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Todo mundo sabe que as crianças são muito inocentes, mas também sabem como machucar uma outra pessoa. Principalmente quando o assunto é a aparência de alguém, que constantemente ganha comparações e até apelidos maldosos.

Yulianna Yuseff é uma jovem de 22 anos que sofreu muito bullying quando era mais nova – e até hoje, na verdade. Isso porque ela nasceu com uma centena de pintas amarronzadas no corpo, que lhe renderam o apelido de ‘dálmata’ e até de ‘vaca’, quando era menor.

Yulianna nasceu com as manchas nos braços e pernas, incluindo uma mancha grande que ocupa a maior parte das suas costas e, por conta disso, ela era constantemente vítima desses comentários na escola.

No entanto, ela provou que é muito mais do que a sua aparência e já angariou mais de 24 mil seguidores no Instagram ao disseminar uma mensagem de positividade e de aceitação do corpo.

As pintas no corpo da ucraniana não são apenas marcas de nascença. Elas são resultado de uma condição chamada nevo melanocítico congênito e que ocorre em apenas 1% da população mundial. Nesse caso, as células de pigmentação da pele não se desenvolvem da maneira que deveriam, resultando em manchas por todo o corpo.

“Do momento em que eu nasci, era possível ver que tinha algo errado com a minha pele”, disse ao jornal britânico Mirror. “Os médicos ficaram chocados porque nunca viram um caso tão extremo como o meu. Tinham muitas pintas pelo meu corpo e eles falaram para a minha família que não sabiam quanto tempo eu teria de vida. Eles me deram horas de vida e todo mundo ficou muito triste. Mas eu sou teimosa e continuei vivendo por dias que viraram semanas, que viraram meses, que viraram anos, e eu ainda estou aqui!”

asking about repost !Today i want to tell you about one important subject for me, it concerns to thousands people like me. However, this conversation will be about my particular feelings. As you can see in the photo, my skin is not the same as yours. And it is very noticeable because I'm all strewn with brown spots of various sizes, which are called – #birthmarks . It is not hereditary and occurs with one person per 500.000 The most common question I hear is “where did they come from?”. Well, I was born like that. There can be a lot of guesses, assumptions and other things, but nobody knows the true origin ( except the physiological processes in the body, such as the generation of abnormal (excessive substance called " #melanin ", which gives the pigmentation). In those times when I was born doctors didn’t face with such diagnosis at least in Ukraine and gave not favorable prognosis. But my mom has never gave up and didn’t listen to anyone , she was always looking for any information. You even cannot imagine how many people we met and how many treatments we have tried. Only when I turned 7 years old, we found out how it is called and how people can live with this. Moreover, it is possible to do a surgery , such as skingrafting. In my case it could be more than 12 operations. But of course no one gave promises or any guarantees that it will not exacerbate my condition. We decided not to do that cause of personal reasons which I prefer not to point. So why I am writing this? In order to try to convey people once again that I and such people are not "lepers". No need to feel an aversion to us, all the people on Earth have birthmarks (Vetiligo etc.) on theirs body. We just have them in bigger quantities and in different sizes. I can give you one simple example of my life. I love summer and sun which is forbidden for people with moles., as well as many other joys of this time of year. But when the heat comes – it becomes a disaster for me cause it is very difficult morally to put on some open clothes Why? Why do I feel slighted? Because the majority of people are beginning to show with all their appearance that I differ from them.CONTINUE 👇🏻👇🏻👇🏻

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Essa positividade de Yulianna é o que chama tanto a atenção na sua conta no Instagram. Ela, que afirma online que ‘algumas pessoas têm dificuldades de entender que todo mundo é diferente’, se sente muito feliz e grata por estar viva e que isso é o suficiente para ela não deixar que os bullies afetem a sua autoestima.

A jovem até mesmo começou umas hashtag chamada #bareyourbirthmark, algo como ‘mostre a sua marca de nascença’ em português, para incentivar outras pessoas a também perderem a vergonha de mostrar as suas marquinhas no corpo. Por conta disso, Yulianna conseguiu muitos fãs, pessoas que as veem como uma inspiração.

A ucraniana usou algo que poderia ser visto como ‘ruim’ para disseminar uma mensagem empoderadora e não há nada mais inspirador do que isso. Entender que a nossa imagem é apenas isso, uma imagem, e que ela não define quem nós somos de verdade é o melhor caminho para aceitarmos o corpo que temos e usá-lo como uma ferramenta para empoderar a nós mesmas e aos outros.

É questão de encontrar a beleza onde ela não parece estar e ver que todas as pessoas, por mais diferentes que sejam, são lindas à sua maneira. E aceitar que toda mulher merece se sentir maravilhosa, sempre, sem medo de ser julgada porque ela tem uma pele de diferente.


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