Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










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O padrão de beleza criado pela sociedade é mesmo uma merda, né? (leia mais aqui) Ele é tão cruel, mas tão cruel, que faz com que a maioria esmagadora das mulheres não se sinta bem com os próprios corpos. A quantidade de incentivo ao mercado plus size na moda é algo que comprova isso. O meio é tão “magro” que quem foge disso precisa lutar por incentivo. Além da exclusão das mulheres gordas, qualquer outra que não entre num jeans 36/38 se sente à margem com seus quadris e bundas grandes.

Eu era uma delas. Sempre fui magra, mas tinha vergonha do tamanho do meu quadril e da minha bunda. Meus vestidos sempre era mais largos nessas áreas. Se a minha calça era justa demais, a blusa, claro, era bem compridinha para tampar essas partes do meu corpo. Toda vez que me olhava no espelho ficava reclamando daquele volume todo, sabe? Tinha medo de parecer vulgar ao mostrar “demais”. Passei bons anos da minha vida pensando nisso, me vestindo assim, mas aí, há mais ou menos dois anos, conheci as Kardashians e elas mudaram a minha relação com meu corpo.

Para que não conhece, o sobrenome Kardashian (e também Jenner) vem de uma família norte-americana poderosíssima, que muitos só resumem a um grupo de socialites, mas eu, que acompanho Kim, Khloé, Kourt, Kylie e Kendall, já as categorizo como mulheres poderosas. Elas empreendem, se mantêm na mídia, ditam moda e, sim, mostram ao mundo que quadril e bunda grande é algo legal. Grande demais ou não, com intervenção cirúrgica ou não, tudo bem a gente gostar das nossas curvas, tudo bem a gente se sentir gostosona e mostrar isso sem medo de ser feliz. Sei que elas fazem várias coisas para manterem os seus corpos do jeito que são, este ponto pode ser criticável para alguns, a minha ideia aqui é falar que ver as curvas delas me ajudou a aceitar as minhas.

É claro, óbvio, que meninas plus size sofrem num âmbito muito maior e nem é meu lugar de fala para escrever sobre. A gente já sabe que magrofobia não existe, certo? O meu ponto aqui é mostrar que a gente tem receio de curvas, a gente tem receio de olhar pra baixo e ver uma coxa curvilínea, olhar para trás e ver um volume na bunda. E pra quê isso? Só porque fomos ensinadas a ser beeeeeem magrinhas, sem nada marcando nas roupas? Para, a época agora é outra!

Kardashians 1

Se antes tinha vergonha, hoje as minhas curvas são o que mais amo no meu corpo. Até apelidei algumas das minhas peças de Kardashians – vestidos e saias que seguem bem padrão que elas usam: justos, justíssimos, evidenciando que vai ter muito quadril e muita bunda sim, senhor! Acho que estou em lua de mel com o meu corpo, sabe? Olho no espelho e gosto do que vejo, e agradeço à família por isso.

Talvez este seja o motivo para eu defender a Kim por ela tirar fotos nuas; defender a Kylie por aí por aí embalada à vácuo. Vou sempre elogiar toda e qualquer mulher que ama mesmo o próprio corpo. A gente precisa se olhar e se amar. Independentemente do número que está nas etiquetas de nossas roupas. Se quiser, faça um ensaio nua, por que não? Eu mesma MORRO de vontade de fazer e é até um plano para daqui a um tempo. Se olhe no espelho nua, veja seu corpo. Ele é lindo. Suas curvas são incríveis!

Se você encontrou uma mulher que tem o corpo parecido com o seu, se inspire nela. Precisamos de mais Kim Kardashians, Ashley Greenes; Ju Romanos… Precisamos de mais mulheres, famosas ou anônimas, que mostrem à sociedade que o padrão magérrimo criado por ela, definitivamente, está caindo por terra!

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