aqui nesse texto, sugiro que se questione sobre isso tudo: Talvez não seja natural pra você!

Para quem não casa, as cobranças são ainda mais duras. Eu fiquei 9 anos com o meu ex-marido, e apesar de o meu casamento ter sido bem bom, ainda não sei se gostaria de casar novamente. Algumas mulheres descobrem antes mesmo de casar pela primeira vez que não querem passar por essa experiência. Eu tinha, no meu círculo de amizade, alguns meninos bem machistas que pensavam que as mulheres só poderiam escolher até os 25 anos, e que depois disso ou elas “sobravam” ou eram escolhidas pelos homens que “sobravam”, já que os melhores escolhiam as mais novas – porque a gente vai “desvalorizando com o tempo” – tudo isso, claro, nas palavras deles. E eu, que ainda escolho aos 34 e conheço mulheres maravilhosas que já passaram dos 25 e que também escolhem, argumentei e briguei, até que decidi que eles não mereciam fazer parte da minha via, e escolhi que eles não seriam meus amigos.

Infelizmente, muitos homens – e mulheres! – pensam assim. Então, as mulheres casam com homens que não a fazem felizes, ou ficam em relacionamentos nocivos simplesmente para “não sobrarem”, para mostrarem à sociedade que “foram escolhidas”. E uma vez casadas, ainda que o casamento não esteja bom, se sentem obrigadas a ficarem casadas, porque em pleno 2016, mulheres divorciadas ainda não são vistas “com bons olhos”. Mas o que talvez você não saiba é que quem faz a escolha de não casar ou de não ter filhos é feliz exatamente assim! Talvez você não saiba, mas as mulheres também podem escolher serem “solteironas convictas” como alguns homens são, e não querer ter filhos, assim como alguns homens não querem.

Esse texto é pra mostrar que é normal as pessoas fazerem escolhas diferentes das suas. Algumas mulheres decidem casar, e outras não. Algumas mulheres querem ter filhos, e outras não. Não tenham pena das mulheres que continuam solteiras depois dos 25, ou dos 35, ou dos 45 anos. Respeite a decisão dela! Considerem a possibilidade de que ela simplesmente não encontrou ninguém que ela achasse interessante o suficiente para passar os dias ao lado, ou que ela tenha outras prioridades, e outro significado para a palavra “felicidade” e queira ser feliz de uma maneira diferente do que você considera ser felicidade.

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Não querer casar não significa que a mulher não acredite no amor, ou que não queira uma relação. Só significa que ela não quer morar sob o mesmo teto com alguém, qualquer que seja o motivo. Do mesmo modo que não querer ter filhos não significa que a mulher não goste de crianças, ou que seja insensível, ela apenas não quer ser mãe.

Assim como o nosso voto, a nossa roupa e a nossa profissão, casar ou ter filhos são apenas escolhas. Respeite a escolha alheia, mesmo que não seja igual a sua. As pessoas são diferentes, e isso deveria ser um motivo pra comemorar e não para criticar!

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Imagem: Pinterest

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