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O bumbum de Luana Piovani é o assunto da internet hoje. E, por mais que a gente queira, não tem nada a ver com empoderamento feminino, de uma mulher que está usando a sua conta no Instagram para inspirar outras que têm inseguranças em relação a essa região do corpo… Não, nada disso. Tem a ver com a forma como os homens criam uma relação de amor e ódio com as mulheres.

Tudo começou quando Pedro Scooby, marido da atriz brasileira, postou uma foto do bumbum de Luana Piovani nas redes sociais. Até aí, tudo bem. A gente bem sabe que o casal é do tipo exibicionista e não tem problema nenhum em mostra o corpo e a intimidade sem nem pensar duas vezes. Nada de errado aí. Vamos, então, ao que interessa…

My Valentine ?

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A questão que me chamou a atenção é que alguns seguidores de Pedro usaram a oportunidade para criticar o bumbum de Luana Piovani, explicando que ela tinha a ‘bunda caída’ e tantos outros comentários típicos de slut shaming que a gente já viu repetidamente por aí. Haters gonna hate, já dizia Taylor Swift.

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O ponto em que quero chegar é que Pedro respondeu a muitos desses comentários com coisas do tipo ‘caída é a bunda da sua mãe’, ‘a sua mãe é que é caída’ e tantas outras respostas extremamente educadas e dignas (*insira o seu melhor tom sarcástico aqui*). A educação de Pedro e se ele deveria ou não responder esse tipo de comentário não é o que está em pauta aqui, mas, sim, a forma como ele atacou outras mulheres para defender a sua.

O caso do bumbum de Luana Piovani representa um comportamento masculino comum

Eu já comentei algumas vezes aqui como o Kanye West gosta de causar e como ele já se envolveu em inúmeras polêmicas envolvendo outras mulheres. Enquanto ele parece tratar a esposa, Kim Kardashian, como uma verdadeira rainha, ele não tem o mesmo tato com outras.

É só pensar no bafafá envolvendo ele, a esposa e a ex-namorada Amber Rose. Se você não lembra, a gente te atualiza: Kanye passou um bom tempo namorando Amber, e depois que os dois se separaram e ele começou a sair com Kim, usou as redes sociais para fazer uma série de comentários machistas e misóginos a respeito da ex, principalmente fazendo pouco caso da carreira dela (que é uma ex-stripper) e do também rapper Wiz Khalifa, que teve um filho com Amber. Não vale a pena a gente lembrar desses tuítes por aqui, mas é claro que, assim como Pedro, Kanye desenvolveu uma relação de amor e ódio com as mulheres.

Não importa de qual seja a fonte, fazer slut shaming (isso é, falar mal de uma mulher por causa do seu corpo ou comportamento, chamando-a de puta, por exemplo) não é legal. E é muito comum a gente criar esse hábito horrível (até mesmo entre as próprias mulheres) de falar mal de uma mulher em ‘defesa’ de outra. Sabe quando você diz que a nova namorada do seu ex é horrível e você é muito mais bonita? Então.

É como se fosse impossível um homem valorizar uma mulher sem desvalorizar outra (e tem um texto ótimo sobre isso aqui). E a aparência não é a única forma em que isso acontece, infelizmente, o bumbum de Luana Piovani (e ela inteira) não é a única vítima. São profissões, características e até a inteligência feminina que age como um parâmetro de comparação constante, colocando mulheres umas contra as outras e reforçando o papel do homem de ser o grande salvador da pátria, em busca da mulher certa e perfeita, daquela que é ‘diferente das outras’.

Respeito seletivo é uma das características mais marcantes do machismo: o homem respeita as mulheres da vida dele (como a mãe, a esposa e a filha), mas chama outras de piranha na rua, acredita que a vítima pediu para ser estuprada por causa da roupa e acha que as demais precisam se dar ao valor. Qualquer mulher que não esteja diretamente ligada ao seu círculo íntimo, não merece atenção ou respeito. E merece ser colocada para baixo.

É desse tipo de comportamento que estamos tentando fugir. O bumbum de Luana Piovani é lindo porque é dela. Se tem quem não goste, bola pra frente. Por mais que evitar um barraco por conta dos haters pareça inevitável e visto como ‘abaixar a cabeça’, quem tem que estar contente com o próprio corpo é ela. Nem mesmo Pedro é importante nesse caso. O corpo de uma mulher não é domínio público e a sua carreira e personalidade não são brincadeira: usá-los para fazê-la se sentir mal só confirma uma cultura que vê as mulheres como inferiores. A nossa meta é sair desse loop é reconhecer que toda mulher é linda e incrível a sua própria maneira e merece ser vista como o ser humano que é, de igual para igual.

Imagem: Instagram

 


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