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E quando o amor acaba com a amizade?

Regiane Vieira

Colunista Superela

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Eu almejo por um mundo no qual amigos de verdade,  mesmo que poucos, valham mais do que contas bancárias recheadas de dólares. Tudo na vida pode ser comprável, mas a companhia só tem valor se dada de graça e por mútuo prazer das afinidades, e é o que realmente gera a verdadeira amizade. Gosto daquelas amizades leais, do tipo que eu posso dizer:

Matei uma pessoa. E ela irá responder:

– Onde iremos esconder o corpo?

Que fique claro, não estou propagando que para uma amizade ser caracterizada real ela tem que ter pactos de sangue ou massacres, é apenas uma metáfora. Porém, vivo algo que não é ficção, perdi minha melhor amiga, ou pelo menos sinto ter perdido. Éramos do tipo que compartilhávamos tudo, não precisávamos ter os mesmos gostos musicais e nem gostarmos dos mesmos filmes, mas sempre compartilhamos nossas diferenças e selamos com a nossa cumplicidade (leia mais aqui).

Íamos de programas de índio até as mais badaladas noites na cidade, por mais que eu abomine o pretérito imperfeito, sinto que é o único que se adequá para retrata-la. Não precisam me dar as condolências, ela não está morta, longe disso. Se encontra em perfeito estado e desfrutando de uma felicidade como se o mundo todo ao seu redor tivesse deixado de existir.

Não nos vemos mais, sei dela por bocas de terceiras pessoas que ainda acham que ela frequenta a minha casa para as noites de estrogonofe e chocolate quente. Mas não mais, nos perdemos no caminho e eu nem sei exatamente qual foi a rua que a vida dela se dispersou da minha (leia mais aqui).

Sinto saudades das gargalhadas após um bom porre, das brigas que terminavam com as duas sendo as donas da razão, como nos entendíamos? Quando parávamos para notar que nossa amizade era muito mais valiosa que qualquer drama de adolescentes.

Eu tentei novas aproximações, mas ela sempre tinha desculpas para os meus convites. E quando eu arrumava solução para suas desculpas, ela encontrava uma maneira de driblar as minhas soluções e chega uma época da nossa vida a qual a nossa dignidade nos fita ferozmente e branda:

– Até onde deseja levar essa falta de interesse alheio para os seus dias de quarta-feira de cinzas?

Eu sempre ludibriei minhas respostas e insistia em procurar novos caminhos para cruzar com aquela velha amizade, porém, estava gritante que, para mim, já não havia mais espaço, fazia um bom tempo. Pelo menos era assim que eu me sentia, como se eu fosse apenas um peso completamente desnecessário que apenas trazia para ela uma velha lembrança do colegial.

Ela estava em outra sintonia, estava apaixonada e queria viver intensamente aquela paixão, e eu também queria que ela vivesse, em momento algum eu me portei como uma egoísta. Estive presente nas ansiedades, estive ao lado nos momentos mais difíceis quando ela ainda moldava os primeiros capítulos de sua história de amor. A escolha para o local do primeiro encontro, os próximos passos depois do primeiro beijo, se já era tarde ou ainda era cedo para falar o primeiro: “- Estou com saudades de você. ”

E de repente sou colocada de lado porque já não me cabia por ali. Relacionamentos precisam de privacidade, eu sempre soube disso, mas o que algumas pessoas esquecem é que antes do príncipe encantado aparecer, ou a princesa na torre mais alta gritar por socorro, existia uma vida por trás deles.

Eu já fazia parte da rotina nada organizada, das conversas no horário de almoço, dos programas para os finais de semana, a companhia para ir até o cinema, eu já fazia parte daquela história, e de repente me tornei mais um adorno de um cenário o qual passei a ser expectadora.

Quando o amor machuca temos as amizades para serem o nosso porto seguro, mas, e quando as amizades machucam? Quem é que pode salvar o nosso mundo de um colapso temporal divido entre a época que eu tinha uma amiga e a época que só sei dela por um Feed atualizado lá no Facebook, e na maioria das vezes é em programas de casais.

Sinto falta de sua companhia, e ainda rezo todas as noites para que sua felicidade continue a ser tão doce quanto no início, e desejo também que ela supere as crises mesmo sem ter a minha ajuda, que ela saiba escolher um bom vinho mesmo sem não entender nada sobre o assunto, desejo que ela não esqueça as datas comemorativas que mesmo com o despertado no calendário ela ainda deixa passar batido.

Espero que ela tenha companhia para os dias da TPM infernal, e com quem falar quando o episódio novo de nossa serie preferida for ao ar. Meus dedos muitas vezes tremem para que eu lhe envie uma mensagem, quem sabe talvez um S.O.S, ou apenas um: -“ Ei! Estou com saudades”.

Nossos mundos se distanciaram. E ao ver as fotografias já não nos reconheço mais, como podemos amar tanto uma pessoa e depois enxerga-los como apenas mais um estranho que decidiu sair pela porta da frente de nossa vida sem nem ao menos remeter um postal?

Se eu estivesse em sua frente nesse momento, talvez eu não saberia exatamente o que dizer, talvez eu quisesse pular todos os clichês esperados para depois de um: -“Me desculpe? ” Mas das certezas que trago comigo essa é a única que posso afirmar:

Você faz falta por aqui, e tudo que eu queria era poder ter minha amiga de volta, e fazer parte da sua felicidade que tanto me alegra aqui da plateia. Quero estar lá quando for para o altar, para quando virem os primeiros filhos, eu quero que saiba que não precisamos nos perder, pelo menos é isso que acredito que as amizades deveriam ser (leia mais aqui).

A porta está entre aberta e estou lhe esperando com um caminhão de novidades, a escolha é sua, quer ser a minha amiga ou virar apenas uma saudade?

Ps: De descaso em descaso, de falta em falta, quem hoje é tão importante amanhã se torna irrelevante. Falta sentida pode, mata-se com reencontros, abraços apertados. Falta prolongada é parente da loucura, ou você se adéqua ou ela te suga. Eu não irei viver de falta, vou levando um dia após o outro, mas de falta em falta, um dia você também poderá deixar de fazer falta, e lembre-se, a escolha foi sua.

Imagem: Pinterest

Regiane Vieira

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