Receba nossos e-mails incríveis
Amor Sexo Autoestima Corpo Vida Carreira & Finanças Beleza Estilo Vídeos
Escreva seu texto

Leia temas do seu interesse:

/

Autoaceitação do corpo e um foda-se para a opinião alheia

Sylvia Nazareth

Colunista Superela

Mais textos

Acho que eu tinha 10 anos quando começou. Mas vamos marcar o início aos 13, quando eu entrei pra puberdade e comecei a engordar. Ser negra e magricela já não me ajudava naquele universo de amizades cheio de Giseles Bundchens, imagina então ser negra e gorda. Eu descobri o que era não ser atraente antes de descobrir o que era sentir atração. “O que os garotos gostam” se tornou uma questão enorme pra mim cedo demais. Minhas amigas começavam a namorar e eu nunca nem tinha beijado na boca. Eu precisava de constante afirmação em relação a minha aparência. Cresci, me curei, me libertei. Olhei em volta e percebi que tem muita gente que sofre disso aos 20, aos 30, aos 50 anos.

Eu não culpo a revista Capricho, a quantidade maquiagem que eu usava ou as roupas que eu vestia para impressionar os meninos não era porque me obrigavam. Era um condicionamento meu. Eu pensava que se eu for na matinê e nenhum garoto quiser ficar comigo, queria dizer que eu era mesmo um caso perdido. Eu deveria desistir dessa ideia de ser bonita. Eu nunca chegaria aos pés das minhas amigas que ficavam com quem quisessem. Só quem me elogiava era minha família, mas eu precisava que fosse unanime. Precisava que o cara mais atraente (de acordo com meu muito refinado gosto adolescente) me achasse maravilhosa. Se os caras com padrões de beleza elevados demais pra realidade não me considerassem boa o suficiente era porque eu não merecia.

Autoaceitação do corpo - 2

Sobre a autoaceitação do corpo

O problema é que eles não achavam. Eu nunca fui padrão de nada. Minha adolescência foi uma coleção de inseguranças. Cada vez eu me gostava menos. Eu precisei brigar comigo mesma pra entender que cara nenhum pode definir meu valor. Que eu não tenho que gostar de mim porque “tem cara que gosta de gordinha”. A aceitação ou desaprovação masculina não tem que ser uma questão levada em conta. A gente tem que se cuidar pra gente. Pra se sentir forte, se sentir pronta. Pra encarar o mundo de frente. Pra lidar com o que o universo empurrar pra gente.

A autoaceitação do corpo não é “auto” se ainda depende da aprovação alheia. É claro que a gente vai querer ser desejado. Mas isso não tem que virar uma necessidade. Tem que ser a cereja do bolo. Um “estou me sentindo ótima hoje” tem que vir antes do “hoje fui muito paquerada”. Até porque quanto mais a gente se sente bem consigo mesma, mais chamamos atenção. Não só sexualmente falando, mas as pessoas preferem conversar e trabalhar com pessoas seguras de si. Quanto mais gostarmos de nós mesmas mais fácil fica pra lidar com nossos próprios defeitos.

Nunca é tarde demais, mas eu queria saber disso aos 13. Eu queria não ter perdido tanto tempo me economizando por medo de aparecer. Me escondendo dentro de limites que eu mesma criava. Deixando de usar o que eu queria, de ir aonde eu queria por medo de “quem essa garota acha que é?”. Quem eu acho que eu sou? Eu acho que eu sou ótima. E se você não concorda comigo, bom, isso é a sua opinião. E eu não preciso que ninguém concorde comigo.

autoaceitação do corpo - 3

Eu não ligo se você não gosta de mim. Eu me amo 😉

Imagem: Pinterest

Sylvia Nazareth

Colunista Superela

Mais textos

Leia temas do seu interesse:

/

Leia temas do seu interesse:

/

E-mails especiais
Faça parte da comunidade de mulheres mais empoderadas do mundo!
Escolha os temas que mais gosta
Quero!
E-mails especiais
Faça parte da comunidade de mulheres mais empoderadas do mundo!
Escolha os temas que mais gosta
Quero!