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A VIDA NÃO BATE A SUA PORTA

Raquel Lopes

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Estes dias dando a velha bisbilhotada no Face nosso de cada dia, me deparo com uma linda foto de um amigo logo ao abrir o aplicativo. A foto era na beira da praia, dessas que todo mundo já tirou ou ainda vai tirar um dia (eu particularmente adoro): os pés, a areia e ao fundo, o mar. A surpresa foi que ao tirar esta foto, após batê-la, ele se deu conta que saindo do mar estava um senhorinha de seus 80 e vários anos ou talvez até mais, amparada por uma senhora de cada lado. A legenda dele dizia: “Quantas pessoas mais “saudáveis” que ela estão agora trancadas em suas casas e em seus corações sem se permitir um momento feliz? Amor próprio e busca pela felicidade não tem idade.”

A foto e a legenda chamaram a minha atenção e a de muitos que curtiram e comentaram. E aí eu te pergunto: quantas experiências você já deixou escapar por medo, insegurança, preguiça, má vontade ou qualquer outra coisa?

Vamos analisar: o ser humano tem uma capacidade incrível de reclamar. De tudo. Se chove, reclama. Se faz muito sol, reclama. Se faz calor, reclama. Se faz frio, reclama. Com as reclamações, a gente tende a achar defeitos. Em nós, nas coisas, nas situações. Pense em quantas vezes você deixou de sair por uma destas questões. “Não tenho roupa”, “Não estou me sentindo muito bem hoje”, “Estou com preguiça, prefiro ficar em casa”. A festa, evento, passeio, estavam lá te esperando. Seus amigos também, torcendo pra conseguir te tirar de casa. Enquanto você preferiu não ir… Deixou de conhecer (quem sabe?) um grande amor, uma grande amizade, deixou de dançar e se sentir livre, deixou as risadas guardadas, deixou de viver alguma situação engraçada ou inusitada que quem sabe você lembraria para o resto da vida.

A vida acontece a todo momento, é fato. Mas o que de interessante pode acontecer não está em você enrolada no cobertor, não está no sofá de pijama velho vendo tv o final de semana todo. Ok, tem momentos que a gente precisa disso, também tem momentos que a grana está mais curta e a gente se vê obrigada a fazer programas caseiros. Ok, tudo bem. O que não dá é para deixar de viver e de CONVIVER na maioria das vezes, simplesmente porque você não está a fim. Escuta: a vida não vai bater à sua porta e te apresentar pessoas que você poderia conhecer, não vai te fazer sentir novas situações e sensações se você não sair do seu mundinho e se PERMITIR.

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E agora também digo por você, única e exclusivamente por você, caso não tenha o convite para sair. Não há coisa melhor para nos sentirmos lindas, para dar aquele “up”, do que fazer algo por nós mesmas. Gosta de se arrumar? Chame no cabelo, salto e maquiagem. Não gosta? Coloque a roupa mais confortável que tem e partiu. Pra onde menina? Para um cinema, para dar uma volta no shopping, para dar um passeio com o cachorro, para pedalar no parque, para caminhar na beira do mar sentindo a água salgada batendo nas canelas. Isso se chama vida, moça! Permita-se!

Também te digo outra coisa: não deixe de fazer nada pensando no que os outros vão pensar. Claro, estamos falando em nada que vá magoar ou ofender alguém. Mas decisões suas, lugares que você queira ir, risadas que você queira dar, fazem parte da SUA felicidade, e só você neste caso é responsável por isto. Olha que exemplo bobo mas que acontece: saiu do restaurante louca para comer mais sobremesa mas não comeu porque ninguém na mesa repetiu. E aí, sua felicidade ficou onde nesta história?

Agora falando de decisões não tão simples como comer mais doce ou não, já parou pra pensar em como seria sua vida se você tivesse se permitido viver coisas que na hora disse não? Vou te contar duas situações rapidinho.

Primeira, acho o máximo pessoal que faz intercâmbio durante a faculdade. Sempre achei, mas na época que tive oportunidade o medo falou mais alto. Medo de não me virar sozinha, medo de atrasar a formatura (ansiedade é meu sobrenome, não me xinguem), medo de morrer de saudade. Tá certo que na época há bem mais de dez anos atrás não era tão fácil (a faculdade que eu estudava tinha vínculo somente com uma Universidade da Argentina) e eu era também muito nova. Tive colegas que foram e viveram muitas coisas, aprenderam bastante. Meu irmão voltou a um ano de um intercâmbio na Holanda, onde estudou por um ano e trouxe além de conhecimento, experiências que não couberam na bagagem. Daí eu me pergunto: como teria sido se eu tivesse ido na época? Quantas pessoas eu teria conhecido e que talvez tivesse contato até hoje? Quantas lembranças teria? Não sei e nunca vou saber.

Segunda situação, eu estava recém-formada, havia sido contratada na empresa onde estagiei. Empresa pequena, escritório de consultoria na área de alimentos. Surgiu uma oportunidade de programa trainee em uma multinacional. Fiz as primeiras etapas, fui passando e na dinâmica de grupo adivinhem…eu não fui. Pensei: o que eu vou dizer para o meu chefe? (não gosto e nunca gostei de mentir, mesmo por boa causa). Até porque, continuava pensando, estou tão bem aqui, gosto do meu trabalho, vou deixar uma oportunidade como esta mais para frente. Agora adivinhem o que aconteceu alguns meses depois? Fui demitida. O contrato para o qual eu trabalhava havia sido rompido. E junto com este emprego que eu acabava de sair, a oportunidade da multinacional já havia ficado para trás. Como seria se eu tivesse ido? Quanta carga, bagagem, pessoas e experiências eu teria tido? Não faço ideia…

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Mas como tudo na vida, é preciso tirar uma lição até das coisas que se deixou de fazer. Hoje, logicamente mais madura, não deixo mais oportunidades como estas escaparem. E como dizia na legenda do meu amigo sobre a busca da felicidade não ter idade: nunca é tarde para repensar suas atitudes, se permitir e ir em busca de você mesmo e da sua felicidade. Saia da sua zona de conforto pois a vida não vai parar para te esperar. Aliás, ela não espera ninguém, pelo contrário, ela voa.

E para encerrar, pense que existe um grande abismo entre viver e apenas existir. Por isso, viva intensamente hoje para que amanhã você tenha histórias pra contar.

E aí, partiu?

Imagem: Pinterest

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