Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Vira e mexe a gente é jogada em certos padrões de beleza que nem sempre nos encaixamos. Nem sempre não. Quase sempre! Nem todas nós somos loiras, brancas, altas, com corpo firme, traços finos e cabelos lisos. A maioria de nós não é assim, mas, por algum motivo, ainda querem nos forçar a sermos desse jeitinho – mesmo que a gente não queira! Foliamos páginas e mais páginas de revistas e só vemos um tipo de beleza, a que não representa a maioria das mulheres. Chato, né? É claro que várias empresas já acordaram para a vida e viram que mulheres negras, com cabelos curtos, crespos, cacheados, gordas, baixinhas e outros tipos “fora do padrão da sociedade” também existem e devem ser representadas, mas, infelizmente, a parcela ainda é bem pequena.

A falta de representatividade na moda e na beleza é algo que assusta. E muita gente fecha os olhos para isso! E há ainda aqueles que querem um troféu por colocarem uma mulher negra ou gorda em suas campanhas. Um aviso: não é mais que a sua obrigação! Você não faz nada de “uau” ao colocar na sua marca mulheres que representam a maioria das suas consumidoras. Afinal, negras e gordas também compram roupas e maquiagens. É incômodo pensar em marcas que não escolhem mulheres assim porque elas não combinam com o “padrão” com o qual trabalham. Sim, isso existe! Aí, no final das contas, o padrão é aquele que a gente já está acostumado a ver. O que é considerável “vendível”, o que é considerado “bonito”. Bonito pra quem? Vendível pra quem?

beleza

PARTICIPE: Autoestima baixa
PARTICIPE: Acne e espinha..

A imposição deste tipo de padrão burro é o que faz com que mulheres que vivem fora deles deixem de gostar de si mesmas. Tudo bem você alisar o seu cabelo ou querer emagrecer. O ponto é: você faz isso porque quer ou por causa dos outros? Se é por você mesma, ótimo. Continue assim. A gente tem mesmo que fazer o que nos agrada. Agora se é pelos outros, amiga, te contar: não cansa a sua beleza não. Ela existe e deve ser, antes de mais nada, valorizada e amada por você mesma – independentemente do que as revistas, marcas de beleza ou moda dizem!

Representatividade é uma das palavras mais ditas nos últimos tempos. Sabe por quê? Porque ela importa! Importa porque as pessoas que não se encaixam nos padrões burros da sociedade estão cansadas de darem audiência para quem não as representam. Marca de maquiagem que não mostra como os produtos funcionam na pele negra? Não, obrigada. Empresa de moda que só quer modelos tamanho 34 em suas campanhas? Dispensável. Ignorar as trans? É, feio também! O mesmo para as mulheres que possuem algum tipo de deficiência. Elas não são bonitas para você, indústria de moda e beleza?

290914-winnie-harlow-vitiligo-8

MAIS: VOCÊ PODE SER MAIS FELIZ!
MAIS: O QUE VOCÊ MUDARIA NO SEU CORPO?

Todas as belezas devem ser celebradas e vistas. É preciso parar de vender a exceção como se ela fosse regra, como se ela fosse o que realmente importa. Não é! Neste planeta tem pessoas diferentes demais para que a gente pegue apenas um tipo e o coloque num trono. E o resto? Não importa? Não deve ser visto? Não deve ser representado? Estamos mudando, mas o caminho é longo, a desconstrução também. A esperança é que, num futuro próximo, não precisemos ensinar aos produtos femininos que não existe apenas um tipo de beleza no mundo.
Imagem: Pinterest

Receba no seu e-mail dicas/textos sobre Beleza & Autoestima

@ load more