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Você trabalha, cuida da casa e ainda é mãe. A sua rotina já é cansativa por si só e, com certeza, você gostaria de contar com o apoio de mais pessoas nessa jornada tripla, certo? Um novo estudo, no entanto, mostra que a situação não é assim tão boa para as mamães.

Segundo o site MommyNearest, em parceria com o YouGov, uma pesquisa foi atrás de saber o que as mães que trabalham pensam dos seus empregadores e os números, como você pode imaginar, são bastante chocantes: apenas 9% das mães com filhos menores de 18 anos sentem que tem qualquer tipo de apoio da empresa em que trabalham.

E mais: 42% das mulheres se recusam a aceitar um emprego que não tenha licença maternidade remunerada e a falta do apoio dos empregadores fez com que 1 em cada 8 mulheres peçam demissão dos seus empregos.

É muito fácil entender o porquê desses números, apesar deles ainda chocarem. Como as mulheres são consideradas responsáveis pela família, é claro que a ideia de que elas devem priorizar os filhos a qualquer outra seja dominante. Ou seja: no ambiente de trabalho as mulheres, que já são desvalorizadas por conta do seu gênero, ainda precisam lidar com a noção de que são mais importantes em casa do que no ambiente coorporativo.

Até mesmo por isso, é mais difícil para as que acabaram de ter filho voltarem para o mercado de trabalho, e muitas passam anos desempregadas por conta de serem mães. Isso é explicado também pela pesquisa, que mostra que apenas 15% das mães entrevistadas sentem que tem flexibilidade no emprego para adaptarem à sua rotina no trabalho com as necessidades dos filhos.

Empresas como o Twitter, por exemplo, tem tentado mudar essa visão de mundo, criando uma licença de mesma duração para pais e mães que acabaram de ter bebê e ainda desenvolvendo sistemas que incentivam e apoiam a criação dos filhos dos seus funcionários.

Pensar no bem-estar da mãe – e seus filhos – não pode ser visto como uma desvantagem para a empresa. Soluções como trabalhar no sistema home office algumas vezes por semana, definir horários de trabalho flexíveis e usar a tecnologia como uma ferramenta para melhorar a qualidade de vida da funcionária não só a mantém na empresa, como a incentiva a continuar trabalhando sem que ela perca o contato com os filhos.

Até porque de acordo com a pesquisa 27% das mães ficam muito preocupadas em deixar seus pequenos em uma creche ou escolinha enquanto estão trabalhando e uma criança em desenvolvimento se beneficia muito mais da presença dos pais.

Isso claro, é outra questão. As mães não podem mais serem vistas como totais responsáveis pela criação dos filhos. Em uma família, o homem e a mulher devem ter igual responsabilidade nessa tarefa e é imprescindível que os dois conversem com empregadores para que isso fique claro. Um dia em que a mãe está presa em uma reunião, por exemplo, o pai pode trabalhar remotamente para ficar com as crianças e vice-versa.

Esses dados são provas concretas de como o mundo corporativo como o conhecemos já não é mais adequado para este momento da história. Enquanto os jovens estão se mostrando cada vez mais abertos e priorizando a qualidade de vida, é preciso que as empresas percebam que esse tipo de cultura é desvantajoso não só para seus funcionários, como também para ela como um todo.

Imagem: Pexels / Pinterest

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