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Assim como a grande maioria das pessoas que habitam esta terra, também já me fudi com relações amorosas. Em meu último relacionamento, fui traída e, consequentemente, isso me devastou como mulher, levando toda a minha autoestima e confiança pro ralo. Passei por todas as fases do “pós termino”, me questionava em relação ao meu corpo ou meu jeito de ser, me cobrava por não ter sido “isso” ou “aquilo”, odiei meu ex e a todos os homens da face da terra, tive meu momento “casulo” onde não queria nada com nada, momento “badalação” onde o que me importava era sair, sair e sair… Até que fui me reencontrando aos poucos.

Uma das coisas que mais me incomodava ao pensar na “triste” realidade de estar solteira era como iria enfrentar meus finais de semana alone. Naquela época eu não sabia, mas ainda iria aprender a me amar completamente. Foi aí que iniciou-se meu processo de amadurecimento e redescobrimento. Chutei o balde e passei a me concentrar no que verdadeiramente importava para mim: família, amigos, faculdade, trabalho, novos projetos. Passei a viver única e exclusivamente para mim e por mim, já que precisava desesperadamente me reencontrar.

Foda-se o que vão achar só porque estou no cinema ou viajando sozinha, é do caralho você curtir a sua própria companhia e, a partir do momento que você não se preocupa com o que os “outros vão pensar” sobre isso ou aquilo, você acaba se colocando em primeiro lugar.  E é aí que o negócio começa a ficar empolgante e você acaba sendo o centro das suas atenções.

Adoro ter milhões de coisas para fazer em um final de semana e no outro não ter absolutamente nada, ficar apenas colocando minhas séries em dia. Sair com os amigos, com meus pais, sozinha, viajar em um final de semana qualquer. Sem rotina, cobrança, controle ou ciumes. Vivendo o inesperado. Descobri coisas novas, coisas que estavam adormecidas, e comecei a olhar com outros olhos para o que nem imaginava que faria. Neste meio tempo, descobri que amo escrever e hoje estou aqui no Superela como colunista contando esta história a vocês e estou muito feliz, vivendo o meu mundo de possibilidades que não para crescer.

Estar solteira não é sinônimo de solidão ou sarração 24hs por dia – ou sim, mas só se você tiver afim. Estar solteira é estar consigo mesma, ser livre e escolher-se em primeiro lugar. Não tô solteira porque sou feia, chata, infeliz, “fácil de mais” ou porque ninguém me quer. Não sou “coitadinha” só porque sou a única solteira da rodinha. Nem ligo se fulano ou ciclano vive a perguntar “E ae, tá namorando?”, não, não tô, tô solteira, e estarei assim até quando eu quiser.

Tô solteira porque quero. A questão é: estar com alguém não é sinônimo de felicidade! Para ser verdadeiramente feliz você só precisar estar bem consigo mesmo e mais nada. Namorar não deve ser por necessidade. Não se submeta ao que o mundo quer que você faça. De longe, percebo, que estou infinitamente melhor, simplesmente porque me permiti ser livre. Escolhi viver ao máximo, ansiando cada vez mais por coisas novas e lindas. Claro que a gente quebra a cara, mas aprendi a dar valor para esses momentos bad da vida porque tudo gera experiência e, quando se trata de experiência, a gente só tem que agregar mais e mais na bagagem.

Nesses 3 anos de solteirice passei por um processo de “arrumação interna” e estou apenas na ponta do iceberg, um degrauzinho de cada vez, vivendo em constante mudança, em busca do que me deixa feliz. Hoje, me sinto dona das minhas vontades e desejos, amadurecendo e me descobrindo como mulher. Não foi e nunca será tarefa fácil, mas posso dizer de todo o meu coração que estou vivendo a melhor fase da minha vida, regada de descobrimentos.

Namorar é muito bom, mas se não acontecer hoje, amanhã ou até o próximo dia dos namorados, tudo bem, tô leve, tô em paz e esperançosa com o mundo de possibilidades que ainda viverei. Tô onde eu queria estar. Tô bem com o mundo, tô bem comigo, tô bem solteira.

Imagem: Pinterest

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