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Vazamento de fotos íntimas não é motivo de brincadeira – ou de campanha publicitária

Marcela De Mingo

Colunista Superela

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Se existe um lugar em que ideias machistas não têm mais vez, esse lugar é a publicidade. A internet e suas redes sociais rapidíssimas não perdoam qualquer ação que seja que coloque a mulher em um papel inferior ao do homem – quem lembra da campanha do Skol para o Carnaval com o seu ‘Deixei o ‘Não’ em casa’?. E em Cannes, não seria diferente.

O renomado festival publicitário, o Cannes Lions, tem feito o que pode para promover – e premiar – marcas que fazem campanhas que visam acabar com a distância entre homens e mulheres e promover uma cultura empoderadora. Porém, toda essa ação, que inclui uma categoria chamada Glass Lions, voltada para igualdade de gênero, foi ofuscada pelo vencedor do Leão de Bronze em Outdoor.

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A campanha vencedora, criada por uma equipe de brasileiros para a marca farmacêutica Bayer, tem o nome de ‘Mov’, fazendo alusão à extensão de arquivos de vídeos. A ideia da publicidade é fazer um link entre as filmagens e fotografias íntimas que são vazadas para a internet e a dor de cabeça que resolver esse tipo de situação pode causar.

Não é preciso explicar muito para saber o porquê da peça ter se tornado polêmica e ganhado um número enorme de críticas online. Tanto a agência responsável pelo ad, a AlmapBBDO, quanto o próprio festival foram alvo de comentários pesados por terem criado e premiado a tal publicidade.

Vazamento de imagens íntimas não é uma novidade, mas é um assunto muito sério. Sejam cliques de famosas nuas, selfies feitas para namorados e maridos ou até mesmo um clique para celebrar o próprio corpo, estas imagens são, como diz o nome, íntimas e não devem jamais serem usadas ou divulgadas sem o consentimento de quem as tirou.

Na realidade, isso parece um conceito difícil de entender, já que são muitos os casos de homens que publicam e dividem com amigos imagens de namoradas ou amigas nuas, como uma forma de se vangloriarem do feito ou de vingança, após o término. O resultado é uma cultura que continua vendo a mulher simplesmente como um objeto e, acima de tudo, como culpada por ser ridicularizada. Afinal, a culpa é dela por ter tirado as fotos, em primeiro lugar.

Segundo o site AdNews, a agência de publicidade responsável pela campanha liberou uma nota dizendo que  “não houve a intenção de tratar com indiferença abusos de qualquer natureza. Mas entendemos que pode ter havido interpretações diferentes da mensagem que a peça queria passar. A AlmapBBDO repudia a prática de filmagem não consensual e qualquer espécie de violência ou invasão de privacidade. Ficaremos atentos para evitar o problema no futuro”.

Porém, o estrago já havia sido feito. O meio publicitário, infelizmente, ainda influencia uma grande parte da população e mesmo que existam ações que estão, de algum jeito, rebatendo a cultura de objetificação da mulher, são casos como esse que fazem a luta feminista ainda mais necessária e importante.

É difícil pensar que a ideia da campanha não foi repensada muitas vezes antes de ser aprovada. Já existem outras campanhas, incluindo uma pela prefeitura de Curitiba, que é muito popular nas redes sociais, para evitar esse tipo de vazamento e conscientizar as pessoas de que isso é um crime previsto pela legislação.

O que precisa ficar, claro, no entanto, é que entanto em casos como esse, como em de estupro, a culpa nunca é da vítima. Cada pessoa é livre para fazer o que bem entender, dentro dos limites previstos pela lei, e fazer uma foto nua não é um crime: pode ser uma celebração do próprio corpo, uma forma de celebrar um relacionamento, de agradar o parceiro.

Diante dos protestos, a Bayer pediu a descontinuidade da campanha, que não chegou a ser veiculada, e a AlmapBBDO abriu mão do prêmio por conta da repercussão.

Imagem: Facebook / Pinterest

Marcela De Mingo

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