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Representatividade: a palavra que a Globo ainda não aprendeu

Marcela De Mingo

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A novela Sol Nascente, da Globo, mal estreou e já causou polêmica. A trama conta a história de duas famílias de imigrantes: uma japonesa e uma italiana, comunidades que são bastante extensas no Brasil. Porém, qual não foi a surpresa do público ao saber que o núcleo de japoneses tem pouquíssimos representantes da cultura.

A representatividade na televisão é falha, isso não é novidade para ninguém. Quando pensamos em mulheres negras, por exemplo, parece uma afronta pensar que a novela teen Malhação ganhou a sua primeira protagonista negra este ano, 20 anos depois da estreia original do programa.

Quando pensamos em uma emissora do porte da Globo, é fácil ver que o núcleo de atores é pequeno: são sempre as mesmas caras, em personagens diferentes. Porém, em um caso como o de uma novela que aborda a maior comunidade japonesa do mundo fora do Japão (sim, é no Brasil), é difícil pensar que não foi possível encontrar uma protagonista de origem japonesa. A escolhida para o papel foi Giovanna Antonelli.

Representatividade: a palavra que a Globo ainda não aprendeu

Na trama a personagem da atriz é adotada – e isso não é problema nenhum, apesar de causar muito estranhamento. Não só porque, ao que tudo indica, a personagem será muito ligada à cultura oriental, mas também porque é difícil acreditar que não existam atrizes orientais para o papel. O que não pode passar despercebido, também, é o ator Luís Melo ter sido escalado para o pai adotivo de Giovanna, um homem chamado Kazuo Tanaka que veio para o Brasil do Japão há 50 anos.

Luís, claro, não tem nada de japonês. E a questão é, justamente essa. Por que não buscar um ator de origem japonesa para o papel? Por que não dar a chance de uma representatividade verdadeira em uma novela de alcance tão grande como são as da Globo?

Em uma entrevista para o jornal Folha de S. Paulo, o autor da novela, Walther Negrão, diz não ter encontrado nenhum ator oriental com a capacidade e o peso de Luís Mello para o papel. Isso, claro, só mostra o ciclo vicioso da coisa toda: enquanto não houver espaço para atores orientais, é impossível esperar que eles cheguem no nível de experiência e notoriedade que um veterano da emissora.

Não à toa, o coletivo Oriente-se, que tem como objetivo difundir os talentos artísticos brasileiros de descendência oriental, lançou na última semana um manifesto reivindicando igualdade no tratamento e repugnando as práticas de discriminação em produções audiovisuais. Ou seja, o que eles desejam é mostrar que os atores de origem oriental, e essas culturas em si, não são caricatos ou estereótipos, mas são talentos capazes de fazer qualquer trabalho que seja e que merecem uma representatividade justa nas artes, especialmente na televisão, que tem um alcance tão grande.

“Somos parte integrante da sociedade brasileira, nascemos, vivemos e contribuímos com muito trabalho para o enriquecimento e desenvolvimento de nossa nação. Ter a presença de atores e artistas orientais em produções de audiovisual em papéis não estereotipados e de forma respeitosa, é o mínimo e o justo que a comunidade oriental brasileira merece em retribuição e gratidão por mais de um século de história em terras brasileiras. Somos brasileiros e exigimos respeito para com todos, independentemente de sua ascendência. A diversidade étnica, social e/ou de gênero é fundamental e necessária para o crescimento de qualquer cidadão.”

Novelas representam uma mentalidade, o cotidiano da população, e trabalham com personagens que tem arquétipos comuns (como a mocinha, o vilão), mas isso não significa que eles precisam ser estereotipados. Usar atores orientais apenas para fazer uma família tradicional japonesa, em um país tão diverso como o Brasil é um problema tanto quanto só usar atores brancos para qualquer produção.

A questão é que esses produtos de mídia devem representar a população como um todo e o Brasil é um país diversificado, com etnias e descendências variadas – é o que nos torna um país tão rico. Colocar uma atriz de descendência italiana como filha adotiva de uma família japonesa pode ser visto como uma ofensa para um povo que, por ser tão presente por aqui, merece a própria protagonista.

Representatividade é importante, sim. Não só para fazer um retrato justo de como somos, como nação, mas para quebrarmos os preconceitos e as barreiras que nos distanciam uns dos outros.

Imagem: Globo.com

Marcela De Mingo

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