Receba nossos e-mails incríveis
NOVO App Clube Superela!! ♥
Pergunte e converse anonimamente
Amor Sexo Autoestima Corpo Vida Carreira & Finanças Beleza Estilo Vídeos
Escreva seu texto
Receba nossos e-mails incríveis

Leia temas do seu interesse:

/

Cultura do estupro: a publicidade que vende mulheres e não produtos

Denise Carvalho

Colunista Superela

Mais textos

Não é de hoje que a publicidade explora corpos femininos como uma forma de vender. Basta procurar por comerciais de cerveja, por exemplo. Apesar de podermos citar inúmeros casos de produtos que se apropriam desse recurso, os relacionados à bebida são os mais graves.

Um exemplo que beira o absurdo é o case da Nova Schin e seu “homem invisível”. O comercial veiculado em 2012 basicamente fomenta o assédio, quando mostra um grupo de homens imaginando como seria se fossem invisíveis. O que eles fazem é repugnante. Desde puxar os biquínis das mulheres na praia, até invadir um banheiro feminino.

Temos também o caso da Skol que em 2015 espalhou os outdoors com a mensagem “Esqueci o não em casa”. As peças causaram comoção social na época e o CONAR-Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária foi acionado. A resposta para a Pública, que questionou este caso e outros que também aconteceram durante o carnaval, segue abaixo:

“Não existem muitos casos de propagandas machistas no Brasil porque a publicidade brasileira é madura para perceber que a pior coisa que pode fazer é irritar o consumidor, seja ele mulher, homem ou criança. De qualquer forma, nós não temos uma declaração oficial a respeito desse assunto”.

Ou seja. Temos um órgão que deveria fiscalizar a publicidade abusiva, mas que não enxerga problemas nem em casos mais óbvios.

cultura-do-estupro-a-publicidade-que-vende-mulheres-e-nao-produtos

Ao tentarmos desvendar o mal pela raiz, percebemos que o problema já começa no mercado de trabalho publicitário. O projeto 65 | 10 faz referência ao fato de que 65% das mulheres não se identificam com a publicidade e com a forma como são retratadas e a outro dado igualmente preocupante: apenas 10% dos criativos nas agências brasileiras são do gênero feminino, o que gera um ambiente altamente misógino, como podemos ver nesta matéria, na qual uma grande agência premiou em sua festa de final de ano a colaboradora vencedora do “Prêmio Calota de Ouro”, referindo-se ao volume de sua vagina. Sim, isso INFELIZMENTE é verdade.

PARTICIPE: Desabafo sobre a violência que sofremos todos os dias
PARTICIPE: Como contar que sofri abuso?

Em uma cultura onde temos o machismo exaltado e como consequência os altos índices de violência contra a mulher, como por exemplo, o fato de ocorrer um caso de estupro a cada 11 minutos, precisamos urgentemente discutir o papel da publicidade e sua influência social.

Estamos falando de uma comunicação em massa, que atinge os lares brasileiros diariamente e pode ser assistida em TV aberta, vista na internet e em outros veículos de comunicação.

Mudando um pouco de assunto, mas ainda seguindo esta linha de discussão, vocês já ouviram falar em pink tax? Esse termo é usado para designar o valor que pagamos a mais em produtos iguais aos “dos homens”, por dois motivos. O primeiro é o design. O valor adicional é cobrado literalmente porque os produtos são cor-de-rosa. O segundo é o motivo pelo qual o design é modificado. De acordo com pesquisas de mercado, as mulheres consomem mais do que os homens, então as marcas se aproveitaram desses dados para atingir o público feminino criando a falda ideia de “exclusividade”, como se tivessem pensado em nós para criar algo personalizado, mas que na maioria das vezes só mudaram a cor mesmo.

Em 2014 a apresentadora Ellen DeGeneres fez um vídeo bastante didático e bem humorado sobre este assunto. Cliquem em “ativar legendas” e assistam abaixo:

Seguindo esta abordagem, temos também esse maravilhoso post do Buzzfeed, que fala sobre as “24 coisas que as mulheres finalmente podem fazer”.

Quando algo parece inofensivo

Nem sempre o machismo é perceptível à mentes menos desconstruídas. Mas não se engane: ele está presente também nos comerciais de produtos de limpeza estrelados exclusivamente por mulheres, nos de produtos de beleza que dizem o quanto embelezamos o mundo, como se essa fosse nossa função ou até mesmo nos discursos sobre a “supermulher invencível”.

Há algum tempo a imagem da mulher que trabalha, cuida do corpo e da casa e se sente o máximo por fazer tudo isso, vem sendo vendida como algo positivo. Porém, esse papel multitarefas é na verdade uma consequência de nossa inserção no mercado de trabalho não ter sido feita em conjunto com a divisão das tarefas domésticas. É como se tivéssemos conquistado o direito de trabalhar, mas ainda estivéssemos presas ao dever de cuidar da casa, dos filhos e do companheiro.

No caso dos comerciais voltados ao consumo de produtos de beleza, temos a imposição dos padrões inalcançáveis e o mito do que é ou não bonito. Isso gera diversos transtornos psicológicos, alimentares e é claro, frustração e problemas de autoestima.

Para quem quiser ler mais sobre este assunto, já falei um pouco sobre ele neste post aqui.

O que precisa mudar?

A resposta é TUDO.

Não podemos aceitar caladas uma publicidade que não só não nos representa, mas nos ofende e incita a cultura do estupro em uma sociedade puramente machista.

Enquanto ela for feita por homens e para homens, precisaremos lutar para sermos respeitadas e representadas.

Trata-se de uma mudança sociocultural que acontecerá com o tempo e dependerá de todas e todos nós. Por isso, não deixe de questionar, reclamar, debater e PROBLEMATIZAR. Se encararmos esses tipos mais sutis de violência como algo “normal”, sua evolução será inevitável.

RTEmagicC_itaipava_aline_riscado_propaganda.jpg

MAIS: CULTURA DO ESTUPRO: OS 33 MOTIVOS
MAIS: CULTURA DO ESTUPRO: NÃO SE CALE NUNCA!

Lembrem-se de que vivemos em um mundo no qual as opiniões são formadas pelos meios de comunicação. Sendo assim, se passar na TV que estamos aqui para sermos só uma opção de consumo entre uma cerveja de 300 ml e uma de 350 ml, é assim que seremos vistas (infelizmente).

Para saber mais

Pesquisa mulher na propaganda

A mulher publicitária, preconceito e espaço profissional: estudo sobre a atuação de mulheres na área de criação em agências de comunicação em Curitiba.

Imagem: Pinterest

Receba no seu e-mail dicas/textos sobre Vida

Denise Carvalho

Colunista Superela

Mais textos

Leia temas do seu interesse:

/

Leia temas do seu interesse:

/

E-mails especiais
Faça parte da comunidade de mulheres mais empoderadas do mundo!
Escolha os temas que mais gosta
Quero!
E-mails especiais
Faça parte da comunidade de mulheres mais empoderadas do mundo!
Escolha os temas que mais gosta
Quero!
Um email por semana só com o melhor conteúdo do Superela
Você vai adorar ❤
Obrigada!

Recebemos seu pedido de cadastro e enviamos a você um email com o link para você confirmar o recebimento dos nossos emails.

Por favor, acesse seu email e click no link de confirmação.


Click aqui para voltar ao site.
Não perca mais nenhuma novidade!
PGlmcmFtZSBzcmM9Imh0dHBzOi8vd3d3LmZhY2Vib29rLmNvbS9wbHVnaW5zL3BhZ2UucGhwP2hyZWY9aHR0cHMlM0ElMkYlMkZ3d3cuZmFjZWJvb2suY29tJTJGU3VwZXJlbGFPZmljaWFsJTJGJnRhYnMmd2lkdGg9NTIwJmhlaWdodD0yMjAmc21hbGxfaGVhZGVyPWZhbHNlJmFkYXB0X2NvbnRhaW5lcl93aWR0aD10cnVlJmhpZGVfY292ZXI9ZmFsc2Umc2hvd19mYWNlcGlsZT10cnVlJmFwcElkPTE3MTExNDI3NjM4MDkzNiIgd2lkdGg9IjUyMCIgaGVpZ2h0PSIyMjAiIHN0eWxlPSJib3JkZXI6bm9uZTtvdmVyZmxvdzpoaWRkZW4iIHNjcm9sbGluZz0ibm8iIGZyYW1lYm9yZGVyPSIwIiBhbGxvd1RyYW5zcGFyZW5jeT0idHJ1ZSI+PC9pZnJhbWU+
Curta o Superela no Facebook ❤
teste
teste
Os melhores conteúdos do Superela.
Um único email por semana.