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9 coisas que os homens ainda não entendem sobre o medo de ser mulher

Marcela De Mingo

Colunista Superela

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Uma das nossas colunistas, a Thayse Lopes, fez uma postagem no Facebook na última semana que chamou a nossa atenção. Ela perguntava para os homens se o medo que as mulheres sentem deles não causa um incômodo ou constrangimento. Pelo nível das respostas, ficou muito claro que ainda existem coisas que os homens não entendem sobre o medo de ser mulher e que merecem um minutinho da nossa atenção.

Uma dessas coisas que eles não assimilam a respeito do medo de ser mulher é que essa é uma sensação constante. Pode até mesmo não ser tão consciente. Mas na hora de voltar sozinha para casa, à noite, toda mulher sente um medo de ser seguida ou abordada por um homem. Ao ponto de mudar de calçada na rua, ou até de andar falando no telefone com alguém para garantir que ela está ‘acompanhada’.

medo de ser mulher

Esse medo é algo comum e que não acontece com os homens. Um homem não sente medo ao ver uma mulher andando na rua quando está sozinha, ou quando uma mulher está perto demais dele no metrô ou no ônibus. Por isso, o medo de ser mulher é uma pauta tão forte no feminismo. O que o movimento mais quer é que homens e mulheres sejam vistos como iguais o tempo inteiro em todas as esferas da sociedade, e que a violência contra a mulher não seja mais algo tão comum – e, por consequência, que esse medo não seja mais tão presente no dia a dia feminino.

Dito isso, com base nos comentários do post da Thayse, separamos algumas coisas que os homens ainda não entendem sobre esse assunto:

1.A gente deixa de se relacionar por medo

medo de ser mulher

É uma loucura pensar que as mulheres têm medo de se relacionarem com homens, mas é verdade: existe um lugar na nossa mente que diz que a gente não pode confiar em ninguém porque agressor não tem um perfil certo. Não é como se todos os homens loiros fossem responsáveis por toda violência contra mulher. Então, a gente está sempre com um pé atrás, tentando entender até que ponto podemos dar a mão para não perder o braço.

2.Independe da situação

medo de ser mulher

Esse medo de ser mulher não acontece só quando a gente sai sozinha na rua de noite ou pegando o ônibus cedo em um ponto vazio. É na festa, quando a gente quer beber um pouco a mais e fica com receio de alguém jogar alguma coisa na nossa bebida; no bloquinho de Carnaval, quando a gente quer usar a fantasia que dá vontade, mas fica com receio dos homens entenderem como um convite (não é); e até do professor da faculdade que chama a gente para conversar na sala dele depois da aula.

3.Independe de grau de proximidade

medo de ser mulher

Dito isso, é sempre interessante a gente lembrar de um dado bem chocante: segundo uma pesquisa do Instituto Sou da Paz, dos casos de estupro que aconteceram no primeiro semestre de 2016, 59% das vítimas conheciam o agressor. E em 25% dos casos, ele estava dentro do círculo familiar. Isso significa que a mulher foi estuprada por alguém da família em quase metade dos casos. Dizer, então, que não é impossível generalizar é um erro, porque é essa ameaça não tem uma fonte única – e é um fato comprovado que boa parte desses casos não são cometidos por pessoas estranhas na rua. Como, então, fazer essa distinção?

4.É uma questão de olhar para o contexto

medo de ser mulher

Se as mulheres sentem medo o tempo inteiro, o que os homens podem fazer a respeito? Olhar para o contexto. O homem pode se considerar a melhor pessoa do mundo, mas a mulher não sabe disso. Ela não tem como saber. Infelizmente, as pessoas não vêm com um sinal de neon na cabeça dizendo explicitamente as suas intenções. Você precisa demonstrar que não há motivo para medo através das suas ações, criando um ambiente de respeito e conforto. Falar ‘não tenha medo’ não ajuda em nada. A mulher vai sentir medo até ela perceber que é vista como igual e que ela será respeitada em qualquer ambiente, em qualquer situação.

5.Não é uma questão de gosto cultural

Um argumento que já está muito batido é o tal do ‘mulher não é violentada em galerias de arte’. Gosto não se discute, se respeita. E quer a mulher esteja no baile funk, quer em uma exposição de arte no Louvre, em Paris, ela não merece ser violentada. O corpo da mulher é dela e ela faz com o ele o que quiser.

6.O estado de alerta é constante

medo de ser mulher

Se você ainda não entendeu, esse estado de medo de ser mulher é tão presente que a gente sempre está meio ‘surpresa’, meio no limite. Se tem só homem no vagão do metrô: medo. Se não tem ninguém na rua: medo. Se tem só um homem no ponto de ônibus: medo.

7.É impossível diferenciar o ‘bom’ do ‘mau’

medo de ser mulher

Sabe o que a gente falou ali em cima do sinal de neon? Então. É impossível a gente fazer uma distinção de quem é bom ou ruim só pela aparência. Não tem como. Por isso a lógica é: ‘vamos sentir medo de todos porque assim é mais fácil a gente saber quando se defender’. Não é o tipo de coisa que faz sentido, mas é a forma como a gente vive hoje. E vale lembrar, mais uma vez, que esse medo pode existir dentro de casa, sim. Não é só na rua com pessoas desconhecidas.

8.Homens respeitam homens

medo de ser mulher

Quando uma mulher está sozinha em uma festa, por exemplo, os homens caem em cima sem nem pensar duas vezes. Porém, se uma mulher está acompanhada de um namorado, e outro cara dá em cima dela, esse segundo homem pede desculpas para o namorado, e não para a mulher. Homens respeitam homens e não mulheres. Para evitar uma cantada, ela tem que ser a ‘chata’, falar ‘não’ milhares de vezes, ser grossa, cortar qualquer tipo de contato, sair de perto – e ela sente medo de ser mulher por saber que vai precisar lidar com essa insistência. Se tem um homem envolvido na jogada, a mulher vira ‘intocável’. Pela lógica masculina, ela é ‘dele’ e ninguém mais tem direito em cima.

9.Não tem nada a ver com pai e mãe

medo de ser mulher

“Não sou assim porque fui bem-criado pelo meu pai e pela minha mãe”. O que uma coisa tem a ver com a outra? A educação que você recebeu da sua família não muda uma questão que é sistêmica, de toda uma sociedade. Por mais que seus pais tenham te ‘ensinado bem’, sua mãe com certeza ainda sentiu medo de homens em algum momento da vida e o seu pai olhou para uma mulher segundo esse viés machista. Por isso essa análise profunda precisa virar norma. Se você teve uma criação boa, que ótimo! Não tira a sua responsabilidade em prestar atenção no que está acontecendo e fazer a sua parte para mudar o que é comum hoje em dia.

Marcela De Mingo

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