Receba nossos e-mails incríveis
Amor Sexo Autoestima Corpo Vida Carreira & Finanças Beleza Estilo Vídeos
Escreva seu texto

Leia temas do seu interesse:

/

Feministas são humanas

Ludmila Bernardes

Colunista Superela

Mais textos

PELA NOSSA SAÚDE MENTAL É PRECISO RESPEITAR OS NOSSOS PROCESSOS E ESTAR COM PESSOAS QUE TAMBÉM OS RESPEITEM

A luta por direitos e liberdade feminina é algo sério e cada uma de nós traça o seu caminho em busca de unir pautas e construir um lugar comum dentro de nossos recortes que, no meu caso, é o feminismo negro e interseccional. Nesse processo de construção e reconstrução é comum que nos questionemos enquanto pessoas e militantes e, como a escrita é uma catapulta que sempre me lança para dentro em um sentido de melhor compreender a mim e ao mundo, não vejo o porquê de não compartilharmos esses questionamentos.

Tenho 19 anos e conheço o feminismo há 2 ou seja, foram 17 anos aprendendo conceitos e repetindo padrões negativos para me ajustar ao modelo patriarcal que todas nós conhecemos bem. Essa não é uma conta justa. Eu não posso cobrar de mim o engajamento e a sabedoria de alguém que tem mais de quatro anos de caminhada. E isso vale para tudo na vida. Desconstrução não é feita por osmose. Exige tempo, paciência, esforço e muita terapia.

Feministas são humanas

Felizmente não há um feministometro que meça o quão de luta você é. Se existisse eu seria considerada uma péssima feminista, porque mesmo em busca do melhor, a gente erra.  O mundo não pausa para você introjetar aos poucos como não se envolver com homens abusivos, como fortalecer a rede de amizade e cuidado com moças incríveis, aprender, reformular, dar os primeiros passos. A bola continua rolando, escolhas continuam sendo feitas e, quando menos se espera, pá!, você se envolve em um relacionamento que não te faz bem, briga com as amigas, ri na mesa de um bar com machistas ou se cala diante de uma opressão tão óbvia que faz com que você se puna e se agrida pensando sobre o quão burra você é por não saber muito bem como evitar essas situações.

PARTICIPE: O que vocês pensam sobre feminismo?
PARTICIPE: Dúvidas a respeito do feminismo

O que eu mais tenho lido em perfis e textos de feministas que conheço é “A militância adoece”. A economista Sabrina Fernandes disse em um artigo escrito para o Brasil em 5 que na militância,  o que por vezes fica para trás é que são pessoas de carne e osso fazendo avaliações, ao mesmo tempo que lidam com tantos outros pesos como o do sustento, problemas familiares, crises de relacionamento, trabalhos estressantes, e outras doenças de saúde.

Crédito: Negahamburguer

Feministas são humanas

Para ela, militar requer sacrifício, mas este sacrifício deve ser sempre avaliado em relação ao que aquela pessoa pode suportar. É desleal cobrar o mesmo de todos, assim como é desleal julgar o que se pode cobrar de um ou outro baseado no que vemos por fora. Todo sacrifício ou esforço não deve ser cobrado, pois o equilíbrio necessário entre sacrifício para a luta e saúde mental provém da dádiva que a militante deve avaliar de acordo com as suas condições.

É preciso ir com calma. Feministas são humanas, e eu sei que essa frase é tão óbvia quanto perigosa, pois “ser humano” não é uma justificativa para erros futuros e posteriores ou motivo pra acomodação (Ser machista, por exemplo, não é condição inerente ao humano, então nem venha com síndrome de Gabriela, pufavô!). A mudança é necessária, mas acontece que, antes de fazermos novas escolhas, é preciso perdoarmos a nós mesmas e perdoar não é esquecer é estar disposta a fazer diferente.

Feministas são humanas

MAIS: LIBERDADE PRA QUEM?
MAIS: 4 COMPORTAMENTOS MACHISTAS QUE PRECISAM SER ABORDADOS

Ter calma e paciência durante os nossos processos pessoais é respeitar quem somos. E talvez esse seja um passo de amadurecimento em uma luta que é tanto individual quanto conjunta, uma luta que só nós sabemos o quanto é difícil. Por isso, preciso que você compreenda, não estou falando sobre inercia, passividade, gratidão ou bater palma pro sol,  pelo contrário,  a nossa conversa aqui é sobre luta diária, mas uma luta que, no meio desse caos, abraça, antes do mundo, a nós mesmas. Uma luta por nossa saúde mental. O meu pedido é para que você se preserve.

Imagem: Pinterest

Receba no seu e-mail dicas/textos sobre Vida

Ludmila Bernardes

Colunista Superela

Mais textos

Leia temas do seu interesse:

/

Leia temas do seu interesse:

/

E-mails especiais
Faça parte da comunidade de mulheres mais empoderadas do mundo!
Escolha os temas que mais gosta
Quero!
E-mails especiais
Faça parte da comunidade de mulheres mais empoderadas do mundo!
Escolha os temas que mais gosta
Quero!