Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

outros olhos
outro cabelo
outros
pés e dedosCharles Bukowski

Já se tinham ido cinco copos de cerveja e aquela maldita dose cor-de-rosa. Amnésia, chamava. Parecia um suco de tutti-frutti servido em um copo transparente, de plástico, desses que se acha em qualquer bar. Era para embriagar ao primeiro gole de tanto álcool disfarçado de açúcar. Haja vista que a fila para ele era enorme e mexiam-se como macacos para banana esses aí. Mal tomei a dose e me lancei ao andar de baixo do bar para dançar um pop punk tocado de uma cabine tosca. Não tinha mais nada para fazer naquele sábado que não ficar bêbada e dançar até meus pés serem comidos pelo definhamento da sola.  Uma boa transa seria um presente. Mas a verdade é que não pensava nisso. Quando você termina um relacionamento longo tende a agir de duas maneiras: ou fode, ou não fode. Eu não estava escolhendo nem um, nem outro. Mas a verdade é que não achava que conseguiria deixar minha boceta molhada por alguém dali. Isso até vê-lo no meio da pista.

Dançava desengonçadamente uma dessas músicas de bandas de festival. Metia a mão na cara com ares de quem já estava bem alcoolizado e se perguntava o que fazia ali. Não tinha nada muito especial. Cabelos ondulados. Barba. Camiseta solta. Casaco amarrado na cintura. Mas era uma bela combinação humana para um homem. O mirei e não disfarcei que parei o que estava fazendo para o encarar. Ao tirar a mão do rosto limpando o suor e respondendo “não sei” as perturbações mentais, ele também me notou. E ficamos os dois a se olhar distante como caça e caçador, sabendo que um poderia muito bem comer o outro ali. Adiantaria o passo para perto, não fosse aparecer outra fêmea que o notara e lhe tirasse um beijo. Ele mal retira os lábios dela e me fita. Voltando-se em seguida para ela. Que grande merda. Sem foda hoje, pensei. Segui bebendo. Não tinha paciência para essas coisas e perder tempo com vadios acompanhados era uma dor de cabeça de bordel. Desprendi-me a dançar. Outros copos. Outras doses. Fui ao palco. Deus me livre uma vida sem isso, repetia a mim, abraçando outros dali e cantando em um inglês enrolando algumas da década de 90. Não costumo ter muito equilíbrio quando fico bêbada. O que complica quando somo isso a flexibilidade que ganha meu corpo com álcool. Àquela altura, madrugada a dentro, sabia que estava em ar de plumas. Ah, amnésia. Achei uma das meninas com quem havia entrado no bar com aquele doce rosa. Tomo outros goles. Deus, estava feliz demais. O palco já virava minha casa. Cantava para a plateia como se fizesse um show. Nem parava para raciocinar a lógica disso. É uma coisa que só fazia. E era até mágico. Não precisava ter razão. Para dez reais, aquela festa parecia a melhor do mundo. Ali de cima mirei as pessoas e vi o da barba, cabelos enrolados, casaco na cintura. Estava só. A fêmea havia ido e eu iria chegar. Não tinha visto outros caras interessantes e minha boca pedia outra boca. Estava farta de cerveja.

– Você está sozinho? – que merda de pergunta! Gritei comigo assim que o abordei desse jeito, trazendo sua atenção para mim. Poderia ter falado tantas coisas, ou não ter falado nada. Achei ridículo.

Mas ele respondeu:

– Te vi desde que cheguei – e falou coisas mais que nunca saberei dizer o que foram. Só aproveitei que estava perto do meu ouvido e me aproximei mais, colocando uma das minhas mãos envolta do seu pescoço e deixando suas mãos envolverem minha cintura. Sorri olhando sua boca se movendo e falando coisas que não interessavam para mim. O beijei.

Cristo! Após dois anos beijando a mesma boca, encontrar outros lábios fazem de você uma virgem. Deixei que sua boca guiasse a minha até encaixarmos nossa língua numa dança de salivas. Ele puxou-me mais para perto. Caralho, estava me excitando. Solto sua boca. Olho seus olhos. Sorrio. O beijo com força. Que tesão!

– Cara, quero te dar, mas to menstruada – anunciei.

– Vem pra cima – disse, tomando-me pela mão e puxando-me para o andar superior.

Acima era bem escuro. Ambiente ideal. A foda que nem fazia questão poderia acontecer ali mesmo. E eu queria.

Ele me encosta na parede. Ah, me foda. Minhas mãos desceram à sua calça, abrindo o cinto. Já peguei alguns cintos. Aquele tinha um fecho fácil e isso estava me deixando a vontade com aquele rapaz. Deixava sua barba encostar meu rosto e sua língua se fundir com a minha. Abri suas calças e meti as mãos nos bagos. Delícia.

– Vocês serão expulsos se fizerem isso aqui – Caralho! Uma segurança do local mete uma lanterna na nossa cara e interrompe o coito. O pau dele estava duro e eu queria que me fodesse logo. Nem deixo a dona continuar e o tomo pela mão. Arrastando-o pelo bar com as calças abertas. Dane-se. Achei outra parede. Ele me força e beija-me da boca ao pescoço. Fecho os olhos e suas mãos vão ao meu zíper. Quando abre a segurança estava ao lado direito. Nem deixo-a falar. Puxo-o para baixo. Agora os dois com as calças arriadas.

– Vamos pra fora – o guio. Fecho o zíper. Aquele cara estava me deixando excitada.

– Puta que pariu, você é muito gostosa. Te vi quando entrou – falou de novo.

– Achei que você estivesse com namorada.

– Que nada.

– Mano, só me coma. Entra aqui.

– Mas é a Polícia!

– Vem de boa.

– Tem que ver se não tem câmera.

– Não tem não. Só vem.

O prédio era da Polícia Civil. Enfim poderíamos dar um pouco de prazer àquele lugar. Encostamo-nos em um vão onde havia algumas tábuas e outros materiais de construção. Era estreito e não passaria ninguém. Ele olhou para cima buscando alguma câmera enquanto abri sua calça. Tirei o pau para fora. O beijei e comecei a masturbá-lo. Ergui sua camisa e lambi seus mamilos. Ele me encosta na parede com força e retira meu short. Mesmo menstruada enfiou a cara na minha boceta. Cristo, ele estava fazendo isso mesmo. Meu clitóris dançava na sua língua e meu corpo se esguia para cima e para baixo enquanto meu quadril rebolava comandado pelo tesão.

– Cara, me coma – insistia. Queria aquele pau em mim – Tem camisinha?

Nem o vejo retirar o pacote e noto seu pau encapuzado. Protegido para entrar em mim.

Viro-me e estico as mãos à parede, empinando a bunda em sua direção. Ele entra em mim. Que delícia! Começo a gemer enquanto ele entra e sai. Me comeria com força. E aquilo me deixava mais molhada.

– Puta que pariu. Você é muito gostosa. Não sei o que fazer contigo – repetia.

– Só me fode – Naquele vai e vem, seu pênis desencaixava de mim e ele pedia desculpas. Achava graça da forma delicada e brusca com que me fodia naqueles escombros.

– Me chupa – pediu.

– Viro-me e retiro a camisinha metendo seu pau na minha boca, enquanto masturbava meu clitóris. Ele suspira. Não sei se foi a bebida, mas aquele pau estava delicioso. Ele empurra minha cabeça. Então goza na minha boca.

– Caralho, você é muito gostosa.

– Mano, você que é muito gostoso – e realmente era. Estava ofegante. Ele tinha me cansado. Foder em pé em lugar qualquer não provê nenhum conforto. Mas a adrenalina excitava. Não havia gozado como ele. Então não seria aquela a última foda. O sol nem tinha nascido. Queria mais um coito – Eu só to com sede pra caralho.

– Vamos voltar pro bar e aí a gente pega água.

– A gente dá um pulo no banheiro. Toma da torneira mesmo.

– Pode ser.

Saímos de mãos dadas conversando coisa qualquer. Caralho. A foda havia sido boa mesmo. Entramos no bar, corri ao banheiro, deitei sob a pia e tomei água. Ele me esperava na porta. Pegou minha mão e saiu comigo. Olhei o relógio: 5 horas. Disse para irmos a outro lugar e enquanto passávamos a porta encontrei uma das garotas que foi ao bar comigo, sentada na calçada agarrada em um cara.

– AMIGA! – grita com o sotaque castelhano, chamando atenção de todos.

– Você tá aqui, sua puta! – a recebi.

– Miga, pega a chave de casa. Não vou voltar.

– Ah! Vou levar aquele cara pra lá, beleza?

– Miga, leve! Aproveite!

– Te amo, miga! – e dou um selinho nela. Estávamos bêbadas. Havia cinco dias que estava dormido em sua casa e coroaria a cama acolhida com uma foda. Seria perfeito.

– Mano, minha amiga deu a chave da casa dela. Ela veio do Peru pro Brasil.

– Caralho! Vamos fingir que somos do Peru e entrar nesse prédio, como hóspedes.

Claro que sí!

De mãos dadas e sorrindo, com as roupas sujas se não de sangue de menstruação, de terra, entramos no prédio desdenhando o porteiro e entrando no elevador. Coloco o último andar.

– Já comeu alguém no terraço? – perturbei sua mente. Ele me beija e fala coisas sobre mim. Não estava interessada em saber, só em ouvir sua voz tranquila e doce, sentir sua boca na minha e sua barba no meu rosto. Nem me dei conta no número de andares que subimos. Ao abrirem-se as portas fui atrás de uma que nos levasse ao terraço. Encontrei-a à esquerda. Ele me segue. Após ela, outra porta e então uma porta pequena. Que exigia um agachamento para ser cruzada.

– Puta que pariu! Caralho! – adorava aquela sequencia de palavrões que saiam de sua boca – Olha isso, mano. Dá uma tirinha muito massa.

– Uma tirinha? Você desenha?

– Eu sou cartunista.

– Porra! Que massa!

– E meu, isso dá uma tirinha muito louca.

– Sim, mano! E, cara, isso aqui é alto pra porra – falo me apoiando na beirada do prédio e vendo os passantes da Augusta como formigas. Olho para trás e o vejo em uma parte superior. Uma escada apoiada na parede levava ao para-raios do prédio. Encontro-o ali em cima e ele arranca meu short.

– Puta que pariu, você é muito gostosa – repetia diversas vezes enquanto ofegava, me beijava e me tocava. Logo viro e me apoio em um bloco de concreto. Conseguia ver a rua pequena abaixo, os prédios e o horizonte, que logo receberia raios do sol para dissipar as nuvens. E só pensava que queria gozar ali mesmo enquanto ele me fodia por trás. Já dispensávamos a camisinha e seu pau ficava quente em contato com minha boceta, levando-me ao delírio. Gemia alto como puta que é paga para isso. Nem sabia seu nome, mas isso não estava na lista de prioridaaaaaaaaaaaaaaaaa – vou gozar! Ele se adianta e goza primeiro. Tira o pau com pressa e lança esperma pra baixo. Deus, estava pegando fogo de tesão.

Nos beijávamos como dois pecadores. Mas não nos distanciávamos ao avançar das horas. Pegamos o elevador e passamos pela recepção gargalhando, sem dar satisfação as ovações do porteiro que ficou para trás. Fomos ao metrô, compramos uma coca-cola e uma água e descemos na Liberdade.

O sol já aparecia nem tão tímido e conversávamos sobre várias coisas que nem lembro. Eu só o admirava. Ou estava muito bêbada ou realmente era muito lindo. Um pouco dos dois. Não soltei sua mão até a entrada do prédio. Elevador. Sala. Quarto. Cama. Agora sabia seu primeiro nome e ele, o meu. Nos despimos e na dança da cama me dobrou do avesso. Ele era extremamente excitante. Gozou pela terceira vez e deitou-se nu com os braços abertos. Encostei minha cabeça no seu peito. Dei-lhe um beijo e fechei os olhos. Estava quebrada. Só queria dormir. Que fodAS! Pensava comigo em glória.

Foram só três horas de descanso. Logo sinto sua barba no meu pescoço, peito, barriga. Era ele me acordando, já subindo em mim e deixando-me sem reação. Queria aquilo. Cristo, por que não era acordada assim todos os dias? Iamos trepar. Não há lugar em mim que não tenha tocado. Levou-me ao céu. Quarta foda. Gozei. Não sentia minhas pernas e estiquei-me na cama. Ele deitou-se sob mim e mirou meus seios:

– Caralho, olha isso. É muito lindo. Você se olha no espelho e fala o quanto seus seios são lindos?

– Não – respondi após uma pausa, e rindo.

– Sabe de nada – e encosta a cabeça neles. Mexi no seu cabelo.

– Você é lindo.

– Sem barba pareço um bebê.

– Nem deve. É lindo. Gostei de você. Mas eu to indo embora.

– Você não é daqui?

– Sou do Sul. To indo hoje. Será que vou te ver de novo?

– Não sei. Quando vier a São Paulo, vá nas mesmas festas. Deixe a magia acontecer – rio disso – Sabe que eu te vi desde que entrou na festa. Você é linda. E você sabe que é linda. Só uma mulher que sabe que é linda abre mão do cabelo – estava fascinada por sua voz, cabelos, barba e jeito. Deitado sob meus peitos estava eu no melhor lugar para um domingo de manhã. Ele falava sobre fazer a tirinha. Elogiava minhas tatuagens. Citava desenhistas. Mas eu só prestava atenção na sua boca se movimentando e no castanho do seu olho. Não estava só bêbada. Ele realmente era lindo.

Ao meio-dia, alcanço-lhe um copo de água. Ele veste-se. Nega um banho e vai embora.

Nunca mais o veria. Mas as fodas boas começam e terminam assim.

Agora, só queria saber que porra cor-de-rosa era aquela que eu bebia.

Imagem: Pinterest

 

Área especial sobre Orgasmo Feminino

Sabia que a gente tem uma área especial sobre Orgasmo Feminino com muitas dicas, técnicas, fotos e vídeos?

Veja uma prévia do que espera por você

Você ainda poderá participar do nosso grupo fechado no Facebook e tirar dúvidas com uma Sex Coach, além de falar sobre o assunto com outras mulheres!
Vamos nessa? 😉

Acessar o especial Orgasmo Sozinha
@ load more