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Amiga, os dias que estão por vir serão únicos, especiais e difíceis! Só quem passa por isso sabe como é. A exaustão misturada com o medo, a presença misturada com a ausência. A alegria misturada com a dor. Somos a dualidade em carne e osso. Esperamos ansiosas pela barriga, quando ela cresce reclamamos que não dá para dormir, que pesa, que atrapalha. Esperamos pela chegada do bebê,  quando ele chega entramos em pânico! Aguardamos ansiosas a alta hospitalar, quando ela chega pensamos como é que iremos para casa com um bebê. Um bebê, ora bolas! Cheio de necessidades, tão frágil, tão novo! Queremos amamentar mais que tudo e ai, bico racha, o peito sangra e perguntamos como vamos fazer isso por seis meses.

Ali, com o bebê no colo, nos sentimos muitas vezes a pior das mulheres. Como não reconheço o choro? Toda mãe que se preze sabe porque seu bebê esta chorando! Nos sentimos a pior mãe do planeta, simplesmente por fazermos mentalmente a pergunta: será que meu dia e meus horários voltarão a ser regidos pela minha vontade e não pelo choro descontrolado de um bebê? Tem pergunta mais egoísta que essa?!  Afinal, maternidade é amor, doação! E eu pensando nos meus horários, no meu sono, no meu tempo.

Nós, mulheres, vivemos uma luta ingrata com a perfeição, travada desde muito novas. Só que basta o teste de farmácia aparecer 2 tracinhos para sermos  bombardeadas de dicas, receitas e palpites de como fazer tudo. De como não ter azia na gravidez até como fazer a cólica do seu filho passar. Até ai, tudo bem, acredito que esses palpites podem ajudar muitas marinheiras de primeira viagem. O problema acontece quando palpites viram cobranças e julgamentos, quando somos forçadas a acreditar que não somos perfeitas para os nossos filhos, que não somos experientes o suficiente, boas o suficiente.

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O problema acontece quando setorizamos as mulheres em dois grupos: vencedoras e perdedoras; boas mães ou péssimas mães. Quando só existe um caminho certo e todos os outros se tornam errados. Assim, se você não teve parto natural, se não amamenta, se não alimenta seu filho com pedaços você cai, sem dó nem piedade, no grupo das péssimas mães.

Como sou sua amiga, devo te contar que existe sim o caminho do meio. Bater a papinha ou apelar para a mamadeira não irá tirar de você a medalha de melhor mãe do mundo. Então, acredite nos seus instintos, não esconda suas fraquezas, não tenha medo de ser imperfeita. Dane-se os julgamentos e as mães idealizadas! No fim, tudo vai certo e você será a melhor mãe para o SEU filho.

Por falar em julgamento e idealização, tente não jogar sobre seu bebê seus sonhos e aspirações. Quando imaginamos nossos filhos, ainda na barriga, sonhamos com bebês lindos, limpos, cheirosos e educados, mas, na vida real, muitas vezes ele vai estar com a fralda suja, o nariz escorrendo, comendo areia, pirracento e que mais tarde ainda pode ficar em recuperação em matemática. Ame-o assim mesmo, sem criar a expectativa do filho perfeito. Lembra como dói a cobrança de ser a mãe perfeita? Você e ele (ou eles no meu caso) são perfeitos um para o outro, com todos os medos, imperfeições e incertezas.

Por fim, saiba que esse período é muito solitário, mesmo cheio de gente em volta. Então, por mais que se sinta sozinha, não se assuste!  É um período onde temos que aprender a deixar de ser filha, construir uma relação, semear o amor. Sabe aquela coisa que nos vendem, enquanto estamos grávidas: olhei para o meu filho e me apaixonei! Então, nem sempre é assim e não precisa ser! O amor de mãe e filho é enorme, mas pode não ser enooorme desde o primeiro segundo. Outras vezes até é, mas é um sentimento tão diferente que demora um tempo para decifrá-lo.

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Essa é a incrível jornada da maternidade. O cansaço físico e a privação de sono podem ser torturantes, mas cada fase é única, aproveite! Pode parecer clichê, mas passa num piscar de olhos. Dê tempo ao tempo, não se cobre tanto, confie em você mesma. E uma grande dica: peça ajuda quando achar necessário. Lembre-se já passei por isso e sempre estarei aqui, para te dar todos aqueles pitacos! ;)

Um beijo e seja muito feliz nesta nova fase da vida!

Imagem: Pinterest

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