Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

A gente já conversou um pouco aqui sobre apropriação cultural – quando uma raça usa os elementos de outra desconsiderando a sua identidade e importância histórica. Com a chegada do Dia das Bruxas, precisamos levantar essa discussão mais uma vez e lembrar do porque é importante sempre pensarmos bem antes de escolher uma fantasia de Halloween para as festas de comemoração.

Se você ainda tem dúvidas, nós criamos esse passo a passo para você não errar com o look e se divertir sem diminuir as lutas, o sofrimento e a história de outro povo.

1.Não use a pele de outra pessoa como uma fantasia de Halloween

Infelizmente, esse ainda é um ponto que precisamos repetir anualmente. Com tantos casos de blackface por aí (quando uma pessoa branca pinta o rosto para parecer uma pessoa negra), a gente precisa reforçar que a pele de alguém não é uma fantasia de Halloween. Um dos exemplos recentes mais marcantes disso foi quando Julienne Hough se vestiu como a Crazy Eyes, de Orange is the New Balck, usando o blackface como um recurso para a sua fantasia. Isso vale para negros, orientais, povos indígenas… As pessoas brancas podem tirar a tinta do rosto e continuar vivendo como seu privilégio branco, enquanto esses grupos minorizados não.

2.Evite incorporar tradições culturais

Em outro ano, Heidi Klum se vestiu como a deusa hindu Kali e desagradou muitos líderes religiosos hinduístas, assim como alguns crentes que acreditavam que Heidi estava fazendo pouco caso da sua divindade. O ocidente é católico, em sua maioria, o que significa que as demais culturas e religiões são vistas como ‘exóticas’ e ‘diferentes’. Mas isso não é desculpa para que elas sejam motivo de piada ou se transformem em uma fantasia de Halloween (ou ainda de Carnaval). O mesmo vale para pessoas brancas que usam cocares na cabeça ou que usam roupas cerimoniais japonesas sem saber o que elas significam para aquele povo. Falando nisso…

3.Aprenda a história por trás das suas fantasias

A informação e a educação continuam sendo as armas mais poderosas contra a intolerância, o racismo e a homofobia, e não seria diferente com a apropriação cultural. Se você quer usar uma fantasia que remeta à cultura oriental, por exemplo, pesquise sobre ela antes, entenda os seus significados e responda às seguintes perguntas:

  1. A minha fantasia remete às dores e o sofrimento de uma comunidade?
  2. Essa fantasia pertence a uma cultura que não faz parte da minha herança?

Se você responder ‘sim’ para qualquer uma dessas perguntas, é melhor escolher outra fantasia de Halloween. O visual ‘gueixa sexy’ é muito popular, mas as mulheres orientais já falaram, de novo e de novo, como essa é uma maneira de sexualizar as mulheres dessa cultura e reforça uma visão racista delas.

4.Saiba reconhecer a diferença entre o ofensivo e os gatilhos emocionais

Muitas pessoas dizem que a apropriação cultural é uma questão de ‘opinião’, mas acontece que o racismo pode acarretar em doenças mentais como a depressão e o estresse pós-traumático. Ou seja, uma pessoa judia que vir um homem vestido como Hitler em uma festa pode ter ataques de pânico só por ver alguém fazendo uso dessa referência. Ela deixou de ser só ofensiva para se tornar um gatilho emocional para essas pessoas.

5.Chame a atenção de outras pessoas que fazem apropriação cultural

Não adianta só você saber o que é apropriação cultural, escolher uma fantasia de Halloween que não entre nessa categoria, mas ficar calada quando os seus amigos brancos fazem uso desse recurso como uma forma de se divertir. Você, no papel de pessoa branca, tem um privilégio intrínseco que esses grupos minorizados não têm, e precisa fazer uso disso quando puder. É, claro, preciso ficar de olho na questão do lugar de fala, e não roubar a voz de alguém, mas se você está com os seus amigos brancos que estão fazendo apropriação cultural, é o seu papel falar algo a respeito, por mais que isso gere um desconforto.

É importante conversarmos sobre isso para que, a cada ano, a apropriação cultural apareça menos na fantasia de Halloween que qualquer um use em festas e comemorações de Dia das Bruxas. É assim que a mudança acontece, com cada pessoa fazendo a sua parte e tendo mais consciência na hora na hora de falar e agir.

Foto: Reprodução / Dear White People


O que você acha disso? Tem alguma sugestão de fantasia de Halloween que fuja da apropriação cultural? Dê a sua opinião respondendo a pergunta abaixo:


@ load more
E-mails especiais
Faça parte da comunidade de mulheres mais empoderadas do mundo!
Escolha os temas que mais gosta
Quero!
Obrigada, agora falta pouco...
Por favor, fique de olho em sua caixa de entrada (às vezes, pode acontecer do email estar no SPAM ou na aba Promoção caso use GMail). Quando receber nosso email é só clicar no link de confirmação ;)
Enviaremos nos próximos minutos um email para você confirmar o recebimento de nossos conteúdos.
Os melhores conteúdos do Superela.
Um único email por semana.
Queremos te enviar OS MELHORES
conteúdos do Superela.
Você vai adorar! ❤
Vamos ser amigas? :)
Queremos te enviar OS MELHORES
conteúdos do Superela.
Você vai adorar! ❤
Qual conteúdo você gostaria de ver no Superela?
A gente escreve sobre o que você quiser e ainda manda no seu email :)
Obrigada!
Recebemos sua sugestão.

Hey, você já conhece o Clube Superela? Lá você pode perguntar o que tem vontade anonimamente :)