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É difícil compreender porque tantas pessoas tem problemas com a amamentação em locais públicos. Um bebê, por ser como é nessa fase da vida, não entende que existem ‘horas’ e ‘lugares’ certos para comer e pede o peito da mãe quando lhe é conveniente. Mas, a sociedade – muito da machista – ainda acredita que uma mulher não pode alimentar o bebê na frente de outras pessoas, como se isso fosse um pecado ou algo errado.

Wittney Hope é uma dessas mães que, infelizmente, precisou lidar com o preconceito de amamentar em um local público, a loja norte-americana Dillard’s, e foi praticamente expulsa do local por dar de mamar ao seu bebê. Em sua página no Facebook, ela contou que seu neném começou a ficar inquieto, e decidiu para um canto mais isolado da loja alimentar a criança, apenas para ouvir da mesma funcionária que disse que não teria problemas de que ela não poderia alimentar a bebê ali.

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“Eu procurei por uma área mais isolada para alimentar a minha filha. Quando o encontrei, perguntei para uma funcionária se tudo bem ela comer ali e ela acenou que ‘sim’ com a cabeça. Eu não me cobri, mas discretamente puxei a minha blusa para baixo e a cabeça da minha filha cobriu o restante, enquanto ela mamava. A mesma funcionária então me disse que eu não poderia ‘fazer aquilo’ ali. Ela me disse que eu deveria ir para o banheiro. Eu fiquei muito chocada porque ninguém nunca comentou sobre isso comigo nos 18 meses que eu tenho amamentado. Ainda mais outra mulher, possivelmente uma mãe também. Eu perguntei de novo para ver se tinha entendido. Ela, irritada, me deu as direções para o banheiro de novo. Eu tenho certeza que a minha filha faminta entenderia que nós precisaríamos fazer uma pequena jornada para que ela pudesse comer… SÓ QUE NÃO”, escreveu no seu perfil.

Uma questão que nem Wittney – nem todas nós, para falar a verdade – não entendeu é porque ela não poderia alimentar a sua filha ali, na loja, quando existiam imagens gigantes de mulheres de sutiã, com o rosto cortado, exibidas pela loja. Se a questão era mostrar o peito, então não haviam motivos para a proibição justamente por causa dessas fotos. A mãe decidiu sair da loja depois da confusão e fazer uma reclamação formal com a gerência do estabelecimento sobre o caso.

“Por que é aceitável ter na parede uma foto imensa de peitos, mas eu não posso alimentar a minha filha?”, questionou.

A amamentação é um ato natural, e muito necessário, para o crescimento dos bebês. O número de pessoas que não passou por um processo natural de amamentação é muito menor do que as que passaram, por isso, é difícil entender porque existe um preconceito tão grande com amamentação em locais públicos.

Ainda mais com a orientação do Ministério da Saúde da alimentação livre-demanda, isto é, quando a mãe não determina a hora da mamada do bebê, mas deixa que ele peça pelo alimento quando sente fome, como uma forma de ensiná-lo de forma natural sobre a sensação de satisfação, é totalmente incompreensível o porquê de existirem tantas pessoas que não aceitam ver uma mãe alimentando uma criança quando ela precisa.

Imagem: Facebook

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