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Como combater a cultura do estupro? Em uma universidade nos Estados Unidos, uma solução que as alunas encontraram foi expondo um email totalmente machista e espalhando cópias dele por todo o campus.

O email foi enviado no último dia 31 de agosto para as alunas novatas da Universidade da Pensilvânia – apenas para as mulheres, vale frisar – convidando-as para uma ‘noite selvagem’. Quem enviou a mensagem foi identificado apenas pelo seu próprio endereço de email: Oz Yellow Brick Road, uma referência ao filme O Mágico de Oz e à estrada de tijolos amarelos.

É assim que se contesta o discurso machista

“Senhoritas”, diz a mensagem, “ Preciso da sua atenção, por favor / Nós estamos procurando as garotas divertidas / E mandando para o inferno as que só provocam”.

O email, em formato de um poema, já foi enviado em outros anos para as calouras pelo mesmo endereço eletrônico, vindo de uma organização de fora do campus da universidade – ao que tudo indica, ela é totalmente independente da instituição de ensino.

É assim que se contesta o discurso machista

“As quartas-feiras vão te animar / Com as garotas fáceis passando a noite toda / Essa é a sua primeira chance de aparecer / Então, por favor, use uma roupa bem justa”, continua o texto.

Amanda Silberling, uma das veteranas da universidade, ficou ultrajada com o seu conteúdo e ajudou outras meninas a imprimirem mais de 600 cópias da mensagem e espalha-las por alguns pontos de grande movimentação do campus com um recado: “A cultura do estupro é assim. Nós estamos vendo”.

“Nós queremos que as novatas vejam essa mensagem e sintam que elas não precisam aceitar a cultura em que estão sendo jogadas”, explicou para o site The Daily Pennsylvanian.

As alunas mais velhas da universidade sabem que esse tipo de conteúdo tem apenas um objetivo: levar mulheres para a cama. E, com uma cultura de estupros muito comum – infelizmente – nas faculdades norte-americanas, essas jovens acharam que precisariam fazer algo a respeito para evitar que esse comportamento continuasse sendo perpetuado.

Um estudo feito no ano passado na Universidade mostrou que pelo menos um terço das jovens já sofreram algum tipo de assédio sexual no campus, o que reforçou a necessidade de uma política mais rígida em relação a esses casos. Por isso mesmo, a própria instituição aprovou a ação das meninas, dizendo que “contestar um discurso ofensivo, como essas estudantes fizeram, é importante e consistente com os esforços da faculdade e a conversa nacional sobre prevenção e como responder a uma conduta desse tipo”.

Muitas pessoas podem se perguntar até que ponto vale a pena contestar um discurso machista, sexista ou misógino e a resposta é: sempre vale a pena. Incitar a discussão sobre o tema – de forma não violenta, vale sempre ressaltar – é a melhor maneira de fazer com que as pessoas reflitam e busquem entender melhor o que é preciso mudar para fazer com que a sociedade não veja mais as mulheres como inferiores, culpadas e, acima de tudo, obrigadas a corresponder ou aceitar às investidas sexuais de um homem.

Imagem: The Daily Pennsylvanian


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