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Quando eu era pequeno, não sabia muito bem como funcionava. Cresci e sabe o que mudou? Nada. Continuo não sabendo como funciona. Alguém sabe? Leio muita gente falando que o certo é fazer x ou y, mas eu sempre fui do tipo que não seguia tantas regras assim sobre o que sinto e acabava seguindo sempre o que eu sentia, isto é, o que meu coração dizia.

O amor que a gente aprende a escrever se transforma quando a gente passa a viver amor. Tudo o que eu havia aprendido sobre o que era amor, tudo o que eu havia visto nos filmes, as cenas bonitas e as grandes reviravoltas dos desenhos, tudo isso caiu por terra depois que a vida adulta me mostrou que preciso aprender a jogar outros jogos além do disponíveis no vídeo-game.

Me vi numa situação em que não bastaria só dizer que eu gostava da pessoa, era preciso eu demonstrar que não gostava. Louco, né? É que se eu demonstrar menos, talvez, essa pessoa se interesse mais por mim. Meio que a vida adulta me ensinou que é proibido deixar alguém saber que você está gostando, se não, esse alguém some. De novo, louco, né?

Durante muito tempo eu lutei contra isso. Percebi que era um jogo que, por mais que eu o odiasse, era preciso aprender a jogar. Percebi que eu tinha que entrar no clima de demorar mais para responder do que eu gostaria. Era preciso dizer que “a gente vai se falando” sendo que a minha vontade era só dizer sim ou não sobre o que fazer na sexta. Era preciso alimentar a expectativa. Na verdade, era não, ainda é. Ainda é preciso tornar o sentimento refém para, quem sabe, outro alguém possa libertá-lo. A vida já é tão difícil e a gente ainda dificulta mais, né? É sim.

Por isso que no jogo do amor eu sou o pior jogador. Eu não sei jogar. Falar das vezes que me vi jogando não comprova que venci. No fundo, quando eu colocava minha cabeça no travesseiro, tudo que eu queria era chorar, porque eu não estava sendo quem sou. Chegar a essa conclusão me fez voltar a viver minha infância, lá quando eu gostava só por gostar, lá quando eu falava para a garota que eu gostava que eu só gostava dela, sem saber o que fazer caso ela respondesse sim. Era um sentimento bom. Cantava refrões sozinho e não conseguia disfarçar meu nervosismo quando a gente se via. Hoje, a gente mente até nos “hahaha” que digita. Eu não sei jogar mas sei o quanto posso perder por isso. Posso me ver em emboscadas sentimentais muitas vezes criadas por eu mesmo.

Mas eu não consigo ser diferente. Se eu gostar de você, você vai ficar sabendo. Se eu não gostar, não vou te enganar. Eu vou dar um jeito para que saiba o que sinto, sendo uma coisa boa ou nem tão boa assim. A principal escolha que fiz na vida é a de tentar ser feliz, mesmo sem saber se vou conseguir, mas, respeitando meu coração e o que sinto, eu sempre vou continuar tentando. Tente também. Se for para jogar, que seja jogar fora todas as regras que existem sobre o amor.

Imagem: Pinterest

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