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Ela não se propunha mais a levar uma vida normal de estudo, trabalho, lar… Detestava rotinas e hierarquias… Não se adaptava a direitos, deveres e todo lado sério da vida… Temia criar raízes e a responsabilidade de ter propriedades… Sentia-se bem com a ideia de conservar-se ociosamente disponível para experimentar tudo… Seu grande prazer estava em escrever; defendia que qualquer desperdício é criminoso quando se tem algo a dizer… Acrescentava ainda “a cultura não salva”, entretanto, encontra-se neste projetar-se a justificativa e a razão de ser.

Seu ego transcendia sua consciência, estava no mundo… Buscava a verdade e restabelecer sentido ao seu lugar que muitas vezes parecia desprovido de significado… Apesar disso nunca se fechou, pelo contrário, abriu-se ainda mais à caótica realidade do universo que a circunda.

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Médicos diziam que sofria de gastrite e refluxo; ela sabia que sua constante indisposição vinha da náusea provocada pela reflexão de suas intensas experiências… Frequentemente era invadida por um sentimento de descoberta da imprevisibilidade da vida.

Sentada num jardim publico, abaixo de uma enorme árvore florida, sentindo a grama pinicar seus pés e uma leve brisa tocar seu rosto questionou-se sobre a real relevância da individualidade. Sentiu-se vagamente inquieta ao deparar-se com o absurdo conceito das coisas… Vivemos para a morte.

Por mais aterrorizante que tal conclusão pudesse parecer, sentiu-se realizada, completa… Na experiência do nada emocional, da aceitação da própria finitude, viu na angustia uma razão para celebrar sua idade… Diante da insignificância dos tradicionais projetos humanos aos quais a sociedade impõe o valor de autenticidade ela percebe diversas possibilidades de existência e encontra coragem e vontade para olhar para frente.

Este momento foi extraordinário, iluminante… Ela estava ali, imersa num êxtase horrível no qual nascera algo novo, ela compreendia que sua existência não era necessária, mas perfeita gratuidade.

Consciente da sua liberdade, cheia de si mesma, escolhe que jamais voltaria a estar tão ocupada em fazer coisas que deixaria de respirar ou simplesmente estar ali… A partir daquele dia estava condenada a existir para além dos moventes e motivos dos seus atos… Seu limite era o de ser livre.

Lançada na vida, sem desculpas para não conseguir, seu projeto fundamental era ser ainda mais feliz. Conhecedora de que todos somos o que desejamos ser, pois é inevitável ser diferente. Que tudo que pensamos, concretizamos e merecemos. Que tudo são escolhas, por um motivo ou por outro.  E que não existe sobre ninguém nenhum poder que acorrente além daqueles que permitimos… Deduziu: a liberdade é incondicional e pode-se mudar uma escolha a qualquer momento.

Embriagada de alegria compartilha com amigos e familiares suas novas esperanças, mas, depara-se com uma queda e uma guerra. Sua experiência modifica-se quando subitamente o olhar alheio é fixado sobre ela, paralisando-a e a fazendo transbordar de vergonha e senso de inferioridade. Na ausência do outro tudo era mais fácil, pensa ela.

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Neste conflito, sabiamente, nega-se a enfraquecer-se. Reflete ela: se o determinismo não faz parte da minha existência, as coisas também são desprovidas de sentido em si e todos os valores são estabelecidos pelos homens individuais, assim, um valor não é superior a outro. O que pensam sobre mim já não me importa mais.

O desafio é não se perder nesta aventura absurda e na opressão da vontade estrangeira. Quando permitimos que o outro invada nossa subjetividade, deixamos de ser sujeito e passamos a ser objeto.  Para preservar a coexistência e a própria liberdade devemos reconhecer a autonomia do outro e legitimar sua conduta, embora escolhamos responsavelmente ser diferentes.

Imagem: Pinterest

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