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Baleia azul e o gatilho ao suicídio

Karolayne Malko

Colunista Superela

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Existem inúmeras mães, irmãs, tias, primas e outras mulheres que acompanham o Superela e esse assunto tem amedrontado muita gente, então eu resolvi falar sobre algo preocupante e que precisa ser compartilhado: o jogo baleia azul.

Nos últimos dias tenho visto inúmeras publicações nas redes sociais sobre o jogo suicida e entre todas elas, vejo dois discursos recorrentes que tem me preocupado. Primeiramente a ideia de que a culpa principal dos casos envolvendo o fato é do próprio jogo e a ideia de que a culpa é das pessoas que se sujeitam a jogar, ainda sendo chamadas de irresponsáveis e mimadas.

O que quero ressaltar aqui é que o problema é muito maior do que essas duas opiniões supérfluas e sem um embasamento real do óbvio: esse jogo não é um jogo suicida, ele é um jogo para pessoas com pensamento suicida. Ficou confuso? Eu vou esclarecer essa ideia e mostrar a gravidade desse assunto.

Quando alguém culpa o jogo de ser o principal responsável pelo internamento e pela morte das pessoas que entraram nele, é excluído o real e principal motivo dessa barbárie: o pensamento suicida do jogador e a depressão que ele já vive. A primeira coisa que deve ser levada em consideração antes de continuar é que depressão NÃO É um estado de espírito, É UMA DOENÇA. Sim, é uma doença que mexe com o estado de espírito da pessoa, mas não exclui o fato dela precisar de um acompanhamento médico.

O que quero dizer com isso é que você falar para uma pessoa depressiva que ela tem que lutar para ficar bem, que ela precisa se ajudar porque se ela não fizer isso ninguém vai ou que ela simplesmente não pode ficar triste e achar que isso é o suficiente, não é uma ajuda. Você só está piorando o estado dela impondo obrigações que a fazem acreditar que a culpa da sua depressão é total e somente sua, quando na realidade não é. Mas esse não é o foco principal aqui, vamos adiante.

Levando em consideração que o jogo foi criado para capturar pessoas que já avaliam a ideia de se matar, fica mais fácil de entender que ele não é o principal culpado das consequências que temos visto. Ele é, na realidade, um gatilho irreversível na vida de quem já sofre por conta de uma doença terrível. Percebe como o problema é muito maior do que esse discurso demasiado?

Aqui entramos no outro argumento que tem sido recorrente – e é o que mais me preocupa. “A culpa é da pessoa que se sujeita a entrar no jogo”. Eu sei que terão várias pessoas chamando isso de mimimi, mas não é difícil de entender o que vou falar agora, só basta abrir um pouco mão da ignorância e deixar o passado lá no passado que é o lugar dele.

Toda uma campanha negativa sobre o baleia azul está sendo feita, existem alertas em todas as redes sociais, líderes têm conversado e alertado a população sobre o jogo e, mesmo assim, existem pessoas aderindo-o. E porque isso ocorre? Você realmente acha que quem se sujeita a passar por momentos dolorosos fisicamente e psicologicamente com um final trágico quer simplesmente chamar atenção?

Desculpe-me, mas não faz sentido dizer que alguém pretende se matar para chamar atenção. E nesse momento entra o pior argumento que foi usado: “mas na minha época isso não existia, essa geração é cheia de problematização”, você está errado. Na sua época as pessoas já sofriam de depressão, já se machucavam, já se suicidavam, sim. A diferença é que na sua época o tabu sobre suicídio era muito maior do que já é e a internet, dependendo da sua idade, não existia ou era uma ferramenta para poucos. Ou seja, a velocidade da informação era muito menor.

Baleia Azul: Então, de quem é realmente a culpa?

A culpa é do combinação depressão + falta de preparo e conhecimento dos familiares e pessoas próximas para lidar com o problema. Se esse assunto não fosse um tabu, se os pais conversassem com seus filhos sobre depressão/suicídio ao invés de simplesmente proibir o uso de computadores ou assistir alguma coisa sobre o assunto e se todos nós pesquisássemos sobre os sintomas dessa doença terrível, entendêssemos que nós somos acostumados a tratar de uma maneira totalmente errada pessoas depressivas e começássemos a agir da maneira correta em um caso de depressão, esse infortúnio seria reduzido.

O problema é que fazer isso dá trabalho. É muito mais fácil bater e proibir seu filho de alguma coisa à estabelecer um diálogo com ele e o mostrar todos os lados de cada problema, afinal, para fazer isso exige-se tempo, dedicação, confiança, conhecimento. O que não faz sentido é que já ficou mais do que claro que proibir alguém de fazer algo não vai impedi-lo de fazer, né? Muito pelo contrário, nós somos naturalmente curiosos e as oportunidades sempre aparecem para absolutamente tudo.

Portanto, entenda que o diálogo é sempre a melhor opção. Todavia, o diálogo só é válido a partir do momento que você entende e conhece todos os lados do assunto (IMPORTANTE). Não será ajuda alguma cuspir argumentos sem embasamento. Isso só serve para confundir ainda mais a cabeça de quem está passando por esse problema. E, além disso, preste atenção nas pessoas que fazem parte da sua vida.

Talvez alguém do seu convívio está passando por um momento duro e não consegue te falar isso, você tem que perceber isso sozinho. Nós podemos impedir que barbáries aconteçam com um pouco mais de atenção às pessoas que nos cercam. E se você acha que conhece alguém que esteja passando por uma depressão, pensando em suicídio ou até mesmo jogando o baleia azul, entre em contato com o CVV – Centro de Valorização da Vida pelo telefone 141 ou pelo site www.cvv.org.br e procure um médico especialista para tratar da maneira devida essa doença.

Entendam: isso não é mimimi e enquanto as pessoas continuarem pensando dessa maneira, mais adolescentes verão o jogo baleia azul como um gatilho e mais mortes ocorrerão. Vamos aprender a enxergar as coisas como elas realmente são e aprender a evitá-las ao invés de permanecer na ignorância e se revoltar depois que acontecem as atrocidades. O que você prefere, impedir um problema ou reclamar dele depois que acontecer? Pense nisso.

Imagem: Pexels

Karolayne Malko

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