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O que você procura?

Amar sempre foi perigoso. Sempre foi um risco. E por que, então, as pessoas continuam querendo tanto se apaixonarem e terem alguém pra andar ao lado? Não preciso divagar muito para enumerar algumas queixas e dores vindas do querer. Pra começar – e sei que é a primeira coisa que você deve ter pensado, o primeiro e maior dos perigos é criar um sentimento por alguém e não encontrar recíproca. Amar sem ser amado, se apaixonar por alguém que não devolve a paixão, desejar algo meio impossível.

Quem nunca!?

Ainda assim insistimos. Vamos descobrindo vícios de cultivar um amor platônico, desenvolvemos uma queda em sofrer por quem não se interessa, acreditamos piamente que a única forma de cura é arrumando outro amor. Insistimos repetindo para nós mesmos a frase com a maior carga de expectativa que eu conheci na vida: agora vai. E de “é dessa vez” em “é dessa vez” vamos colecionando cicatrizes, rememorando feridas, desafiando a velha máxima de que o homem veio ao mundo e vai deixá-lo da mesma forma: sozinho.

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Veja bem, gostar de alguém provoca mudanças profundas em nós. Nos transforma em bobos, idiotas, perfeitos malucos que começam a crer cegamente na paz com a chegada de outro dito “especial”. Canonizamos seres até pouco tempo estranhos. Damos as chaves de nosso coração, ajeitamos um cantinho especial na nossa cabeça e sorrimos só de pensar no abraço que pretensamente podemos ganhar. Quando ganhamos é ótimo, mas se por algum acaso aquilo nos falta, sofremos.

Amar pra quê!?

Ora, amigos!, amar é um desatino. Gostar de alguém e deixar que aquele comichão no peito se desenvolva e cria uma raiz é uma sandice. Rir sem motivo, pensar besteira na rua, enxergar pretextos para mensagens e ligações. Você já viu o tamanho do perigo que pode ser se entregar e, depois, descobrir que o sentimento pode acabar? Não se começa nada pensando no seu fim, eu sei, mas é onde todo relacionamento está fadado a chegar: ao fim.

Talvez eu seja um chato, eu sei. Ou, então, você que não se deu conta de todas as ironias que eu utilizei por aqui. Não tem problema. Ironia é como indireta, nem sempre entendem. Ou, melhor, é como o amor, sempre entendido de forma errada. E se a essa altura do texto você acha que o escritor ficou maluco, que renunciará ao Amor e que vai declarar que tudo isso dito, na verdade, é o mal do mundo. Não, queridos, pelo contrário.

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O risco é enorme, eu sei. Deixar que algum sentimento se crie, nos faça mudanças e nos mova de alguma forma é, sim, um perigo. Expectativa é o menor dos problemas. Há quem sofra, quem tenha depressão, quem adoeça. Entretanto, mesmo com sintomas e hematomas, o amor é das coisas mais lindas e gostosas de se ter na vida. E mesmo podendo ocasionar tantos danos, quando acontece é maravilhoso, é sim. É preciso coragem para não temer o que está por vir. Difícil, claro, mas recompensador. Amar é um risco, assim como viver.

Imagem: Pinterest

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