Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Levou um bom tempo para descobrir, todo mundo sabia, mas eu ainda não. Crush! O que ser isto?, pensei. Como sempre, recorri ao Google. Sim, eu ‘googlei” essa palavrinha. Então descobri que crush nada mais é que “engasgamento” ou uma “colisão”. No uso informal, seria ter uma “queda” por alguém. Descobri também que tinha meu passado e presente carimbado por eles. É que crush, apesar de referir-se ao ficante e paquera de antigamente, não vem e passa. Alguns deixam marcas.

Entre um crush e outro, aparece coisa boa, um em dez, mas aparece. Gente que você olha e torce pra ficar, sabe? É importante deixar claro que esse “gente boa” não está relacionado aos estereótipos comuns usados para julgamento, como: beleza, status ou coisa parecida. Não. Quando pré seleciono alguém, significa entrar no campo da sensibilidade. É achar interessante o modo como a pessoa vê as coisas ao seu redor. O jeito como sorri. Os livros e discos que fazem parte do que se tornou. É também a maneira como a pessoa em questão te deixa à vontade – tanto faz estar num restaurante super bem avaliado ou comendo qualquer coisa na pracinha do bairro. Diferenciar um crush dos demais é ser literalmente sapiosexual. 

Entendido isso, você começa levar um crush a sério. Não no sentido de achar que está namorando, nada disso, afinal, você é madura o suficiente pra entender a vida como ela é e isso envolve ter o tal do “timing”, saber se dá mais um passo ou não, se a outra pessoa corresponde, essas coisas. Mesmo assim, fica aquele sentimentozinho de “não vai embora, fica”. Você pensa isso várias vezes e suas atitudes começam materializar esse pensamento.

De repente, é você quem puxa assunto, que lembra da banda, do autor, do programa e do filme favorito dele. De repente, a segunda nem é tão chata assim, aliás, você nem lembra da segunda depois de passar o sábado e o domingo com uma companhia que valeu a pena. O engraçado é que, até aqui, parece que só você está “tão na dele”, mas não, ele corresponde. Porque você, novamente, madura que é, aprendeu diferenciar quando alguém está realmente afim. E ele está.

O crush que vale a pena, na maioria das vezes, dará sinais de que não é qualquer um porque quando é só mais um (aqueles com papinho furado, na maioria das vezes “galinha”) seria fácil já descartar. Mas não, esse te liga. Esse manda mensagem, manda música, manda ingressos de um filme bom, manda a real que está afim também. Ele não te chama pra sair só quando não tem nada melhor fazer, ele chama qualquer dia entre segunda e domingo, pra fazer tudo ou nada, ficar de boa em casa. E como esse “fazer nada” é bom!

Você, no auge dessa sintonia, começa até se policiar. Nunca se sabe quando a tal da paixão bate na porta – e não que isso seja um problema, mas você acredita que ainda é cedo. Antes mesmo da paixão vir, o apego vem. Ele vem e te deixa com um sorriso bobo na cara. Não é paixão, não é amor, mas não deixa de ser um sentimento gostoso. Traduzindo, seria uma espécie de “Olha, a gente não tem nada sério, eu sei, vamos com calma. Mas te curti demais e bem que você poderia ficar por mais tempo.”

ao crush que some

Pensamentos deste naipe te rodeiam. Mas… (quem passou por isso vai se identificar) o crush some. Isso mesmo. Você se preocupa achando que pode ter acontecido algo sério. Nada disso, ele está lá, mais saudável e lindo do que nunca. As redes sociais confirmam! Você não vê problema em procurar, sendo ligando ou mandando um simples “oi”. Ele, gente boa que é, responde. Você fica mais tranquila. Opa, nem tudo está perdido!

Conversa vai, conversa vem, combinam de sair. E é a mesma história, após dias, ele some do mapa. Você começa a ficar puta e com razão. Ensaia discursos sobre não gostar dessa brincadeira de “agora você vê, agora não vê mais”, então decide que precisa conversar sobre isso. Aí que mora a merda, desculpe a expressão. Quando chegamos ao ponto de “discutir relação” com uma relação inexistente, alguém, no caso você, está em maus lençóis. Você respira e liga. Conversa vai, conversa vem… Você não diz praticamente nada do que pretendia dizer, no máximo comenta (em tom de brincadeira) que ele sumiu. Aí vem a pior parte, ele não admite e age como se estivesse tudo bem. P-u-t-a-q-u-e-o-p-a-r-i-u!

A pessoa some por duas semanas e diz que é impressão sua e que ele estava ali o tempo todo. Pior, tem uma parte pior, gente: ele “dormiu”. Deus, por favor, me apresenta esse chá que o crush toma para dormir duas semanas seguidas porque necessito urgentemente. Será que ele não percebe o quanto isso é ruim, essa coisa de se encantar com alguém pra depois esquecer? Isso de sumir é pior que uma martelada no dedo. Que a vontade de espirrar e não conseguir. Pior que a sensação de ver seu celular cair e trincar a dela, ás vezes, no primeiro mês de uso. Mais desagradável que certos parentes nas famosas reuniões de família. A gente fica mau, porque ser transparente, ás vezes, tem seus contras.

Depois dessa ladainha toda e de palavras entaladas, das quais possivelmente nunca serão jogadas na cara de quem as merece, você decide deixar pra lá. Cá entre nós, ele não é o primeiro, isso também passa. Você, no melhor estilo “estava a toa na vida…”, escuta seu am.. ops, seu crush chamar. Para tudo! A pessoa some, você aceita, a pessoa volta. Vem com a cara mais lavada, de novo, como se nada tivesse acontecido. Você, sinceramente não o culparia se ele chegasse pra você e dissesse “não foi dessa vez”.

Você fica chateada porque a pessoa não tem a decência de te deixar em paz depois de se tornar “ghost” (outra referência que aprendi a pouco tempo). Você fica mau porque ainda lembra como foi chato o sumiço do dito cujo. O desaparecimento dele é mais que um mix das coisinhas chatas que mencionei porque todas elas você vê acontecendo, tem um porquê e um até quando para passar. O sumiço do crush, não. Esse fica no ar, mexendo com a ansiedade da gente. Desequilibra seu processo rumo a tal da inteligência emocional.

Afinal, por mais que se tenha aprendido com as decepções passadas e já tenha uma noção de como a banda toca, é inevitável ficar pra baixo. Por mais que a gente negue e repita frases do tipo “dane-se ele, não sabe o que perdeu” ou “nem era isso tudo mesmo”, no fundo você até chora e tem a “bad” como companheira por dias. E a bad te abraça, te aperta, te vira do avesso… Te chama de trouxa – é assim que você começa se sentir – e não adianta nada sua amiga tentar te colocar pra cima, a bad não deixa – pelo menos não por um bom tempo.

Situação constatada: estás na “fossa” por um crush. Você sabe que vai passar. Sabe também que vai aparecer outro ou outros. Acontece que, naquela fase, você não acredita que outro chegará à altura do seu atual crush. Podia ser qualquer um, mais fácil de superar, mas não, é ele. Sua mente e coração, de repente, retrocederam e no melhor estilo infantil: quer aquele e pronto. Então, depois de pirraçar com seu lado racional, você resolve que irá superá-lo, mas diz que crush nunca mais. Só que aí vem outra colisão, outra queda, outro… boom! E assim a história continua!

Imagem: Pinterest

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