Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

 

A tua alma é fragmentada. Aquele tipo que escolhe o jeito mais difícil de viver: juntando pedaços de um passado. Mesmo doendo, é o jeito de explicar teu jeito apavorado.

Você vive fingindo que quer mudar, elege segundos pra isso, e depois volta a ser o que, no fundo, escolheu ser.

Eu quero te resgatar, mas você não oferece recompensas. Entendo. Amor não se paga.

Estamos perdidos. Eu com a minha solidão ao teu lado. Você com a tua, de mãos dadas, sem olhar pra mim.

Eu te convido a vir comigo. No meu gingado sem jeito, sorrio de nervoso e te estendo a mão. Mas ela continua no ar, sozinha, pesada.

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Eu te ofereço meu ombro, faço votos, resenho um caminho mais simples pra você, sem te impedir, sem te editar. Eu te adubo de ânimo, tento deixar teu jardim mais bonito.

Mas você insiste nas flores mortas. E eu fico na sombra, enquanto te oferto a luz que me resta.

Eu desabo, mas te abasteço. Não meço esforços, me oferto inteira. Tiro o pé só quando o peito palpita demais, incapaz de aguentar.

Você nem percebe, mas estou soprando ar na cara desse amor pra que ele não morra.

Você ri. Acha normal porque acha pouco. E quando acha demais também ri , porque acha coisa de louco.

Que loucura é essa de labutar por um afeto esfomeado?

Você não acredita. Eu também não. Não mais. Mas ainda tento, tentando entender até quando.

Já abri todas as portas que eu tenho a chave , e não te acho mais. Da janela, jogo pra fora meu lado capaz de partir. E fico até…

Não sei data, não marco hora, mas sei que você está atrasado aqui do lado de dentro. Sinto o tic tac estourando meus tímpanos e meu tom vai

ficando mais baixo. Eu não sei gritar adeus.

Eu não alcanço você. Por mais que nossos dedos se entrelacem em alguns momentos, há um abismo que nos separa. Mais dois passos e afundo.

Não posso ir pra onde eu já estive. Ainda carrego cicatrizes. E ao contrário de você, sou eu que as carrego. Elas não me conduzem.

Eu não consigo te alcançar porque você não quer subir ao lugar destinado aos que ousam viver um grande amor.

Escorregadio, você prefere a certeza de um sentimento incerto, inacabado, maltrapilho e mal cuidado pelo tempo.

Você está preso no passado, escuro e excluso. Sem sorte e sem norte. E meu caminho não te serve.

Eu escrevo sobre pares, sonhando e tentando somar.

De novo.

Você insiste em ser parte, em ser ímpar, em ser só. Sem encenar.

De novo?

Até Deus duvida.

Como em uma dança, insisto no passo a passo. Um pra lá, um pra cá. Pra frente, pra trás. Se tropeçar , a gente recomeça. Se estiver ruim, a gente troca de música. Só olha no meu olho e desliza. Eu sei que você sabe dançar.

Nada.

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O público te espanta, meu som te atordoa. Teus monstros te consomem silenciosamente.

Você insiste em sair de fininho no meio da dança, no melhor da festa. Sorri naturalmente. Espera o aval.

Desculpe-me. Pode ir, mas eu não vou gritar adeus.

Eu só aprendi dizer te amo. Entre passados e futuros, eu não coleciono flores mortas.

Imagem: Pinterest

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