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[+18] ME SUJANDO COM GRAXA

Gabriela Pimenta

Colunista Superela

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Nesses últimos dias, o clima está insuportavelmente quente, então aproveito para me esconder detrás dos óculos escuros e observá-lo como quero. Já faz uma semana que mudei minha rota habitual e venho pegar o ônibus à três quarteirões da minha casa, tendo como incentivo o novo garotão que trabalha na mecânica de frente para o ponto.

Desde que bati meus olhos nele, foi como se tivesse sido hipnotizada por seu corpo marcado no macacão azul-escuro. Ombros largos, braços firmes e uma bela bunda. Lindo, gostoso e viril. Tudo o que desejo num homem.

Chega me dá água na boca ver como ele mexe com todos aqueles carros e se suja de graxa ou limpa o suor da testa. Quando abaixa metade do macacão então, Deus, que vontade tenho de atravessar a rua feito uma louca e agarrá-lo, me atirar em sua boca tentadora. Deve ser um furacão na cama, esse pensamento não me sai da cabeça. Com toda essa altura e corpo, certeza que vira uma do avesso sem muito esforço, e pode levar do céu ao inferno em segundos. Sinto tesão só de imaginar. Muito, muito tesão!

Após refletir, tomo minha dose de coragem e resolvo entrar em ação. Peço o carro de uma amiga emprestado e com a maior cara de pau do mundo, ponho meu plano em prática e com um único objetivo: sexo casual e dos mais selvagens.

Esse homem precisa ser meu, nem que seja por uma noite!

Paro em frente a mecânica e sou atendida por um senhor, e é impossível não notar a forma como seus olhos me medem de cima à baixo, também, com o vestido que coloquei para seduzir meu garotão, não esperava menos. Pede que eu sente no banco e vai até o carro procurar o tal problema que inventei e assim que sai da minha frente, vejo o projeto dos sonhos molhados agachado e remexendo uma caixa de ferramentas. Que costas, que ombros, que bunda! Sinto o tesão subir pelo corpo e molhar entre minhas pernas. O lugar onde eu o quero fazendo as coisas mais deliciosas e travessas, me dando tanto prazer quanto meu vibrador na noite passada, enquanto pensava nele.

Ele levanta e num descuido vira na minha direção. Isso! É isso o que quero. Seus olhos passeiam pelo o meu corpo no vestido minúsculo e percebo seu desejo crescendo, analisa cada pedaço de mim e quando cruzo as pernas no movimento mais descarado que já fiz, morde o lábio e noto sua respiração acelerar.
Porém, nossa brincadeira acaba graças ao tal velho de antes e me sinto frustrada. Cruzo os braços e observo-os falando. Falam e falam, e sou completamente esquecida no canto, pois ele não volta a olhar para mim, nem que seja de relance. Bufo. Pelo jeito, meu plano foi por água à baixo.

– Onde é o banheiro? – pergunto ao primeiro que passa.

Indica o corredor e sem esperar, vou para lá. De frente para o espelho, solto o coque e deixo os cabelos caírem sobre os ombros. Estou arrasada. Vim confiante de que daria certo, mas nada feito. Só paguei um grande mico e vou servir como fantasia pra punheta de outro.

Decidida à dar um fim em toda a brincadeira, respiro fundo e viro para voltar, só não contava que ele estivesse parado bem atrás de mim.

– Belo vestido. – ele diz. Que vozeirão!
– Obrigada. – respondo.
– Veio com ele por minha causa?
Sem saber onde enfiar a cara, olho-o e ele continua:
– Pensei que não tivesse carro. Sempre te vejo no ponto de ônibus.

Sem entender, observo quando dá um passo para frente. E outro e mais outro, e num instante está praticamente sobre mim. Sua altura me domina e de perto seus lábios são uma perdição, até as marcas de graxa no macacão se tornaram excitantes. Seus olhos queimam de tesão e percorrem meu corpo como da primeira vez, gosta do vestido e parece que ainda mais do fato de ter sido colocado especialmente para ele.

– Não temos muito tempo. – sussurra – Do mesmo jeito que você gosta de ver o meu corpo, eu quero ver o seu por debaixo desse vestido.

Meu coração vai à mil. Sua voz, seus olhos, seus lábios. Este homem está gritando por sexo e meu corpo quer correspondê-lo mais do que nunca.

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Sem dizer uma palavra, me puxa para dentro do banheiro e fecha a porta. Me encosta na madeira e como desejei por dias, toma minha boca num beijo pra lá de excitante. Largo a bolsa e envolvo seu pescoço com ansiedade. Suas mãos grandes deslizam pelo tecido do vestido até alcançarem a minha bunda e apertarem com vontade, esfregando seu pau duro contra a minha barriga, demostrando o quanto quer me foder nesse banheiro. Estou queimando de desejo e, sinceramente, estou disposta a fazer tudo o que ele quiser.

Termino de abri o macacão e meto a mão dentro da cueca e como pensei, seu pau é mais do que favorável. Meu tesão aumenta. Imaginar que logo serei invadida por essa delícia, faz minha cabeça dar voltas.

Sinto sua mão descer meu ventre e enfiar-se entre as minhas pernas. Acaricia uma coxa e depois a outra. Sobe com uma lentidão torturante e ao tocar o tecido da minha calcinha, e perceber o quão molhada estou, sussurra:

– Abra as pernas.

Faço num piscar de olhos e seus dedos me penetram. Sou incapaz de conter os gemidos, e cada investida que dá, mais quero gritar de tanto prazer. Ele cobre minha boca com a sua e mete os dedos várias e várias vezes no meu interior, e só então percebo que estou molhando toda a sua mão. Mas, não me importo. Só quero que me dê o que tanto procurei.

De repente, me abandona e gira meu corpo com desespero, deixando-me de costas. Me apoia na parede e eu, desejosa, empino o traseiro para me esfregar no seu maravilhoso pau. Me esfrego o quanto quero e posso, guiada por suas mãos firmes, que me levam e apertam contra o volume na sua cueca.

– Eu disse que não teríamos tempo. – diz – Então, vamos logo com isso, porquê estou louco pra te comer.

– Sim… Sim… – concordo, fora de mim.

Afasta minha calcinha para o lado e passeia pela entrada da minha buceta molhada com a cabeça do seu suculento pau. Eu queria tanto enfiá-lo na boca, mas como disse, não tinhamos tempo. E querendo cortar a enrolação, vou para trás e seu pênis entra em mim num movimento seco.

Ouço seu gemido em minhas costas, com essa voz que pode facilmente me fazer gozar. Suas mãos seguram firme minha cintura e, sem cerimônia, começa a bombear minha bucetinha com força e vontade.

Tento não gritar, mas ele é tão grande e está tão duro, que cada arremetida e penso que vou partir ao meio. A forma como comanda a situação é carnal, ardente, estimulante. E só mostra que eu estava certa ao imaginar que ele era um furacão trepando.

Uma… Dez… Vinte vezes…
Mais… Mais… Mais…

Ele me fode contra a parede do banheiro e gosto disso. Adoro! Me movo em busca de prazer enquanto escuto seus gemidos roucos preencherem o pequeno banheiro assim como os meus, enquanto suas bolas batem na minha pele e criam aquele som de sexo bem feito.

“Você é realmente muito gostosa”, sussurra, me penetrando de novo e de novo. Estou enlouquecendo em seus braços e quando sinto os músculos ficarem tensos, sei que um orgasmo incrível está por vir e faço com que vá mais fundo e mais rápido. Quente, intenso e dominador, nosso jogo chega ao final assim que gozo feito louca com seu pau enterrado em mim, e segundos depois, ouço um grunhido viril e sei que também chegou ao seu limite.

Ofegante, olho para o relógio no meu pulso e percebo que bons minutos se passaram desde que começamos a brincadeira. Me arrumo do jeito que posso e ele o mesmo. Nos recompomos rapidamente e extremamente satisfeitos, damos um último beijo.

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– Infelizmente, não pude ver tudo o que há debaixo desse vestido. – fala.
– É, o momento não permitiu.
– Mas quando for entregar o “seu carro”, acho que teremos tempo o suficiente.
Surpreendida com o que acaba de dizer, observo-o por um instante, mas um sorriso me escapa.
– Não sabia que faziam serviço à domicílio. – caçoo.
– É um serviço especial para você.
Me beija outra vez.
– A propósito, me chamo Eric.
– Eu sou Helena.

Sorriu e pediu que eu espere antes de sair. Ele se vai e eu, pouco depois, também saio. Feliz que nossa brincadeira vá recomeçar, só que na minha casa.

 

Imagem: Pinterest

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