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Na última semana, Chris Brown voltou a ser notícia por causa do documentário sobre a sua vida, chamado Welcome To My Life. Apesar de a vida do cantor, em si, parecer não despertar muito interesse hoje em dia, o que virou manchete foi o fato de ele comentar sobre a agressão na ex-namorada, Rihanna, em 2009.

A história é velha e, quase 10 anos depois, a gente acha que não vale a pena falar sobre ela. Na época, eu já trabalhava como jornalista – na verdade, era estagiária em um site que cobria celebridades – e acompanhei tudo de perto. Vendo isso hoje, acho tão desnecessário entrar nos destalhes hoje como era naquela época, mas tem uma coisa que me chamou atenção no tal trecho do documentário de Chris Brown em que ele comenta a versão dele do que aconteceu: o reconhecimento de que o relacionamento dos dois era extremamente abusivo.

Óbvio, com uma agressão tão clara como essa – a foto de Rihanna com o rosto machucado foi vista pelo mundo inteiro na internet – é difícil a gente falar qualquer outra coisa contrária a isso. Mas é preciso reconhecer que quem está dentro de um relacionamento abusivo dificilmente entende o que está acontecendo até depois que sair dele.

Frente ao mundo, Chris Brown errou – não há dúvida nenhuma disso. E ele foi devidamente julgado e cumpriu a sua pena. Rihanna seguiu a carreira, recuperou as cicatrizes físicas e hoje tenta encontrar a sua própria felicidade (assim como o rapper, não tenho dúvidas disso também). Mas eu sinto que é realmente importante esse reconhecimento de que o relacionamento não era saudável e de que tinha um viés altamente destrutível.

Vi bastante gente comentando que ele culpou Rihanna pelo o que aconteceu. Pode ser que sim, e a gente sabe que isso acontece com muita frequência. Por causa da visão extremamente machista que rege a nossa sociedade, as mulheres são vistas como inferiores aos homens, que sempre fazem a sua vontade. Em mundo onde a mulher não tem voz, é bastante óbvio que a sua credibilidade vai ser questionada o tempo inteiro e quem tem o poder dificilmente vai deixar o seu trono por isso.

Falar sobre relacionamento abusivo é importante porque abre os olhos das pessoas para os seus próprios relacionamentos. Hoje, Chris Brown tem uma consciência maior das suas ações e sabe que a forma como ele tratava Rihanna e como ela o tratava não era legal. Isso justifica a agressão? NÃO! Porém, hoje, quase dez anos depois, o reconhecimento veio.

Até quando Rihanna será uma vítima de Chris Brown?

Outra coisa que eu pensei, quando comecei a ler as matérias sobre o documentário do Chris Brown foi que precisamos mesmo parar de tachar as pessoas de vítima. O rapper agiu errado e recebeu as devidas punições, porém Rihanna continua sendo vista como uma vítima e como uma sobrevivente de violência doméstica.

Por mais que isso esteja de acordo com os fatos – e até lembrando um pouco do caso José Mayer – as mulheres que sofrem de uma violência vão, para sempre, serem lembradas pela violência que sofreram.

Em uma entrevista de 2015 para a revista Vanity Fair, Rihanna falou justamente sobre isso. Para ela, apoiar outras vítimas e falar sobre o assunto é importante para combater essa violência. Mas ser constantemente ligada ao assunto é cansativo e desgastante.

“Eu nunca entendi isso, como as vítimas são punidas de novo e de novo. Isso está no passado, e eu não quero dizer ‘Superem’ porque é algo muito sério e que ainda é relevante, ainda é real. Muitas mulheres, muitas meninas, ainda passam por isso. Muitos meninos novos também. Não é o tipo de assunto que devemos jogar para debaixo do tapete, por isso eu não posso dispensá-lo como se não fosse importante, ou que não o levo a sério. Mas, para mim, e para qualquer pessoa que foi uma vítima de abuso doméstico, ninguém quer lembrar disso. Ninguém quer nem mesmo admitir isso. Falar sobre isso uma vez, quanto mais 200, é como… Por que eu tenho que ser punida por isso? Isso nunca me desceu”, disse.

Tanto Rihanna quanto Chris Brown chegaram em um ponto de admitir o que aconteceu, aceitar os fatos e lidar com as consequências. Eles reconheceram que estavam atrás de algo que não era bom para nenhum dos dois, e hoje tentam seguir em frente com as suas vidas. O mais importante é entenderem que estavam em uma situação abusiva e que isso, de alguma forma, possa abrir os olhos de quem já passou ou ainda passa por isso e incentive as pessoas a buscarem a ajuda necessária para saírem dessa situação. A gente bem sabe que não é fácil.

Imagem: Reprodução


 


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