Garota Ametista

Escrever é para mim o efeito colateral do meu remédio de uso contínuo: a leitura - o qual sempre usei de forma indiscriminada. Costumava achar - e dizer - que escrevia para tentar viver no papel aquilo que não vivia fora dele. Mas, acabei por descobrir que é mais do que isso. Escrevo para retribuir as palavras que me foram escritas pelos meus autores de cabeceira ou de biblioteca. Escrevo o que já ouvi, o que gostaria de ter ouvido e o que quero ouvir. Mais do que escrever o que eu gostaria de dizer, escrevo o que eu gostaria de ler. E assim criei meu pseudônimo, alter ego, segunda personalidade ou como queira chamar: a Garota Ametista, alcunha que me foi dada por um hippie muito simpático que transpirava paz e amor. Sendo assim o que quero não é te dizer o que, ou como, deve fazer, agir ou pensar. Apenas te confortar, encorajar, empoderar e desestabilizar. Enfim, só quero tocar seu coração da mesma forma que as histórias tendem a tocar o meu.