Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Certamente, eu não entendo. Confesso que aproveito dos muitos amigos homens para procurar entendê-los. Sei lá, uma dica de qual direção tomar das percepções, né. Uma ideia do que eles gostam ou desgostam… E, até hoje, eu só cheguei a uma conclusão: como nós, mulheres, eles não são definidos por um padrão. Cada um deles pensa de um jeito, e se esses pensamentos convergem em alguma coisa, a explicação pode ser múltipla, menos a velha e batida “homens são todos iguais”. Pera lá, são todos iguais em quê?

Para começo de conversa, eu acho que a gente tem que avaliar a questão do início. Fazer uma reflexão sobre os caras que você namorou nos últimos tempos. Acredito que quando estamos solteiras, atraímos os homens de acordo com aquilo que passamos para eles.  A explicação é simples: se você quer para si mesma um homem amante da natureza, não procure ele no Clube dos Caçadores de animais Silvestres. Ou seja, amiga, se você tem agido sempre da mesma forma e procurando sempre do mesmo jeito e nos mesmos lugares, você tem uma chance de 99% de encontrar o mesmo tipo de cara. E mesmo tipo aqui eu falo do que esses caras querem/gostam.

Por exemplo, você na balada. Imagina que o cara que te atrai são os ratos de academia junto do seu grupo de muitos amigos bebendo cerveja e te comendo com os olhos… Todos eles estão procurando por pegação.  Isso está errado? Não! Todo mundo tem direito de querer só a pegação, mas não espere dele um pedido de casamento. “Ah, então você quer dizer que nenhum deles pode se apaixonar por mim?”… Eu nunca vou entrar nessa de ler o futuro, não sei fazer isso e nem acredito, mas se eu fosse avaliar a ‘saúde’ dessa história eu diria “esses sintomas indicam uma forte tendência a não querer nada sério ou a não levar a sério a menina que ele vai conquistar essa noite” (leia mais aqui).

A culpa não é sua. Não tem nada a ver com você ficar com ele de primeira, o tamanho da sua saia ou se estava usando batom vermelho. ALIÁS, use o que você quiser. Pra começo de conversa precisamos conquistar uma pessoa sendo nós mesmas – e isso inclui gostar de colocar saia curta, ter cabelo platinado, falar palavrão ou assistir lutas de judô. Sei lá, o gosto é seu e não é válido esconder só para agradar um cara.

O que eu quero dizer com o cara fortão da balada é que está na cara que ele não está na sintonia de algo além de zoar com os amigos (e não digo os caras fortões no geral, pode ser qualquer tipo, desde que esteja zoando com os amigos, sendo solteiro e desimpedido e gostando disso). Se acontecer diferente é exceção (leia mais aqui). Não podemos contar com a exceção porque ela é quase uma ação divina na nossa vida, trabalharemos com a regra (sim, ouvi isso do filme e levei para a vida. Porque faz sentido!).

Uma vez perguntei a um conhecido: “sempre que estou namorando aparecem muito mais homens tentando sair comigo. Por quê?” Ele me deu uma resposta que me fez pensar. Talvez ele não esteja com a resposta para todos os homens, mas tem lá algum sentido. Acho que pelo menos alguns podem pensar assim. A resposta dele é que quando estamos namorando, atraímos a atenção porque eles sabem que não estamos desesperadas e a chance de rolar uma paixonite é quase nula. Ok, não é lá um pensamento bonito (pra não dizer escroto). Mas ele me valeu pela seguinte ideia: o que é que nós mostramos as pessoas quando estamos namorando? Que somos felizes, realizadas e apaixonadas pela vida.

Não importa o homem (ou a mulher, aliás): DESESPERO repele. Pensa naquele cara mais desesperado por você, carente e grudento. Talvez ele fosse um cara legal, mas tudo que você conseguia pensar era no quanto ele não te deixava respirar e que você já estava de “saco cheio”. Nessas horas não tem flores, recadinhos de amor, mensagens respondidas… Todo mundo precisa de espaço. A diferença entre nós e os homens (generalizando, óbvio) é que eles já sabem disso antes de começar a relação. Eles fazem essa crítica prévia. E aí, nós, se estamos muito ‘emocionadas’ ou ‘excitadas’ com tudo (lê-se dizendo ‘sim’ para tudo, até para o que a gente não quer), podemos acabar mandando a mensagem errada.

Uma vez ouvi uma frase que fez muito sentido para mim. E ela diz que para a gente estar pronta para uma relação, precisamos nos sentir bem com a relação que temos com a gente. Isso se chama equilíbrio. Sabe, a velha a história de cuidar do jardim? Porque aí você é quem vai escolher as borboletas ao invés de ficar caçando e, muitas vezes, só capturar as erradas. Não devemos nos contentar com um relacionamento ruim só porque estar sozinha nos assusta.

Quando estar sozinha não te assustar mais é que você vai estar pronta para outra pessoa. Aprender que, primeiro de tudo: escolher sempre o mesmo “tipo” de cara, 99,9% das vezes vai dar no mesmo resultado; segundo: saber que a melhor pessoa com quem eu posso estar sou eu mesma, e só aí, completas, achar um par; terceiro: não que a gente precise mudar quem somos ou nos esconder, nos controlar ou nos padronizar, mas sempre se colocar no outro lado. Mesmo dentro de um relacionamento, a gente precisa pensar um pouco como o outro. Será que estamos fazendo o que gostaríamos que fizessem com a gente? Será que estamos sendo quem gostaríamos de namorar/casar/ficar?

Cabe, então, a cada uma de nós descobrir quem é esse cara com quem estamos, analisar nossas experiências, excluir os que já sabemos de cara que ‘vai dar ruim’ e ir com calma conhecendo A PESSOA e não um estereótipo. Não precisa não dar chance para alguém legal só porque ele parece seu ex, mas, talvez, mudar algumas coisas em nós ou nos preparar para coisas que podem acontecer.  Não sei quem entende a cabeça de um homem, mas sendo bem sincera, quem entende a minha cabeça?

Imagem: Pinterest

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