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Pretty Little Liars e porque precisamos parar de competir com outras mulheres

Marcela De Mingo

Colunista Superela

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Rivalidade feminina: até que ponto sabemos exatamente o que isso significa? Se pudéssemos usar um exemplo bastante palpável, esse exemplo teria um nome específico: Pretty Little Liars.

A série, que tem uma pegada teen bastante forte, conta a história de quatro meninas que se envolveram em uma série de crimes, a começar pelo sumiço de uma de suas amigas, Alison. A premissa é cativante e o ar de suspense com certeza conquistou um público ferrenho – inclusive essa que vos escreve –, que ficou enlouquecido tentando descobrir quem era o famoso ‘A’, o vilão da série que perseguia as quatro meninas a torto e a direito.

Acontece que essa mesma premissa que conquista também é muito traiçoeira. Isso porque o tempo todo as personagens Aria, Spencer, Emily e Hanna são jogadas uma contra a outra.

Claro que parte da trama é fazer com que o espectador duvide de todo mundo, em um momento ou outro da trama, mas a questão é que ela sempre acaba tornando o relacionamento dessas quatro meninas algo muito mais complicado do que precisaria ser na realidade.

A própria Ali, aliás, é o tema central de toda essa rivalidade. Ela colocava as próprias amigas umas contra as outras, uma forma de competição para saber quem seria o braço direito da abelha rainha: a própria Alison, que constantemente lembra as meninas que é por causa dela que todas são amigas.

Para isso, ela usava de uma série de ferramentas, principalmente o bullying, para manter o seu reinado. Vivia fazendo chacota de Hanna por causa do peso, usando do caso do pai de Aria para controlar o comportamento da menina, ficava de olho no uso de drogas de Spencer e dava diversas indiretas sobre o lesbianismo de Emily, tudo para criar uma rede de segredos e mentiras entre todas elas.

Os segredos foram tão fundos e a desconfiança entre elas se tornou grande que é impossível uma não desconfiar da outra quando Ali desaparece: afinal, ninguém gostava dela de verdade, mas a vontade de ficar perto de quem era ‘popular’ era grande demais.

A competição entre mulheres é algo tão comum que pode passar despercebido. Mas, na contramão, percebemos a necessidade de mudança quando o feminismo fala sobre sororidade, ou seja, o ato de mulheres se verem como irmãs e se apoiarem mutuamente.

A questão da competição surgiu, historicamente, pela necessidade de toda mulher encontrar um marido ‘digno’, um homem para sustentar a si e seus filhos e o que começou como uma busca pelo homem ideal se tornou um comportamento comum, já que, vistas como inferiores aos homens, as mulheres precisam fazer de tudo para conquistar o seu lugar ao sol e provarem de alguma forma que são melhores que as demais.

Claro, a série tem muitos pontos positivos: o simples fato de ser protagonizada por 4 meninas que não falam só de garotos já é um verdadeiro avanço para a televisão – e para a representatividade feminina na mídia como um todo – mas ainda assim existe esse aspecto que não pode passar despercebido.

Precisamos parar de competir umas com as outras e de colocar esse clima de competição em programas que são assistidos por adolescentes e que usam dessas séries como uma fonte de inspiração. Ser a abelha rainha não é vantagem nenhuma quando as suas amigas vivem com a autoestima tão em baixa que não conseguem demonstrar carinho por você.

Marcela De Mingo

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