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Se você acha que esse é um texto em que eu vou falar “aceite seu corpo do jeito que ele é e ponto final”, já te dou um spoiler: não é. Eu já li inúmeros relatos sobre como a gente tem que ser feliz com nosso corpo, como a gente é linda do nosso jeitinho e que o mais importante é se aceitar. Tudo isso é incrível, verdadeiro e importante, mas, por muito tempo, eu usei o tal do empoderamento como desculpa para não me alimentar bem, não me exercitar e sair afirmando que esse é meu jeito que eu estava feliz comigo mesma. O problema é que eu não estava!

Minha relação com a comida virou algo cheio de culpa e de arrependimento. Por muito tempo, eu fui daquelas “magras de ruim”, que comem e não engordam. E acreditem: eu usei esse “privilégio” até o limite, a ponto de comer McDonald’s duas vezes na mesma semana, achando que isso não me faria mal. E eu não fiz em algumas circunstâncias esporádicas — foram inúmeras vezes. O resultado demorou para chegar, mas agora, com meus 23 anos, aconteceu algo que nunca tinha acontecido comigo: eu senti vergonha de usar um biquíni na frente dos outros por estar muito insatisfeita com meu corpo. Vergonha de me olhar no espelho e ver aquele monte de celulite. Vergonha de ter passado todos os limites e usado a comida como moeda de troca — se o dia for ruim, você pode passar no mercado e comprar chocolate, Ana Clara. Se te estressarem no trabalho, você pode almoçar um hambúrguer.

Apesar de lutar constantemente pela quebra desses padrões que a sociedade tenta impor para gente, eu cheguei num ponto em que percebi que estava comendo por tédio, por gula, por frustração. Por fome, quase nunca. Em momentos em que eu ficava triste, parava de comer por duas, três semanas e aí emagrecia 3 ou 4 kg. Se estava ansiosa ou estressada, descontava na comida e engordava tudo de novo. E aí eu percebi que meu caso não se tratava de auto aceitação ou amor próprio, eu estava ficando doente. E aí cheguei a reflexão: a gente tem que se aceitar, mas só se realmente estivermos felizes.

Como aceitar o seu corpo: é possível?

Eu cheguei num ponto que percebi que não importava mais ser magra ou não. O problema era a culpa. A culpa de não me exercitar, de não comer bem. Eu não consegui me desprender dessa maldita culpa. E, me vez de ficar me cobrando e me sentindo mal comigo mesma, eu resolvi fazer. Resolvi voltar para o pilates e começar a correr. Resolvi marcar nutricionista para aprender a comer de forma consciente. Emagrecer foi uma consequência, mas eu aprendi que não precisava ser a principal causa, afinal, magreza não é sinônimo de saúde. Por isso, eu tenho uma dica para meninas que vivem nesse mesmo conflito que eu: não adianta adotar o discurso do amor próprio se ele é só um discurso. Não cobre se aceitar do jeito que você é, se isso não te faz feliz de verdade. A gente não precisa correr atrás do padrão, mas eu acho importante você se amar. Se você se acha linda sendo gordinha, ótimo! Se acredita que vai ficar mais bonita com o cabelo rosa, pinte. Se prefere ficar sem nada de maquiagem, tudo bem. Mas se você gosta de sair toda montada, tá tudo bem também.

O problema dessa onda de empoderamento e auto aceitação é que a gente cobra que tenhamos a autoestima de pessoas diferentes de nós. Usar maquiagem e depilar não te faz menos feminista. Da mesma forma que eu não preciso me odiar por não estar feliz com o meu corpo. Entendem?! O que eu quero dizer é que a saúde física e mental são as questões mais importantes. É preciso ter equilíbrio entre o que você realmente quer e aquilo que as pessoas te impõe.

Minha dica para quem quer aceitar o próprio corpo é buscar uma relação saudável com ele. Em que não exista culpa ou cobrança exagerada, em que você possa mudar de atitude se não estiver realmente feliz. Eu aprendi a amar meu próprio corpo no momento em que eu vi que estava fazendo fazendo o suficiente por ele. E esse é meu conselho para todas que estão nessa busca pelo amor próprio! Faz aquilo que te dá paz e consciência tranquila. Aprenda a se cobrar quando necessário, mas sem culpa ou arrependimento. Aprenda a não se comparar tanto com os outros. Você não precisa ter o corpo das capas de revista, mas também não precisa ter vergonha de admitir que ainda se importa com aquelas gordurinhas. Pense no que VOCÊ realmente quer para sua vida, e seja feliz desse jeitinho! A gente vive numa sociedade que faz de tudo para acabar com a autoestima das mulheres, e a gente tem que lutar exatamente pelo contrário: precisamos correr atrás de tudo aquilo que nos dá confiança e usar tudo o que está ao nosso alcance para nos amarmos mais e mais!

Foto: My Mad Fat Diary


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