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Legalizar o aborto não te obriga a abortar

Marcela De Mingo

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Se você usa o Twitter com certeza viu uma hashtag que levanta uma discussão muito pertinente para o mundo atual: #precisamosfalarsobreaborto. A legalização do aborto é um tema que gera discussão e polêmica desde sempre, mas a questão vai muito além de ser a favor ou contra, é de direito sobre o próprio corpo.

Por isso, o ONG Think Olga, os grupos Gorda & Sapatão, Ativismo de Sofá e o site Justificando criaram a hashtag para promover, por 24 horas, uma discussão sobre o tema nas redes sociais, contando com transmissões ao vivo com a participação de profissionais da área, outros coletivos feministas, como o Lugar de Mulher, e a secretaria-adjunta de direitos humanos da Prefeitura de São Paulo. E por que hoje? Porque neste dia 28 de setembro acontece o Dia Latino-Americano pela Descriminalização do Aborto, ou seja, um dia em que o assunto é levantado para acabar com a visão de que aborto é crime.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, no país acontecem mais de 1 milhão de abortos clandestinos por ano, o que tornou o procedimento um problema de saúde pública: muitas vezes, as mulheres se submetem à tratamentos que são uma verdadeira carnificina e que colocam em risco as próprias vidas. Não à toa, por aqui essa é a quinta causa de morte mais comum entre as mães.

No Brasil, de acordo o Código Penal definido em 1940, o aborto somente é permitido em casos de estupro, anencefalia (quando o feto não desenvolve o cérebro) e risco de vida da mulher. Ainda assim, é comprovado que o fato de o aborto não ser legalizado no Brasil não impede que ele ocorra.

A questão é que muitas mulheres que recorrem ao procedimento ilegal não têm condições financeiras de recorrerem à uma clínica particular e que faça um tratamento com o mínimo de segurança para a mulher. Por isso, é comum ouvirmos casos de mulheres que ficam com sérias sequelas, precisam ser internadas ou morrem por conta da forma como o procedimento é feito.

Um ponto que muitas pessoas insistem em discutir é quando o feto já é considerado uma vida: é no momento da fecundação ou depois que todos os membros estão desenvolvidos? E, em um país católico como o Brasil, a questão da religião tem um peso grande, de forma que o papel histórico da mulher de ser responsável por gerar e cuidar da família é um fator determinante.

Independentemente dos motivos ou justificativas. O Estado, ou seja, o governo, precisa pensar na população de forma laica, não ligada à religião e presando o seu bem, acima de tudo – e usar a crença ou questões pessoais para discutir um tema que é de saúde pública já não é mais aceitável a essa altura do campeonato.

Outro ponto importante é: legalizar o aborto não torna a prática obrigatória para ninguém. Pelo contrário, apenas coloca na mesa a opção de escolha da mulher – e o que ela quer fazer com o próprio corpo. Ser obrigada a gerar um filho apenas por questões sociais e religiosas não é saudável para ninguém, nem para a mãe e nem para a criança.

Toda mulher merece ter o direito de escolha sobre o que quer fazer com o próprio corpo, ter um filho ou não ter um filho, abortar ou não abortar, e é por isso que o tema ser tratado de forma isenta pelo governo é tão importante. A questão vai muito além do gênero e do que os homens acreditam ser o papel da mulher sociedade. É uma questão de direito sobre o corpo, algo que, se os papéis fossem trocados, jamais se tornaria um tabu tão grande.

Superela quer que você também pense sobre o assunto e participe da discussão: o que você acha sobre legalizar o aborto?

Imagem: Pinterest

Marcela De Mingo

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