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Como as comédias românticas podem te iludir pra valer

Luisa Rodrigues

Colunista Superela

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Eu, como idealizadora romântica que sou, já passei muuuitos apertos com as famigeradas comédias românticas. Durante um tempão da minha vida, na verdade, era o gênero do cinema que eu mais gostava de assistir. Era tudo tão lindo, fofo, e as pessoas eram tão lindinhas e arrumadinhas que o conjunto disso tudo esquentava meu coração. Só que, uma coisa que eu ainda não havia percebido era o quanto esses filmes me iludiram sobre relacionamentos por anos.

Como as comédias românticas podem te iludir

Eu sei que esses filmes são uma delícia, mas devemos sempre estar atentas a como eles costumam nos iludir sobre o amor. Afinal, a representação de nossas vidas afetivas que esses filmes trazem são completamente irreais, e eu não estou falando somente do “felizes para sempre”. Olha só que doidera:

1 – O amor que não faz muito sentido

Cara, a receita básica da maioria das comédias românticas é a seguinte: pegue uma mulher e um homem que nunca se viram na vida, e coloque os dois para trombar numa esquina. Ela está segurando um tanto de coisas e ele, se abaixa para pegá-las. Um olhar cruza com o do outro e pronto. É AMOR. É claro que depois eles se desencontram, e aí tem todo aquele enredo e tal, mas no final, quando o casal finalmente resolve ficar junto (porque tem o clímax, né), ele vira pra ela e fala: “eu sabia que você era a pessoa certa desde a primeira vez que te vi“.

comédias românticas

Contudo, é claro que essa receita tem algumas variações, mas entendam: a essência é a mesma. Um exemplo engraçadíssimo é daquele filme Simplesmente Amor. O casal formado pelo eterno Mr. Darcy de Bridget Jones (Colin Firth) e a portuguesa Aurelia, que trabalha na casa dele, é sensacional.

Durante o filme inteiro eles simplesmente não conseguem se comunicar direito porque ela não fala inglês, e nem ele português. Daí, quando ela vai embora, ele sai correndo naquela típica cena de tirar o fôlego dessas comédias românticas, encontra ela e pede a mão dela em casamento EM PORTUGUÊS. Então, meus caros, ele aprendeu o idioma pra saber mais sobre ela, a vida dela e sua família? Não. Ele aprendeu pra conseguir manter aí um diálogo com mais de 3 frases? Não. Ele aprendeu o idioma dela para PEDI-LA EM CASAMENTO. E aí, ela responde em inglês! Ó que gracinha, gente! Só que não, né?

E aí o mundo descomplica

E como isso chegou a iludir minha vida afetiva? Bem, eu comecei a achar que o amor era uma coisa imediata e descomplicada. E que, se o casal se ama, nada mais nessa vida importa. Mas, cara, importa sim. Me lembro de começar a namorar um cara super bacana, que me tratava feito uma rainha e eu amava isso nele. Até descobrir, uns 4 meses depois, que ele era extremamente machista e estava me encurralando em um relacionamento abusivo.

E isso foi um exemplo meu, só. É claro que o amor é lindo e forte, mas o mundo não gira em torno de um casal. Aquela promessa de amar um ao outro da saúde e na doença, na riqueza e na pobreza e etc é muito, mas MUITO concreta. Quem acha que encontrar o par perfeito é o único foco está, assim como eu, muito enganada por essas comédias românticas.

2 – A mulher só se torna plenamente realizada quando encontra seu par

Outra coisa que percebi nessas comédias românticas é o TANTO que elas são machistas. Pode reparar: se a mulher é incrivelmente bem-sucedida no trabalho, sua vida amorosa provavelmente será uma confusão. Ou então ela só não está satisfeita por completo. Falta alguma coisa. É filho? Não. É casa? Não? É homem? ÉÉÉ!

E aí tem tanto filme que mostra isso que eu não teria dedos o suficiente para contar. E isso sem falar daquela ideia de que toda mulher terá o seu ‘príncipe encantado’, e que ela deve esperar por ele que, ALGUMA HORA, o romance vai acontecer, e ela, feliz para sempre. Só que, mais uma vez, nãããão né, minha gente. Eu posso, inclusive, citar o exemplo que dei acima novamente, mas prefiro falar outra coisa, até.

Essas comédias românticas me fizeram pensar que o mais difícil era encontrar a pessoa, e não conviver com ela pelo resto da minha vida. Só fui entender a complexidade disso quando um professor meu da FACULDADE me disse que, em um relacionamento, você permanece com a pessoa porque aceita alguns defeitos dela, e não por suas qualidades de forma literal. Demorei anos para entender que a vida a dois vai muito além do amor. É preciso paciência, compreensão e humildade. É saber abrir mão de algumas coisas e ralar para que a vida a dois seja sempre bacana.

Mas esses filmes só mostram até a hora do casamento, não é mesmo?

3 – O universo conspira a favor do casal

Ó, se tem uma coisa que eu acredito até hoje é que temos um destino pré-definido, e que Deus coloca algumas pessoas cruciais em nossos caminhos. Mas isso não tem NADA a ver com o que as comédias românticas querem dizer com esse tal de universo que conspira a favor do casal.

É gente arrancando dinheiro não sei de onde pra atravessar o mundo e encontrar a pessoa, é mulher dirigindo igual uma louca no trânsito pra chegar no lugar onde seu amado está, ou ainda é o cara que decide, de boas, se declarar pra você na frente de quintilhões de pessoas, enquanto todas essas vão bater palmas e achar tudo lindo. E você VAI COM CERTEZA dizer sim. Até porque não tem nada de errado numa pessoa pedir sua mão em casamento na frente de trocentas mil pessoas, sabendo que se você falar ‘não’ vai ficar feio demais, né?

Com muito custo aprendi que as coisas não são assim. Já “perdi” supostos amores porque não tinha dinheiro pra comprar uma passagem e daí ele se apaixonou por outra no lugar onde foi morar. Também já tentei fazer um draminha na frente duma galera e tudo o que recebi foi o cara me deixando lá sozinha porque não ia fazer isso na frente dos outros. E a vida é realmente assim, gente. Fazer o quê?

Então devo parar de assistir comédias românticas?

É claro que não, gente! É só entender que a vida afetiva é muito mais complexa e exige muito mais cuidado e consideração. É saber que lá, na sua televisão, o casal se apaixonou em dois dias e se casou em mais dois, mas que isso MUITO dificilmente vai rolar com você.

Sabe quando a gente racha de rir nesses filmes tipo Duro de Matar, que o carro rola um penhasco, explode no final e o cara sai de dentro dele andando? Então, é só aprender a rir com essas cenas HORROROSAS, porém, FABULOSAS das comédias românticas. Afinal, sair do nosso mundo um pouquinho é ótimo. É só não achar que esses enredos REALMENTE fazem parte dela.

 

 

 

 

Luisa Rodrigues

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