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Hoje é dia de falar de A Bela e a Fera, né não? E por quê? Bem, antes de tudo, porque saiu o trailer final apenas maravilhoso do filme, que deve estrear em 16 de março. Aliás, dá só uma espiadinha aqui, vai:

Mas então, vamos ao detalhe brilhante dessa belezinha que é esse filme:

Antes de Mulan e Moana, tínhamos Bela

Bela

Bela é considerada a primeira princesa “feminista” da Disney. E por que as aspas? Bem, essa questão é um pouco polêmica porque muitas pessoas consideram Ariel, nossa Pequena Sereia, tão feminista quanto. Um dos critérios de desempate, na minha opinião, é o fato de que nossa sereia abre mão de sua voz, e de sua família, para ficar com o crush, enquanto Bela se faz prisioneira por causa de uma cagada do pai, mas não pretende continuar alí para sempre. Mas existem outras coisas que fazem da Bela uma princesa incrível e super importante para sua época, desde sua criação até o resultado final. Vamos lá:

1 – Linda Woolverton, a primeira mulher a escrever um filme de animação para a Disney

Bela

Pois é. Bela foi criada pela roteirista, romancista e dramaturga Linda Woolverton. E eu vou dizer que essa danada aí lutou horrores para fazer com que Bela fosse uma heroína, ou seja, uma pessoa que resgata, e não a que precisa ser resgatada.

Tem até uma história de que, em seu roteiro original, havia uma cena de Bela escolhendo todos os lugares que sonhava em conhecer colocando alfinetes em um grande mapa. E aí, na hora de desenhar os storyboards, essa cena foi trocada por uma de nossa protagonista decorando um bolo. De acordo com Woolverton, depois de muitos protestos, chegou-se a um acordo: nossa princesa lendo um livro.

É claro que muitas pessoas negam esse caso, mas eu confesso que acredito mais em Woolverton porque uma equipe da Disney nunca admitiria comportamentos machistas em um filme que, à priori, deveria ser feminista. Aliás, esse é o nosso próximo tópico:

2 – Bela, nossa primeira princesa “feminista”

Bela

Bora fazer uma pequena ordem cronológica aqui: nossa primeira princesa foi Branca de Neve, de 1937. Ela sofre por inveja da madrasta, que entra numa competição bizarra de quem é a mais bonita e decide envenenar a coitada. E aí ela dorme/morre e acorda com o príncipe. E cuida de uma casa com fucking 7 anões. Então né, nada de feminismo aqui.

Bela

E aí temos Cinderela, 1950, nossa gata borralheira que sobe num salto de vidro, dança uma valsa, entra em uma abóbora à meia noite e acaba casando com o príncipe do reino. Nem precisa falar, né? Depois, em 1959, temos a maravilhosa eterna Aurora (sim, eu amo ela), que também espera um beijo dum cara para acordar. E, por fim, temos Ariel, a sereia que abre mão da voz, das barbatana tudo, da família, do mar, da vida, pra ficar com o príncipe, que quase casa com sua sósia maligna (pra vocês verem o quanto ele conhecia a futura esposa, né?).

Bela

E, finalmente, depois de muita submissão, temos Bela. Ela é toda espertinha, gosta muito de ler e não faz nenhuma questão de atender às expectativas que as pessoas tinham das mulheres na época. Ela quer viajar, conhecer o mundo, experimentar coisas novas mas, né, acaba sendo prometida ao gatão da vila, Gaston. E aí ela acha ruim e pans, mas antes mesmo de sair por aí afrontando geral, o pai dela faz uma pequena cagada e ela se sacrifica em troca de sua liberdade. Fica presa com uma Fera, não tem lá muito medo dela e, depois que conhece o homem por trás da besta, se apaixona e fica tudo lindo. Uma bela mensagem pra quem acha que beleza é tudo nessa vida.

Bela

3 – Há controvérsias

Bela

Muitas correntes feministas criticam alguns pontos da Bela e a Fera. Acontece que nossa protagonista é muito inteligente, e o preço disso é que ela, de todas as mulheres da vila, é a menos vaidosa. Ou seja: para ser forte e independente, não pode ser bonita.

Outra questão interessante é que a Fera aceita a filha de um cara para ser sua prisioneira, cuidar da casa, dele, etc. É claro que ela subverte esses papéis, mas por que tinha que ser uma menina? Por que não podia ser o pai mesmo e pronto? Ele podia muito bem falar: nossa, não, que palhaçada, você fez a cagada, papai do ano, você é quem vai pagar, e não sua filha.

Mas né, aí nem história ia ter.

Enfim….

Bela

Por mais falhas que possam existir, Bela é, definitivamente, uma ‘princesa’ feminista. É claro que não é um feminismo ideal mas, se pararmos para pensar, talvez nenhum seja. Primeiro porque o machismo existe em cada pequena coisa de nossa sociedade, custando a ser descoberto. E segundo, que o próprio movimento possui várias vertentes que, apesar de todas terem a mesma essência, algumas coisas ainda assim ficam divididas.

Mas o que importa é que Bela nasceu de uma roteirista mulher em tempos em que os homens comandavam a maioria dos trabalhos. E que nossa princesa é a primeira da linhagem das girls da Disney que tem outro propósito que não “ser salva, conseguir encontrar o príncipe encantado e viver feliz para sempre”.

Então bora chorar muito no cinema quando o filme estrear. E depois venham aqui me contar o que acharam dessa nova versão e, principalmente, se curtiram Emma Watson como nossa maravilhosa Bela!

Bela

 

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