Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Sempre me doo, involuntariamente. É que aprendi muito cedo que a vida é assim: quando a gente se dispõe a viver em harmonia com o mundo, tem que doar um pouco de si algumas vezes. E isso, certamente implica em se doer, de uma forma que não evitamos nem se quisermos. Mas mais importante que reconhecer isso, é saber que, com cada ação, levamos dentro do peito várias lições…

Eu, por exemplo, aprendo diariamente (com os trancos e barrancos), que algumas pessoas nunca vão compreender que ser bom é diferente de ser tolo. Que oferecer ajuda não é o mesmo que pedir algo em troca. Que ter amor não implica em esperar qualquer retribuição que seja distante de respeito. Que uma vez lançada, a palavra não tem volta. Que as mágoas têm perdão, mesmo que não mereçam. Que nem sempre o seu coração vai ser reconhecido por suas verdadeiras intenções: algumas pessoas simplesmente nunca vão se importar.

Ao mesmo tempo, o passar dos dias mostra que tudo isso nem sempre é ruim. A partir do momento em que a gente toma cada dor como aprendizado, nosso coração se acalma. E consegue ter clareza para perceber que também sempre existirão aquelas pessoas que vão receber nosso sorriso com delicadeza. E abraçar nossas aflições com força, nos dando a certeza de que “vai passar”. Pessoas que, por conhecerem tanto a verdade dos nossos olhos, nunca vão duvidar do que a gente carrega por dentro, como intenção. E por isso, nunca vão julgar nossas escolhas, nossas palavras, nossas decisões. Mesmo se aparecerem as mudanças provocadas pelo tempo, pelas distâncias e por nossas novas vivências. Porque elas (as mudanças) sempre aparecem. E cabe a nós encara-las com coragem e destreza.

A verdade é que a gente nunca se perde da própria essência: ela está em cada passo que a gente dá, no caminho das escolhas que fazemos a cada minuto. A gente também não perde por ter um coração generoso, preso nas gentilezas e bondades que também nos cercam. Mas temos a chance de ir pelo caminho mais longo, que é apoiado na compreensão e nos ensina a espera; e temos também a opção de ir pela estrada mais curta, que diminui nossa chance de aprendizado e, algumas vezes, nos tira a graça de vencer pelo mérito do nosso próprio esforço. O grande lance é que nenhum deles é melhor ou pior: o que determina o lugar que vamos chegar e como vamos chegar, somos nós mesmos.

Eu nunca perdi por ter um coração que sorri, que abraça, que cuida, que guarda, que liberta, que acarinha, que olha com ternura, que deseja o bem, que ama incondicionalmente. Já tive sim, o coração partido um milhão de vezes e sei que continuará sendo desse jeito. O que muda não é em quantos pedaços ele se desfaz, mas o que eu faço para colar cada pedacinho.

Ultimamente, tenho pintado os dias com aquarela e nanquim, tomado chá e feito planos. Ajuda a manter o coração aquecido e a alma tranquila em dias de caos.

Imagem: Pinterest

@ load more