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Pense em uma modelo. O que vem à mente? Com certeza uma mulher com o corpo de Gisele Bündchen ou de Adriana Lima. Hoje em dia, no entanto, existem tops que levam a representatividade para a moda, mostrando que existem mulheres diferentes do que apenas as magras e altas que ganham destaque na mídia.

Ashley Graham é um desses casos. Uma das modelos plus-size mais famosas do momento, ela já foi capa da icônica revista Sports Illustrated – que mostra apenas mulheres de biquíni – e se tornou referência no cenário fashion. Agora, Ashley quer usar a sua imagem com um propósito: acabar com as críticas aos corpos femininos.

Em uma carta aberta escrita para a revista ELLE norte-americana, Ashley comenta que é hora de mulheres pararem de comentar sobre o corpo e o peso de outras, principalmente porque isso dá força para que os padrões de beleza continuem rodando na sociedade e as mulheres se vejam como inimigas.

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“Não importa quantas conferências empoderadoas, TED talks e posts de blogs existem por aí, as mulheres continuam falando mal umas das outras por causa da aparência. Criticar um corpo não é só falar para uma garota gorda que ela precisa se cobrir. É me fazer sentir vergonha de me exercitar. É dar uma conotação negativa para ‘magra’. É querer que eu seja plus-size, ou assumir que eu estou grávida por causa de uma barriga inchada. Que tipo de exemplo estamos passando para as jovens garotas e a sua autoestima se nós, adultas, estamos no Instagram chamando outras mulheres de ‘covardes’ por perder peso ou de ‘feias’ por estarem acima dele?”

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Ashley fala especificamente dos comentários que recebe nas redes sociais que criticam muito o seu peso e o fato dela fazer exercícios físicos. Ao que tudo indica, o medo dos seus seguidores é que ela fique magra e deixe de ser um exemplo. Ela, no entanto, diz que nunca esteve tão gorda na sua vida e que isso não é motivo de críticas ou elogios. Ela está feliz com o seu corpo e a sua presença nas mídias sociais não é para reforçar o seu papel como uma mulher ‘plus-size’, mas sim para mostrar para todas as mulheres que algum dia se sentiram desconfortáveis com os seus corpos que é possível amar a si mesma.

Se você vir outra mulher tirando uma selfie ou uma foto dela mesma de biquíni, encoraje-a porque ela se sente linda

“Eu tenho muito orgulho do meu trabalho como modelo e ainda mais orgulhosa do trabalho que fiz para conscientizar as pessoas sobre uma visão positiva do corpo e a diversidade de tamanhos na moda. Eu entendo que as pessoas olhem as minhas fotos para ver uma representação diferente de beleza, uma que é muitas vezes excluída da minha e das campanhas. Quando elas olham para mim, elas se veem, e talvez é por isso que me ver comendo um hambúrguer faz algumas pessoas se sentirem bem sobre comer o que quiserem. No entanto, eu recuso deixar que os outros ditem como eu vivo a minha vida e como o meu corpo deve ser para o seu próprio conforto. E vocês também não”, diz.

Com isso, ela diz que a sua carreira lhe deu uma plataforma para não deixar que essas coisas passem batido e que é a hora de esses comentários darem lugar à uma cultura de apoio e aceitação mútua.

“Nós não podemos criar mudanças até percebermos as nossas próprias ações. Se você vir outra mulher tirando uma selfie ou uma foto dela mesma de biquíni, encoraje-a porque ela se sente linda. Não olhe torto para ela porque você acha que ela ‘se achando’. Por que gastar tempo e energia espalhando a negatividade?”

Imagem: Instagram / Pinterest

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