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4 preocupações que só as mulheres têm na hora de se exercitar

Marcela De Mingo

Colunista Superela

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Você pode não ser uma musa fitness (ou talvez sim, nunca se sabe), mas com certeza já teve vontade de corre na Paulista no domingo ou andar de bicicleta com aquela roupa bem confortável numa noite de verão. Porém, se você é mulher, deve ter pensado duas vezes sobre cada uma dessas atividades por dois motivos muito simples: 1) as roupas de ginástica são muito justas e 2) os homens que você pode encontrar no caminho.

A questão é existem algumas coisas que pensamos antes de sairmos para nos exercitamos (seja na academia ou na rua mesmo) que são intrínsecas a nossa cultura: é um hábito de tentar ao máximo se proteger para não acabar em uma situação de risco. O problema todo, no entanto, não está no que nós vestimos ou sentimos, mas sim os hábitos masculinos, que constantemente colocam as mulheres em uma sensação de ameaça constante, como se nunca estivessem seguras e pudessem, a qualquer momento, ser assediadas ou vítimas de um estupro.

Por isso, se você é você mulher e gosta de se exercitar, infelizmente já teve essas preocupações:

1.Sair de casa na ‘hora errada’

Você ama correr na rua, gosta do som do tênis no asfalto e de observar a paisagem do seu bairro enquanto se exercita, porém, com certeza, você sabe que sair para correr à noite, sozinha, é cilada. Essa é uma daquelas regras que nunca foi dita, mas todo mundo sabe que existe: tem um horário permito e outro não tão permitido assim para as mulheres saírem à rua sozinhas e se você estava se exercitando depois da hora e sofreu algum tipo de assédio, então pode apostar que você será culpada por isso de alguma forma.

2.Usar a ‘roupa errada’

Está fazendo 35º lá fora e tudo o que você mais quer é correr com aquele short curtinho e soltinho e um top mais resistente, daqueles que dá bastante sustentação para o exercício. Porém, na realidade, você sai de casa de calça e camiseta e ainda amarra uma blusa na cintura para esconder o bumbum. Enquanto os homens podem correr sem camisa sem qualquer problema, nós, mulheres, precisamos esconder o corpo por medo de sermos assediadas e, ainda assim, é capaz de não sairmos ilesas mesmo usando uma roupa mais ‘comportada’.

3.Não se exercitar com um amigo

Se você alguma vez comentou que gostaria de começar a correr, mas tem medo de fazer isso sozinha na rua, então com certeza já ouviu alguém dizer que você deveria fazer isso ‘com um amigo’ ou ‘com um cachorro’. O erro aí é muito claro: o problema, mais uma vez, é o comportamento feminino e não o masculino, que acredita que tem algum poder sobre o corpo da mulher. Tudo o que nós queremos é a liberdade de nos exercitarmos sozinhas sem a constante ameaça de assédio e a necessidade de algum tipo de ‘guarda-costas’.

4.Estar preparada para o pior

Sair for de noite, sair só com o celular carregado e na mão, levar uma chave também na mão para usar como uma arma, usar roupas que sejam mais difíceis de tirar, sempre avisar alguém a hora que estiver saindo. Tudo isso são coisas que aprendemos porque somos mulheres e, como tais, devemos nos proteger. Mas a verdade é uma só: somos consideradas culpadas pelo o que acontece conosco e, por isso, o melhor a fazer é nos prepararmos de acordo. Se estivermos preparadas e algo acontecer, a culpa é nossa por não estarmos preparadas o suficiente, se não estivermos nem um pouco preparadas, a culpa também é nossa. No fundo, nunca ganhamos.

Provavelmente, mesmo que você tenha só que ir até a academia a pé, você já pensou duas vezes sobre o que estava usando e o que tinha nas mãos, para o caso de alguma coisa acontecer. Infelizmente, é assim que precisamos nos comportar para evitar que algo ruim aconteça, já que a sociedade sempre vai achar que somos culpadas por qualquer tipo de assédio. E o que podemos fazer diante disso? Usar o mundo online (e o off-line também) como uma plataforma para educar as pessoas sobre o comportamento machista e como evita-lo e criar uma rede de apoio entre mulheres porque juntas somos muito mais fortes. Pouco a pouco, vamos conseguir mudar essa realidade.

Imagem: Pexels

Marcela De Mingo

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